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Carimbologia O-P

Paracatu – Piracatu, Minas Gerais (PMG-1805)

Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) da Provincia de Minas Geraes, 1849

The Arraial de S. Luiz e Sant’Anna das Minas do Paracatu (also spelled Piracatu) has been documented since the early 18th century. It was located in the Vila de Sabará area on the eastern bank of the Córrego Rico, 600 kilometres northwest of what would later become the provincial capital of Ouro Preto. In October 1798, it became Vila de Paracatu do Príncipe and in March 1840, the city of Santo Antonio da Manga de Paracatu. The name comes from the Tupi-Guaraní language and means ‘good fish’.

Two dates have been found for the establishment of the local post office. One is March 1798, as written by Nova Monteiro in Administrações e Agencias Postaes do Brasil Imperio (Brasil Filatelico/RJ, 1934–1935; reprinted by SPP 1994–1999). This is confirmed by Paula Sobrinho (História Postal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1997) and Luís Frazão (Jornal de Filatelia, Porto, 2001):

Jornal de Filatelia No. 64, 2001

The agency’s second period of operation began in October 1833, as stated in the postal report (Relatório Postal) for 1886.

The oldest postmark to date is PMG-1805a, which also exists in brown to reddish brown and is listed both by P. Ayres (No. 1163 in Catálogo de Carimbos Brasil-Império, São Paulo, 1937, 1942) and in the RHM catalogue (under P-MG-44):

PMG-1805a (P.A. 1163, RHM P-MG-44) 1836-1876ff

This was followed by the French type PMG-1805b (illustration by Walter Sonnenberg):

PMG-1805b (WS) 1877-1902

R. Koester also illustrated a mute postmark from Paracatu in Carimbologia XXIX:

1877 (RK)
Atlas do Imperio do Brasil, 1868

O Arraial de S. Luiz e Sant’Anna das Minas do Paracatu (antigamente também escrito Piracatu) já era conhecido desde o início do século XVIII. Ele ficava na região da Vila de Sabará, na margem leste do Córrego Rico, 600 quilômetros a noroeste da futura capital da província, Ouro Preto. Em outubro de 1798, tornou-se a Vila de Paracatu do Príncipe e, em março de 1840, a cidade de Santo Antonio da Manga de Paracatu. O nome vem da língua tupi-guarani e significa “bom peixe”.

Foram encontradas duas datas de fundação para a agência postal local. Uma delas é março de 1798, conforme escreve Nova Monteiro em Administrações e Agencias Postaes do Brasil Imperio (Brasil Filatelico/RJ, 1934–1935; reimpressão SPP 1994–1999). Isso é confirmado por Paula Sobrinho (História Postal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1997) e Luís Frazão (Jornal de Filatelia, Porto, 2001):

Jornal de Filatelia n.º 64, 2001

O segundo período de funcionamento da agência começou em outubro de 1833, conforme consta do Relatório Postal de 1886.

O carimbo postal mais antigo até o momento é o PMG-1805a, que também existe em marrom a marrom avermelhado e foi registrado tanto por P. Ayres (nº 1163 no Catálogo de Carimbos Brasil-Império, São Paulo, 1937, 1942) como no catálogo RHM (sob P-MG-44):

PMG-1805a (P.A. 1163, RHM P-MG-44) 1836-1876ff

Seguiu-se o tipo francês PMG-1805b (fig. Walter Sonnenberg):

PMG-1805b (WS) 1877-1902

R. Koester também reproduziu em Carimbologia XXIX um carimbo postal mudo de Paracatu:

1877 (RK)
Provinz Minas Geraes, um 1820

Der Arraial de S. Luiz e Sant’Anna das Minas do Paracatu ist bereits aus dem Anfang des 18. Jahrhunderts überliefert. Es lag im Gebiet der Vila de Sabará am Ostufer des Córrego Rico, 600 Kilometer nordwestlich der späteren Provinzhauptstadt Ouro Preto. Im Oktober 1798 wurde er zur Vila de Paracatu do Príncipe und im März 1840 zur Stadt Santo Antonio da Manga de Paracatu. Der Name stammt aus der Tupi-Guaraní-Sprache und bedeutet „guter Fisch”.

Es wurden zwei Entstehungsdaten für das örtliche Postamt gefunden. Zum einen im März 1798, wie Nova Monteiro in Administrações e Agencias Postaes do Brasil Imperio (Brasil Filatelico/RJ, 1934–1935; Nachdruck SPP 1994–1999) schreibt. Dies wird durch Paula Sobrinho (História Postal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1997) und Luís Frazão (Jornal de Filatelia, Porto, 2001) bestätigt:

Jornal de Filatelia Nr. 64, 2001

Die zweite Betriebsperiode der Agentur begann im Oktober 1833, wie aus dem Postbericht (Relatorio Postal) für 1886 hervorgeht.

Der bisher älteste Poststempel ist PMG-1805a, den es auch in Braun bis Rötlichbraun gibt und sowohl von P. Ayres (Nr. 1163 in Catálogo de Carimbos Brasil-Império, São Paulo, 1937, 1942) als auch im RHM-Katalog (unter P-MG-44) erfasst wurde:

PMG-1805a (P.A. 1163, RHM P-MG-44) 1836-1876ff

Es folgte der französische Typ PMG-1805b (Abb. Walter Sonnenberg):

PMG-1805b (WS) 1877-1902

R. Koester hat in Carimbologia XXIX auch einen stummen Poststempel aus Paracatu abgebildet:

1877 (RK)
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Carimbologia O-P

Paracanjuba, Goiás (PGO-0135)

Atlas do Imperio do Brasil, 1868

Other names: Pouso Alto, Piracanjuba (1943)

At the beginning of the 19th century, the village was called Pouso Alto and was located near the west bank of the Santa Cruz River (now Piracanjuba) in the area of Vila de Santa Cruz, 230 kilometres southeast of the provincial capital Goyaz (now Goiás Velho). In November 1855, Pouso Alto became a parish and in August 1869 a village. In December 1881, it was downgraded to the parish of N. Sra. da Conceição de Paracanjuba and in November 1886 it was elevated to the city of Paracanjuba. Around 1900, the old place name Pouso Alto returned for the last time before the city of Piracanjuba was proclaimed in December 1943. The word from the Tupi-Guaraní means ‘fish with a yellow head’ and refers to a fish of the Characidae family.

Brycon orbignyanus (photo: Z. M. Silva, CC BY-SA 4.0)

As can be seen from the directory of imperial post offices (Tabella das Agencias do Correio do Imperio, Rio de Janeiro, 1885), there had been a post office there since 1880. The oldest postmark to date is PGO-0135a (image from the internet):

PGO-0135a (WA) 1895-1902
Carta da Provincia de Goyaz, 1874

Outros nomes: Pouso Alto, Piracanjuba (1943)

No início do século XIX, a localidade se chamava Pouso Alto e ficava próxima à margem oeste do rio Santa Cruz (hoje Piracanjuba), no território da Vila de Santa Cruz, 230 quilômetros a sudeste da capital do estado de Goiás (hoje Goiás Velho). Em novembro de 1855, Pouso Alto tornou-se freguesia e, em agosto de 1869, vila. Em dezembro de 1881, foi rebaixada a freguesia de N. Sra. da Conceição de Paracanjuba e, em novembro de 1886, elevada a cidade de Paracanjuba. Por volta de 1900, o antigo nome Pouso Alto voltou pela última vez, antes de se tornar a cidade de Piracanjuba em dezembro de 1943. A palavra, proveniente do tupi-guarani, significa “peixe de cabeça amarela” e refere-se a uma espécie da família Characidae.

Brycon orbignyanus (Foto: Z. M. Silva, CC BY-SA 4.0)

Conforme consta na Tabella das Agencias do Correio do Império (Rio de Janeiro, 1885), havia uma agência dos correios no local desde 1880. O carimbo postal mais antigo até agora é o PGO-0135a (figura da Internet):

PGO-0135a (WA) 1895-1902
Carta da Republica dos Estados Unidos do Brazil,1892

Andere Namen: Pouso Alto, Piracanjuba (1943)

Die Ortschaft hieß am Anfang des 19. Jahrhunderts noch Pouso Alto und lag in der Nähe des Westufers des Santa-Cruz-Flusses (heute Piracanjuba) im Gebiet der Vila de Santa Cruz, 230 Kilometer südöstlich der Provinzhauptstadt Goyaz (heute Goiás Velho). Im November 1855 wurde Pouso Alto zur Freguesia und im August 1869 zur Vila. Im Dezember 1881 wurde sie zur Freguesia de N. Sra. da Conceição de Paracanjuba herabgestuft und im November 1886 zur Stadt Paracanjuba erhoben. Um 1900 kehrte der alte Ortsname Pouso Alto zum letzten Mal zurück, bevor im Dezember 1943 die Stadt Piracanjuba ausgerufen wurde. Das Wort aus dem Tupi-Guaraní bedeutet „Fisch mit gelbem Kopf” und bezieht sich auf eine Gattung der Familie Characidae.

Brycon orbignyanus (Foto: Z. M. Silva, CC BY-SA 4.0)

Wie aus dem Verzeichnis der kaiserlichen Postämter (Tabella das Agencias do Correio do Imperio, Rio de Janeiro, 1885) hervorgeht, gab es dort ein Postamt seit 1880. Der bisher älteste Poststempel ist PGO-0135a (Abb. aus dem Internet):

PGO-0135a (WA) 1895-1902
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Carimbologia O-P

Pará, Minas Gerais (PMG-1800)

Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) da Provincia de Minas Geraes, 1849

Other names: Patafufo/Patafufio, Pará de Minas (1921)

The Freguesia de N. Sr. da Piedade do Patafufo (also spelled Patafufio) had been in existence since April 1846. It belonged to the Vila de Pitangui, was located on the west bank of the Ribeirão da Paciência and was 180 km northwest of the provincial capital Ouro Preto. The village was elevated to the status of Vila three times: in October 1848, June 1858 and December 1874, but was downgraded twice as a parish of Pitangui: in May 1850 and July 1872.

From 1858 onwards, it discarded its old name and called itself Pará (in Tupi-Guaraní: ‘strong river’). In November 1877, it was designated a city, which has been called Pará de Minas since September 1921.

A traditional legend says that the place name Patafufo, which sounds strange in Portuguese, comes from Pato Fofo (soft duck), the nickname of an obese Portuguese merchant in the region. However, since the old Freguesia was often written as Patafufio in the official press, it is more likely that the name comes from the old Portuguese word fúfio (ordinary).

As can be seen from the minutes of the Imperial Ministry, the establishment of a local post office was decided in November 1859.

Expediente do Ministerio do Imperio, 16. November 1859

The oldest postmark to date is PMG-1800a (illustration by R. Koester in Carimbologia XXIX):

PMG-1800a (RK) 1866–1874

After obtaining city status in 1877, this postmark was changed to remove the word ‘villa’. This can be seen in PMG-1800b, as shown in the illustrations from P. Ayres’ ‘Catálogo de Carimbos Brasil-Império’ (São Paulo, 1937, 1942) and Koester’s Carimbologia – here with a year indication at the bottom.

PMG-1800b (P.A. 1582 – RK) 1881-1882ff

In between, a handwritten cancellation was also used (fig. Koester):

The following postmark PMG-1800c (Fuad Ferreira Fo. collection) still needs to be definitively confirmed, as it could also originate from the province of Pará:

PMG-1800c (FF) 1887ff

At the end of the Empire, PMG-1800d (Fig. Koester) also appeared:

PMG-1800d (RK) 1889

James Dingler and Klerman W. Lopes listed a silent postmark from Pará de Minas in Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império (Brazil Philatelic Association, Rio de Janeiro, 2000):

BPA 265 (P.A. 590) 1876ff-1881
Atlas do Imperio do Brasil, 1868

Outros nomes: Patafufo/Patafufio, Pará de Minas (1921)

A Freguesia de N. Sr. da Piedade do Patafufo (também escrita Patafufio) era conhecida desde abril de 1846. Pertencia à Vila de Pitangui, ficava na margem oeste do Ribeirão da Paciência e distava 180 km a noroeste da capital provincial, Ouro Preto. A localidade foi elevada três vezes à categoria de vila: em outubro de 1848, junho de 1858 e dezembro de 1874, mas foi rebaixada duas vezes a freguesia de Pitangui: em maio de 1850 e julho de 1872.

A partir de 1858, abandonou o antigo nome e passou a se chamar Pará (em tupi-guarani: “rio caudaloso”). Em novembro de 1877, foi nomeada cidade, que desde setembro de 1921 se chama Pará de Minas.

Uma lenda tradicional diz que o nome original da localidade, que soa estranho em português, Patafufo, viria de Pato Fofo, apelido de um comerciante português corpulento da região. No entanto, como a antiga freguesia era frequentemente escrita como Patafufio na imprensa oficial, é mais provável que o nome tenha origem na antiga palavra portuguesa fúfio (comum, ordinário).

Conforme consta na ata do Ministério Imperial, em novembro de 1859 foi criada uma agência dos correios no local.

Expediente do Ministerio do Imperio, 16. 11.1859

O carimbo postal mais antigo até agora é o PMG-1800a (ilustração de R. Koester em Carimbologia XXIX):

PMG-1800a (RK) 1866–1874

Após a obtenção do status de cidade em 1877, esse carimbo foi alterado para que a palavra “vila” desaparecesse. Isso pode ser visto em PMG-1800b, aqui em ilustrações do “Catálogo de Carimbos Brasil-Império” de P. Ayres (São Paulo, 1937, 1942) e da Carimbologia de Koester – aqui com uma indicação do ano na parte inferior.

PMG-1800b (P.A. 1582 – RK) 1881-1882ff

Entrementes, também foi utilizado um carimbo manuscrito (fig. Koester):

1866ff (RK)

O carimbo postal seguinte PMG-1800c (Coleção Fuad Ferreira Fo.) ainda precisa ser confirmado definitivamente, pois também poderia ser da província do Pará:

PMG-1800c (FF) 1887ff

No final do Império, também apareceu o PMG-1800d (fig. Koester):

PMG-1800d (RK) 1889

James Dingler e Klerman W. Lopes listaram em Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império (Clube Filatélico do Brasil, Rio de Janeiro, 2000) um carimbo postal mudo de Pará de Minas:

BPA 265 (P.A. 590) 1876ff-1881
Provincia de Minas Geraes, 1873

Andere Namen: Patafufo/Patafufio, Pará de Minas (1921)

Die Freguesia de N. Sr. da Piedade do Patafufo (auch Patafufio geschrieben) war seit April 1846 überliefert. Sie gehörte zur Vila de Pitangui, lag am Westufer des Ribeirão da Paciência und war 180 km nordwestlich der Provinzhauptstadt Ouro Preto entfernt. Die Ortschaft stieg dreimal zur Vila auf: im Oktober 1848, im Juni 1858 und im Dezember 1874, wurde jedoch zweimal als Freguesia von Pitangui herabgestuft: im Mai 1850 und im Juli 1872.

Ab 1858 legte sie den alten Namen ab und nannte sich Pará (in Tupi-Guaraní: „stromstarker Fluss”). Im November 1877 wurde sie zur Stadt ernannt, die seit September 1921 Pará de Minas heißt.

Eine überlieferte Legende besagt, dass der auf Portugiesisch seltsam klingende Ortsname Patafufo von Pato Fofo (Weiche Ente) stammt, dem Kosenamen eines beleibten portugiesischen Händlers der Region. Da die alte Freguesia jedoch in der Amtspresse oft Patafufio geschrieben wurde, ist es wahrscheinlicher, dass der Name dem alten portugiesischen Wort fúfio (gewöhnlich) entstammt.

Wie aus dem Protokoll des Imperialministeriums hervorgeht, wurde im November 1859 die Einrichtung eines Postamts vor Ort beschlossen.

Expediente do Ministerio do Imperio, 16.11.1859

Der bisher älteste Poststempel ist PMG-1800a (Abbildung R. Koester in Carimbologia XXIX):

PMG-1800a (RK) 1866–1874

Nach Erlangung des Stadtstatus im Jahr 1877 wurde dieser Stempel verändert, um das Wort „Villa” verschwinden zu lassen. Dies ist in PMG-1800b zu sehen, wie in den Abbildungen aus P. Ayres’ „Catálogo de Carimbos Brasil-Império” (São Paulo, 1937, 1942) und Koesters Carimbologia – hier mit einer Jahresangabe unten – zu erkennen ist.

PMG-1800b (P.A. 1582 – RK) 1881-1882ff

Zwischendurch war auch eine handschriftliche Entwertung verwendet (Abb. Koester):

1866ff (RK)

Der folgende Poststempel PMG-1800c (Samml. Fuad Ferreira Fo.) muss noch endgültig bestätigt werden, da er auch aus der Provinz Pará stammen könnte:

PMG-1800c (FF) 1887ff

Am Ende des Kaiserreichs erschien auch PMG-1800d (Abb. Koester):

PMG-1800d (RK) 1889

James Dingler und Klerman W. Lopes haben in Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império (Brazil Philatelic Association, Rio de Janeiro, 2000) einen stummen Poststempel aus Pará de Minas aufgeführt :

BPA 265 (P.A. 590) 1876ff-1881
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Carimbologia O-P

Paquetá, Município Neutro (PMN-0745)

Atlas do Imperio do Brasil, 1868

This island in Guanabara Bay, approximately 15 km north of what would later become the capital city of Rio de Janeiro, has been documented since 1555. It was discovered by the French and subsequently became part of what was known as France Antarctique. In 1697, the chapel of S. Roque de Paquetá was built there, which belonged to the Freguesia de Magé. In March 1833, with the founding of the Freguesia de Bom Jesus do Monte de Paquetá, the island became the property of the imperial Município Neutro.

After the end of the empire, Paquetá became part of the Distrito das Ilhas in the Distrito Federal in 1903 and has been the 21st Região Administrativa in the Município de Rio de Janeiro since March 1975.

According to a report by the Imperial Ministry, the local post office was created in August 1841.

Relatório do Ministério do Império, 1841

The oldest postmark is PMN-0745a, which was given the code number RHM P-RJ-22 in the RHM catalogue. However, the illustration on the right from Koester’s Carimbologia XXIX shows traces of a stamp frame.

PMN-0745a (RHM P-RJ-22, RK) 1841ff-1843ff

This was followed by PMN-0745b, shown here in an illustration from Henrique B. Ferreira’s Catálogo ilustrado dos carimbos sobre os olhos-de-boi (Porto Alegre, 2017):

PMN-0745b (HBF) 1843ff

This was followed by the rare double circle cancel PMN-0745c (fig. Koester, op. cit.):

PMN-0745c (RK) 1884

At the end of the Empire, PMN-0745d (fig. Felipe Piccinini) also appeared:

PMN-0745d (FP) 1889-1902
Almanak Laemmert, 1866

Esta ilha na Baía de Guanabara, a aproximadamente 15 km ao norte do que mais tarde se tornaria a capital do Rio de Janeiro, é documentada desde 1555. Foi descoberta pelos franceses e posteriormente passou a fazer parte da França Antártica. Em 1697, foi construída na ilha a capela de S. Roque de Paquetá, pertencente à Freguesia de Magé. Em março de 1833, com a fundação da Freguesia de Bom Jesus do Monte de Paquetá, a ilha passou a ser propriedade do imperial Município Neutro.

Após o fim do Império, Paquetá passou a fazer parte do Distrito das Ilhas, no Distrito Federal, em 1903, e é a 21ª Região Administrativa do Município do Rio de Janeiro desde março de 1975.

De acordo com um relatório do Ministério do Império, a agência dos correios foi criada em agosto de 1841.

Relatório do Ministério do Império, 1841

O carimbo postal mais antigo é o PMN-0745a, que recebeu o código RHM P-RJ-22 no catálogo RHM. No entanto, a ilustração à direita, retirada da Carimbologia XXIX de Koester, mostra vestígios de uma moldura de selo.

PMN-0745a (RHM P-RJ-22, RK) 1841ff-1843ff

Seguiu-se o PMN-0745b, mostrado aqui em uma ilustração do Catálogo ilustrado dos carimbos sobre os olhos-de-boi, de Henrique B. Ferreira (Porto Alegre, 2017):

PMN-0745b (HBF) 1843ff

Seguiu-se o raro carimbo de círculo duplo PMN-0745c (fig. Koester, op. cit.):

PMN-0745c (RK) 1884

No final do Império, surgiu também o PMN-0745d (fig. Felipe Piccinini):

PMN-0745d (FP) 1889-1902
Mappa do Municipio Neutro, ca. 1880

Diese Insel in der Bucht von Guanabara, ca. 15 km nördlich der späteren Hauptstadt Rio de Janeiro, ist seit 1555 überliefert. Sie wurde von Franzosen entdeckt und war daraufhin Teil der sogenannten France Antarctique. Im Jahr 1697 wurde dort die Kapelle S. Roque de Paquetá errichtet, die zur Freguesia de Magé gehörte. Im März 1833 ging die Insel mit der Gründung der Freguesia de Bom Jesus do Monte de Paquetá im Besitz des kaiserlichen Município Neutro über.

Nach dem Ende des Kaiserreichs wurde Paquetá im Jahr 1903 Teil des „Distrito das Ilhas” im „Distrito Federal” und ist seit März 1975 die 21. „Região Administrativa” im „Município de Rio de Janeiro”.

Wie aus einem Bericht des Imperialministeriums hervorgeht, wurde im August 1841 die Einrichtung eines Postamts beschlossen.

Relatorio do Ministerio do Imperio, 1841

Der älteste Poststempel ist PMN-0745a, der im RHM-Katalog die Codenummer RHM P-RJ-22 erhielt. Die Abbildung rechts aus Koesters Carimbologia XXIX zeigt allerdings Spuren eines Stempelrahmens.

PMN-0745a (RHM P-RJ-22, RK) 1841ff-1843ff

Es folgte PMN-0745b , hier in einer Abbildung aus Henrique B. Ferreiras Catálogo ilustrado dos carimbos sobre os olhos-de-boi (Porto Alegre, 2017):

PMN-0745b (HBF) 1843ff

Danach kam der seltene Doppelkreisstempel PMN-0745c (Abb. Koester, op. cit.):

PMN-0745c (RK) 1884

Am Ende des Kaiserreichs erschien auch PMN-0745d (Abb. Felipe Piccinini):

PMN-0745d (FP) 1889-1902
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Carimbologia O-P

Paquequer (train station/Estação/Bahnhof), Rio de Janeiro (PRJ-1830)

Estrada de Ferro Central do Brasil, 1890

Paquequer Station was opened in August 1885 by the C.E.F. do Sumidouro railway company on the south bank of the Paraíba do Sul in the municipality of Carmo. It was located 190 km north of the capital Rio de Janeiro. From 1885 until its closure in 1967, the railway line belonged to E.F. Leopoldina as the Sumidouro branch. Today, the tracks have disappeared and the station building, which was still being used as a residential building ten years ago, appears to have been renovated in the meantime.

In 2003 (photo: Gutierres Lhamas Coelho, on estacoesferroviarias.com.br)
In August 2024 (photo: Fabio Off Road, on Google Maps)

As R. Koester writes in Carimbologia XXIX, there had been a post office there since March 1887. The oldest postmark to date is PRJ-1830a (fig. agenciaspostais.com.br):

PRJ-1830a (PN) 1888

This was followed by PRJ-1830b (Fig. Koester, op. cit.):

PRJ-1830b (RK) 1888

At the end of the 19th century, PRJ-1830c also appeared (Fig. from the Internet):

PRJ-1830c (WA) 1892-1897
Almanak Laemmert, 1892

A estação ferroviária de Paquequer foi inaugurada em agosto de 1885 pela C.E.F. do Sumidouro, na margem sul do rio Paraíba do Sul, no município de Carmo. Ela ficava a 190 km ao norte da capital Rio de Janeiro. De 1885 até seu fechamento em 1967, a linha ferroviária pertenceu à E.F. Leopoldina, como ramal do Sumidouro. Hoje, os trilhos desapareceram e o prédio da estação, que há dez anos ainda servia como residência, parece ter sido reformado.

Em 2003 (Foto: Gutierres Lhamas Coelho, em estacoesferroviarias.com.br)
Em agosto de 2024 (foto: Fabio Off Road, no Google Maps)

Como escreve R. Koester em Carimbologia XXIX, havia uma agência dos correios no local desde março de 1887. O carimbo postal mais antigo encontrado até agora é o PRJ-1830a (fig. agenciaspostais.com.br):

PRJ-1830a (PN) 1888

Seguiu-se o PRJ-1830b (fig. Koester, op. cit.):

PRJ-1830b (RK) 1888

No final do século XIX, surgiu também o PRJ-1830c (fig. da Internet):

PRJ-1830c (WA) 1892-1897
Estrada de Ferro Leopoldina

Der Bahnhof Paquequer wurde im August 1885 von der Eisenbahngesellschaft C.E.F. do Sumidouro am Südufer des Paraíba do Sul im Município de Carmo eröffnet. Er lag 190 km nördlich der Hauptstadt Rio de Janeiro. Die Bahnlinie gehörte von 1885 bis zu ihrer Stilllegung im Jahr 1967 zur E.F. Leopoldina, als Sumidouro-Zweig. Heute sind die Gleise verschwunden und das Bahnhofsgebäude, das vor zehn Jahren noch als Wohnhaus diente, scheint inzwischen renoviert worden zu sein.

Im Jahr 2003 (Foto Gutierres Lhamas Coelho, auf estacoesferroviarias.com.br)
Im August 2024 (Foto: Fabio Off Road, auf Google Maps)

Wie R. Koester in Carimbologia XXIX schreibt, gab es dort seit März 1887 ein Postamt. Der bisher älteste Poststempel ist PRJ-1830a (Abb. agenciaspostais.com.br):

PRJ-1830a (PN) 1888

Es folgte PRJ-1830b (Abb. Koester, op. cit.):

PRJ-1830b (RK) 1888

Am Ende des 19. Jahrhunderts kam dann PRJ-1830c (Abb. aus dem Internet):

PRJ-1830c (WA) 1892-1897
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Carimbologia O-P

Papary, Rio Grande do Norte (PRN-0125)

Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) das Provincias do Rio Grande e Parahiba do Norte, 1848

Other names: Nisia Floresta (1948)

The Freguesia de Nossa Senhora do Ó de Papary belonged to the Vila de São José de Mipibu and was located 40 kilometres south of the provincial capital Natal. In February 1852, it was elevated to the status of Vila Imperial de Papary. After the end of the empire in 1890, it was simply called Vila de Papary. In March 1938, it was declared a city and has been known as Município de Nísia Floresta since December 1948. The name is intended to commemorate the feminist and educator Dionísia Gonçalves Pinto (1810–1885), who was born there.

MiNr. 863, RHM C-351

As R. Koester writes in Carimbologia XXIX, there had been a post office there since December 1874. The only postmark from the 19th century to date is PRN-0125b (fig. Koester):

PRN-0125b (RK) 1896
Atlas do Imperio do Brasil, 1868

Outros nomes: Nisia Floresta (1948)

A Freguesia de Nossa Senhora do Ó de Papary pertencia à Vila de São José de Mipibu e ficava a 40 quilômetros ao sul da capital da província, Natal. Em fevereiro de 1852, foi elevada à categoria de Vila Imperial de Papary. Após o fim do Império, em 1890, passou a se chamar apenas Vila de Papary. Em março de 1938, foi declarada cidade e, desde dezembro de 1948, é conhecida como Município de Nísia Floresta. O nome é uma homenagem à feminista e pedagoga Dionísia Gonçalves Pinto (1810-1885), nascida na localidade.

MiNr. 863, RHM C-351

Como escreve R. Koester em Carimbologia XXIX, havia uma agência dos correios no local desde dezembro de 1874. O único carimbo postal do século XIX encontrado até agora é o PRN-0125b (fig. Koester):

PRN-0125b (RK) 1896
Sociedade Geologica e Mineralogica, 1910

Andere Namen: Nisia Floresta (1948)

Die Freguesia de Nossa Senhora do Ó de Papary gehörte zur Vila de São José de Mipibu und lag 40 Kilometer südlich der Provinzhauptstadt Natal. Im Februar 1852 wurde sie zur Vila Imperial de Papary erhoben. Nach dem Ende des Kaiserreichs im Jahr 1890 hieß sie nur noch Vila de Papary. Im März 1938 wurde sie zur Stadt erklärt und ist seit Dezember 1948 als Município de Nísia Floresta bekannt. Der Name soll an die dort geborene Feministin und Pädagogin Dionísia Gonçalves Pinto (1810–1885) erinnern.

MiNr. 863, RHM C-351

Wie R. Koester in Carimbologia XXIX schreibt, gab es dort seit Dezember 1874 ein Postamt. Der bisher einzige Poststempel im 19. Jahrhundert ist PRN-0125b (Abb. Koester):

PRN-0125b (RK) 1896
Categories
Carimbologia O-P

Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte (PRN-0130)

Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) das Provincias do Rio Grande do Norte e Parahiba, 1848

The Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Pau dos Ferros (in today’s spelling) was first mentioned in December 1756. It belonged to the Vila de Portalegre and was located on the west bank of the Apodi, 390 kilometres west of the provincial capital Natal. In September 1856, it became a Vila and in December 1924 a city. According to local legend, the ‘Pau dos Ferros’ (tree of iron marks) was an Oiticica, a tree of the Chrysobalanaceae family, which is used both as an ornamental plant and as a source of energy for biodiesel.

Licania rigida, Benth (photo: Rapper Ouriço, UFCE, Wikipedia)

Nova Monteiro writes in Administrações e Agencias Postaes do Brasil Imperio (Brasil Filatelico/RJ, 1934-5; reprinted by SPP 1994-1999) that there had been a post office there since April 1861. This is confirmed by the press in Rio de Janeiro:

Correio Mercantil/RJ, 11 May 1861

The only imperial postmark to date is PRN-0130b (illustration by R. Koester in Carimbologia XXX):

PRN-0130b (RK) 1883-1890
Atlas do Imperio do Brasil, 1868

A Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Pau dos Ferros (na grafia atual) foi mencionada pela primeira vez em dezembro de 1756. Pertencia à Vila de Portalegre e ficava na margem oeste do Apodi, 390 quilômetros a oeste da capital do estado, Natal. Em setembro de 1856, tornou-se vila e, em dezembro de 1924, cidade. Segundo uma lenda local, o “Pau dos Ferros” era uma oiticica, uma árvore da família Chrysobalanaceae, utilizada tanto como planta ornamental quanto como fonte de energia para biodiesel.

Licania rigida, Benth (Foto: Rapper Ouriço, UFCE, Wikipedia)

Nova Monteiro escreve em Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934-5; reimpressão SPP 1994-1999) que havia uma agência dos correios no local desde abril de 1861. Isso é confirmado pela imprensa do Rio de Janeiro:

Correio Mercantil/RJ, 11/05/1861

O único carimbo postal imperial até agora é o PRN-0130b (fig. R. Koester em Carimbologia XXX):

PRN-0130b (RK) 1883-1890

Die Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Pau dos Ferros (heutige Schreibweise) wurde im Dezember 1756 erstmals erwähnt. Sie gehörte zur Vila de Portalegre und lag am Westufer des Apodi, 390 Kilometer westlich der Provinzhauptstadt Natal. Im September 1856 wurde sie zur Vila und im Dezember 1924 zur Stadt. Der „Pau dos Ferros” (Baum der Eisenmarkierungen) war laut einer lokalen Legende eine Oiticica, ein Baum der Familie Chrysobalanaceae, der sowohl als Zierpflanze als auch als Energielieferant für Biodiesel genutzt wird.

Licania rigida, Benth (Foto: Rapper Ouriço, UFCE, Wikipedia)

Nova Monteiro schreibt in Administrações e Agencias Postaes do Brasil Imperio (Brasil Filatelico/RJ, 1934-5; Reprint SPP 1994-1999), dass es dort seit April 1861 ein Postamt gab. Dies wird durch die Presse in Rio de Janeiro bestätigt:

Correio Mercantil/RJ, 11.05.1861

Der bisher einzige kaiserliche Poststempel ist PRN-0130b (Abb. R. Koester in Carimbologia XXX):

PRN-0130b (RK) 1883-1890
Categories
Carimbologia O-P

Pão de Assucar, Alagoas (PAL-0135)

Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) das Provincias de Pernambuco, Alagoas e Sergipe, 1848

The Freguesia de Sagrado Coração de Jesus de Pão de Açúcar (in today’s spelling was founded in June 1853 and belonged to the Vila de Mata Grande. It was located on the north bank of the São Francisco River, 230 kilometres west of the provincial capital Maceió. In March 1854, it became a vila and in June 1877 a city. Pão de Açúcar (Sugar Loaf) is a hill at the beach here:

In October 2021 (Photo: Antonio Matia dos Santos, on Google Maps)

Two dates for the establishment of the local post office could be determined. On the one hand, November 1858, as written by R. Koester in Carimbologia XXIX and confirmed by the press in Rio:

Jornal do Commercio/RJ, 02.12.1858

A second date is November 1859, as stated in Nova Monteiro’s Administrações e Agencias Postaes do Brasil Imperio (Brasil Filatelico/RJ, 1934–1935; reprinted by SPP 1994–1999). However, this could be a typographical error.

The oldest postmark to date is PAL-0135b (image from the internet):

PAL-0135b (EB) 1881-1890

At the end of the 19th century, PAL-0135c followed (image from the internet):

PAL-0135c (EB) 1893-1895
Atlas do Imperio do Brasil, 1868

A Freguesia do Sagrado Coração de Jesus de Pão de Açúcar (na grafia atual) foi fundada em junho de 1853 e pertencia à Vila de Mata Grande. Situava-se na margem norte do São Francisco, 230 quilômetros a oeste da capital do estado, Maceió. Em março de 1854, tornou-se vila e, em junho de 1877, cidade. O Pão de Açúcar aqui é um pequeno monte no canto da praia fluvial.

Em outubro de 2021 (Foto Antonio Matia dos Santos, em Google Maps)

Foram encontradas duas datas para a criação da agência postal local. Por um lado, em novembro de 1858, como escreve R. Koester em Carimbologia XXIX e é confirmado pela imprensa do Rio:

Jornal do Comércio/RJ, 02.12.1858

Uma segunda data é novembro de 1859, conforme consta em Nova Monteiro (Administrações e Agencias Postaes do Brasil Imperio  em Brasil Filatelico/RJ, 1934–1935; reimpressão SPP 1994–1999). No entanto, isso pode ser um erro de digitação.

O carimbo postal mais antigo até agora é o PAL-0135b (fig. da Internet):

PAL-0135b (EB) 1881-1890

No final do século XIX, seguiu-se o PAL-0135c (fig. da Internet):

PAL-0135c (EB) 1893-1895
Carta da Republica dos Estados Unidos do Brasil, 1892

Die Freguesia de Sagrado Coração de Jesus de Pão de Açúcar (in der heutigen Schreibweise) wurde im Juni 1853 gegründet und gehörte zur Vila de Mata Grande. Sie lag am Nordufer des São Francisco, 230 Kilometer westlich der Provinzhauptstadt Maceió. Im März 1854 wurde sie zur Vila und im Juni 1877 zur Stadt. Hier ist der Pão de Açúcar (Zuckerhut) eine Hügel am Strandrand:

Im Oktober 2021 (Foto: Antonio Matia dos Santos, auf Google Maps)

Es konnten zwei Zeitpunkte für die Entstehung des örtlichen Postamts ermittelt werden. Einerseits im November 1858, wie R. Koester in Carimbologia XXIX schreibt und von der Presse in Rio bestätigt wird:

Jornal do Commercio/RJ, 02.12.1858

Ein zweiter Zeitpunkt ist der November 1859, wie aus Nova Monteiros Administrações e Agencias Postaes do Brasil Imperio (Brasil Filatelico/RJ, 1934–1935; Nachdruck SPP 1994–1999) hervorgeht. Dies könnte jedoch ein Tippfehler sein.

Der bisher älteste Poststempel ist PAL-0135b (Abb. aus dem Internet):

PAL-0135b (EB) 1881-1890

Am Ende des 19. Jahrhunderts folgte PAL-0135c (Abb. aus dem Internet):

PAL-0135c (EB) 1893-1895
Categories
Carimbologia O-P

Pao d’Alho, Pernambuco (PPE-0450)

Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) das Provincias de Pernambuco, Alagoas e Sergipe, 1848

Other names: Miritiba, Engenho Aldeia, Espirito Santo

Other spellings: Pau d’Alho, Paudalho

This settlement in the Vila de Olinda area has been documented since 1789. It was located on the south bank of the Capibaribe River, 50 kilometres northwest of the provincial capital Recife. In June 1804, it became the Freguesia do Divino Espírito Santo do Pau d’Alho. In 1811, it became a vila and in February 1879 a city. The name ‘Pau d’Alho’ means ‘garlic tree’ and refers to a tree with a garlic smell:

Gallesia integrifolia (photo: Jack2020son, CC BY-SA 4.0)

As reported by the regional press, it was decided in September 1854 to establish a local post office:

Diario de Pernambuco, 7 October 1854

Nova Monteiro writes about this in Administrações e Agencias Postaes do Brasil Imperio (Brasil Filatelico/RJ, 1934-5; Reprint SPP 1994-1999) gives a date in January 1855, which could correspond to the agency’s opening. The only imperial postmark to date is PPE-0450b (Fig. R. Koester, in Carimbologia XXX):

PPE-0450b (RK) 1885-1890ff
Atlas do Imperio do Brasil, 1868

Outros nomes: Miritiba, Engenho Aldeia, Espírito Santo

Outras grafias: Pau d’Alho, Paudalho

Este povoado na região da Vila de Olinda é mencionado desde 1789. Ele ficava na margem sul do rio Capibaribe, 50 quilômetros a noroeste da capital do estado, Recife. Em junho de 1804, tornou-se Freguesia do Divino Espírito Santo do Pau d’Alho. Em 1811, tornou-se vila e, em fevereiro de 1879, cidade. O nome “Pau d’Alho” designa uma árvore com forte cheiro de alho:

Gallesia integrifolia (Foto: Jack2020son, CC BY-SA 4.0)

Conforme noticiado pela imprensa regional, em setembro de 1854 foi decidido estabelecer uma agência dos correios no local:

Diário de Pernambuco, 07/10/1854

Nova Monteiro escreve para essa agência em Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934-5; reimpressão SPP 1994-1999) uma data em janeiro de 1855, o que poderia corresponder ao início das atividades da agência. O único carimbo postal imperial conhecido até o momento é o PPE-0450b (fig. R. Koester, em Carimbologia XXX):

PPE-0450b (RK) 1885-1890ff
Carta Corographica da Provincia de Pernambuco, 1880

Andere Namen: Miritiba, Engenho Aldeia, Espirito Santo

Andere Schreibweisen: Pau d’Alho, Paudalho

Diese Siedlung im Gebiet der Vila de Olinda ist seit 1789 überliefert. Sie lag am Südufer des Capibaribe, 50 Kilometer nordwestlich der Provinzhauptstadt Recife. Im Juni 1804 wurde sie zur Freguesia do Divino Espírito Santo do Pau d’Alho. 1811 wurde sie zur Vila und im Februar 1879 zur Stadt. Der Name „Pau d’Alho” bedeutet „Knoblauchbaum” und bezeichnet einen Baum mit Knoblauchgeruch:

Gallesia integrifolia (Foto: Jack2020son, CC BY-SA 4.0)

Wie die regionale Presse meldete, wurde im September 1854 beschlossen, ein Postamt vor Ort einzurichten:

Diario de Pernambuco, 07.10.1854

Nova Monteiro schreibt dafür in Administrações e Agencias Postaes do Brasil Imperio (Brasil Filatelico/RJ, 1934-5; Reprint SPP 1994-1999) ein Datum im Januar 1855 auf, was der Inbetriebnahme der Agentur entsprechen könnte. Der bisher einzige kaiserliche Poststempel ist PPE-0450b (Abb. R. Koester, in Carimbologia XXX):

PPE-0450b (RK) 1885-1890ff
Categories
Carimbologia O-P

Pantano (train station/Estação/Bahnhof), Minas Gerais (PMG-3570)

Estações (…) de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Geraes, 1880

Other names: Antonio Carlos, Fernando Lobo (ca. 1945)

Pantano (Swamp) Station was opened in October 1874 by the E.F. Leopoldina railway company as part of the main line. It was located near the north bank of the Paraíba River in the municipality of Além Paraíba, 300 kilometres southeast of the provincial capital Ouro Preto. From 1975 until its closure in 1996, the railway line belonged to Rede Ferroviaria Federal S.A. Today, the tracks are still in place and the station building has been restored (estacoesferroviarias.com.br).

c. 1930 (estacoesferroviarias.com.br)
In February 2021 (photo: Decio Marques, on Google Maps)

The station was renamed twice: around 1895, it was named after Commander Antonio Carlos Teixeira Leite (1810–1877), and about 50 years later, it was named after lawyer and writer Fernando Lobo Leite Pereira (1851–1918).

A. C. Teixeira Leite
Fernando Lobo L. Pereira

Three dates of origin have been found for the Pantano railway station post office, suggesting that it was closed in between. The first was in December 1874, as reported by the Rio press:

Jornal do Commercio/RJ, 30 December 1874

Then in 1878, as shown in the directory of imperial post offices (Tabella das Agencias do Correio do Imperio, Rio de Janeiro, 1885). And finally in July 1881, as reported by both Paula Sobrinho (História Postal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1997) and R. Koester (Carimbologia XXIX). The oldest postmark to date is PMG-3570a (Figs. Koester, op. cit. and Felipe Piccinini):

PMG-3570a (RK-FP) 1875-1877ff

This was followed by the double circle PMG-3570b (Fig. Koester):

PMG-3570b (RK) 1877-1879

This was followed by a slight variation, PMG-3570c (Fig. José L. Fevereiro), which also exists in green and blue:

PMG-3570c (JLF) 1881-1892

Philatelist Constantino Papazoglou also showed the postmark with the imperial seal PMG-3570d:

PMG-3570d (CP) 1883ff

Koester also provided a mute postmark from Pantano station:

1881 (RK)
E.F. Central do Brasil, 1890

Outros nomes: Antonio Carlos, Fernando Lobo (ca. 1945)

A estação Pantano foi inaugurada em outubro de 1874 pela E.F. Leopoldina (Linha Tronco). Ficava próxima à margem norte do rio Paraíba, no município de Além Paraíba, 300 quilômetros a sudeste da capital provincial Ouro Preto. A linha ferroviária pertenceu à Rede Ferroviária Federal S.A. de 1975 até seu fechamento em 1996. Hoje, os trilhos ainda existem e o prédio da estação foi restaurado (estacoesferroviarias.com.br).

aprox. 1930 (estacoesferroviarias.com.br)
Em fevereiro de 2021 (Foto: Decio Marques, no Google Maps)

A estação ferroviária foi renomeada duas vezes: por volta de 1895, recebeu o nome do comandante Antonio Carlos Teixeira Leite (1810-1877) e, cerca de 50 anos depois, foi renomeada em homenagem ao jurista e escritor Fernando Lobo Leite Pereira (1851-1918).

A. C. Teixeira Leite
Fernando Lobo L. Pereira

Foram encontradas três datas de criação para a agência dos correios da estação Pantano, o que indica que ela foi fechada nesse intervalo. A primeira vez foi em dezembro de 1874, conforme noticiado pela imprensa do Rio:

Jornal do Comércio/RJ, 30/12/1874

Depois em 1878, conforme consta do diretório dos correios imperiais (Tabella das Agencias do Correio do Imperio, Rio de Janeiro, 1885). E, finalmente, em julho de 1881, conforme escreveram Paula Sobrinho (História Postal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1997) e R. Koester (Carimbologia XXIX). O carimbo postal mais antigo até o momento é o PMG-3570a (figs. Koester, op. cit. e Felipe Piccinini):

PMG-3570a (RK-FP) 1875-1877ff

Seguiu-se o círculo duplo PMG-3570b (fig. Koester):

PMG-3570b (RK) 1877-1879

Depois veio uma ligeira variação do mesmo, PMG-3570c (fig. José L. Fevereiro), que também existe em verde e azul:

PMG-3570c (JLF) 1881-1892

O filatelista Constantino Papazoglou também mostrou o carimbo postal com o sinete imperial PMG-3570d:

PMG-3570d (CP) 1883ff

E Koester também apresentou um carimbo mudo da estação ferroviária de Pantano:

1881 (RK)
E. F. Leopoldina (Amarildo Mayrink)

Andere Namen: Antonio Carlos, Fernando Lobo (ca. 1945)

Der Bahnhof Pantano (Sumpf) wurde im Oktober 1874 von der Eisenbahngesellschaft E.F. Leopoldina als Teil der Hauptlinie eröffnet. Er lag nahe dem Nordufer des Paraíba im Município de Além Paraíba, 300 Kilometer südöstlich der Provinzhauptstadt Ouro Preto. Die Bahnlinie gehörte von 1975 bis zur Stilllegung im Jahr 1996 der Rede Ferroviaria Federal S.A. Heute sind die Gleise noch vorhanden und das Bahnhofsgebäude wurde inzwischen restauriert (estacoesferroviarias.com.br).

ca. 1930 (estacoesferroviarias.com.br)
Im Februar 2021 (Foto: Decio Marques, auf Google Maps)

Der Bahnhof wurde zweimal umbenannt: Um 1895 erhielt er den Namen des Komturs Antonio Carlos Teixeira Leite (1810–1877) und ca. 50 Jahre später wurde er nach dem Juristen und Schriftsteller Fernando Lobo Leite Pereira (1851–1918) benannt.

A.C. Teixeira Leite
Fernando Lobo L. Pereira

Es wurden drei Entstehungsdaten fürs Bahnhofspostamt Pantano gefunden, was darauf hindeutet, dass es zwischendurch geschlossen war. Erstmals im Dezember 1874, wie die Presse aus Rio meldete:

Jornal do Commercio/RJ, 30.12.1874

Dann 1878, wie aus dem Verzeichnis der kaiserlichen Postämter (Tabella das Agencias do Correio do Imperio, Rio de Janeiro, 1885) hervorgeht. Und schließlich im Juli 1881, wie sowohl Paula Sobrinho (História Postal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1997) und R. Koester (Carimbologia XXIX) schrieben. Der bisher älteste Poststempel ist PMG-3570a (Abb. Koester, op. cit. – Felipe Piccinini):

PMG-3570a (RK-FP) 1875-1877ff

Es folgte der Doppelkreis PMG-3570b (Abb. Koester):

PMG-3570b (RK) 1877-1879

Danach kam eine leichte Variante davon, PMG-3570c (Abb. José L. Fevereiro), den es auch in Grün und Blau gibt:

PMG-3570c (JLF) 1881-1892

Der Philatelist Constantino Papazoglou zeigte auch den Poststempel mit dem kaiserlichen Siegel PMG-3570d:

PMG-3570d (CP) 1883ff

Und von Koester stammt auch eine stumme Abstempelung aus dem Bahnhof Pantano:

1881 (RK)