Porto (do) Pulador, in the province of São Paulo, was one of around seven short-lived ports operated by the Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais – then the full name of the railway company – on the Mojiguaçu River. From May 1887, it was authorised to transport passengers, freight and mail from Porto Ferreira station (built in 1880) along the River Mojiguaçu to its confluence with the Rio Pardo at Pontal. Following the acquisition of the railway company Cia. Rio Clarense by Cia. Paulista in 1892, a parallel railway line was developed along the lower Mojiguaçu. This rendered transport by ship unprofitable. Paulista’s shipping operations declined dramatically and were officially discontinued in May 1904.
Porto (do) Pulador was probably situated on the south bank of the Mojiguaçu, close to the mouth of the River Quilombo in the municipality of São Simão, 230 km north-west of the provincial capital, São Paulo. Since February 1959, the area has been part of the municipality of Luís Antônio.
A post office was established there in September 1885:
A Provincia de São Paulo, 16 September 1885
The post office was relocated to Porto Cunha Bueno in March 1888, as reported by the regional press:
Correio Paulistano, 29 March 1888
To date, no imperial postmark from Porto (do) Pulador has been sighted. If one exists at all, it is likely to be very rare.
Carlos D. Rath: Provincia de São Paulo, 1886
Porto (do) Pulador, na província de São Paulo, foi um dos cerca de sete portos de curta duração da Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais, como se chamava por completo a Paulista naqueles tempos, no Rio Mojiguaçu. A partir de maio de 1887, ela passou a ter permissão para transportar passageiros, carga e correspondência da estação de Porto Ferreira (construída em 1880) ao longo do rio até sua foz no rio Pardo, perto de Pontal. Após a aquisição da empresa ferroviária Cia. Rio Clarense pela Cia. Paulista, em 1892, foi construída uma linha ferroviária paralela na parte baixa do rio Mojiguaçu. Com isso, o transporte por navio tornou-se inviável economicamente. O tráfego fluvial da Paulista diminuiu drasticamente e foi oficialmente encerrado em maio de 1904.
Porto (do) Pulador provavelmente ficava na margem sul do rio Mojiguaçu, próximo à foz do rio Quilombo, no município de São Simão, a 230 km a noroeste da capital do estado, São Paulo. Desde fevereiro de 1959, a área pertence ao município de Luís Antônio. Lá foi criada, em setembro de 1885, uma agência dos correios:
A Província de São Paulo, 16/09/1885
A agência foi transferida para Porto Cunha Bueno em março de 1888, conforme noticiou a imprensa regional:
Correio Paulistano, 29/03/1888
Até o momento, ainda não foi avistado nenhum carimbo postal imperial de Porto (do) Pulador. Caso ele exista, deve ser muito raro.
Google Maps
Porto (do) Pulador in der Provinz São Paulo war am Fluss Mojiguaçu einer von etwa sieben kurzlebigen Häfen der Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais, so der volle Name der Eisenbahngesellschaft damals. Sie durfte ab Mai 1887 Passagiere, Fracht und Post vom Bahnhof Porto Ferreira (erbaut 1880) aus entlang des Flusses Mojiguaçu bis zu dessen Mündung in den Rio Pardo bei Pontal befördern. Nach dem Kauf der Eisenbahngesellschaft Cia. Rio Clarense durch die Cia. Paulista im Jahr 1892 wurde eine parallele Bahnverbindung am unteren Mojiguaçu ausgebaut. Dadurch wurde die Beförderung per Schiff unrentabel. Der Schiffsverkehr der Paulista ging drastisch zurück und wurde im Mai 1904 offiziell eingestellt.
Porto (do) Pulador lag vermutlich am Südufer des Mojiguaçu nah an der Mündung des Flusses Quilombo im Município de São Simão, 230 km nordwestlich der Provinzhauptstadt São Paulo. Seit Februar 1959 befindet sich das Areal im Município de Luís Antônio. Dort wurde im September 1885 ein Postamt ins Leben gerufen:
A Provincia de São Paulo, 16.09.1885
Die Agentur wurde im März 1888 nach Porto Cunha Bueno verlegt, wie die regionale Presse meldete:
Correio Paulistano, 29.03.1888
Bisher wurde noch kein kaiserlicher Poststempel aus Porto (do) Pulador gesichtet. Falls es ihn überhaupt gibt, dürfte er sehr selten sein.
Colton & Colton: Provincia do Rio de Janeiro, 1866
This port was established around 1800 on the north bank of the Paraíba do Sul, 310 km south of what would later become the provincial capital, Ouro Preto. At that time, it was situated within the territory of Vila de Mariana. It was subsequently administered by the municipalities of Pomba and São João Nepomuceno, until it was finally placed under the jurisdiction of the Freguesia de São José d’Além Paraíba in July 1832, which at that time belonged to the Município de Mar d’Hespanha. And so it has remained to this day, after Além Paraíba’s establishment as an independent Município in November 1880.
As can be seen from the minutes of the Imperial Ministry, a decision was taken in July 1851 to establish a post office:
Relatório do Ministério do Império, 11 July 1851
Nova Monteiro notes in Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934–5; Reprint SPP 1994–1999) that this took place in October 1858. The agency was closed in June 1861:
Correio Mercantil, 29 June 1861
However, the post office reopened four months later, as P. Novaes notes on agenciaspostais.com.br. The first postmark, the rare PMG-2020a (collection of Fuad Ferreira Fo.), probably dates from this initial period of operation:
PMG-2020a (FF) 1851ff
In August 1871, the E.F. D. Pedro II railway company opened a station there, which was initially intended to serve as the terminus of the Porto Novo branch line. From July 1885, the E.F. Leopoldina also began serving this station, turning Porto Novo do Cunha into an important transit station.
The main line of the D. Pedro II was transferred to the E.F. Central do Brasil in 1890 (from 1911 as the so-called Linha Auxiliar), to the E.F. Leopoldina in 1965, and from 1975 until its closure in 1996 it belonged to Rede Ferroviária Federal S.A. (estacoesferroviarias.com.br). Today, the tracks are still in place and the station building is used as a cultural centre with a museum.
In 1881 (estacoesferroviarias.com.br)In February 2025 (Photo: Erivam, on Google Maps)
The directory of imperial post offices (Tabela das Agências do Correio do Império, Rio de Janeiro, 1885) indicates that there had been a station post office since 1871. As the same source no longer lists a post office at the harbour, we can assume that the previous post office was relocated there at that time. The Postal Report (Relatório dos Correios) for the year 1886 gives July 1885 as the date for this, although this was presumably the date on which responsibility for this station passed from the province of Rio de Janeiro to Minas Gerais.
The oldest postmark from the station post office is PMG-4000a. This also appears in blue and was assigned No. 1418 by P. Ayres in Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942):
PMG-4000a (P.A. 1418) 1871ff
This was followed by PMG-2020b, also appearing in blue and also recorded by P. Ayres, this time under No. 1378:
PMG-2020b (P.A. 1378) 1851ff–1876ff
Next came PMG-4000b:
PMG-4000b (P.A. p. 123) 1877ff–1891
Towards the end of the Brazilian Empire, two TPO postmarks also appeared: PMG-4001a (P. Ayres No. 1698) and PMG-4001b (illustration on agenciaspostais.com.br).
In Carimbologia XXXII, R. Koester presented two handwritten cancellations from Porto Novo do Cunha, which could originate from either the harbour post office or the railway station post office:
1866ff (RK)
Finally, James Dingler and Klerman W. Lopes presented four mute postmarks from Porto Novo do Cunha in Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império (Brazil Philatelic Association, Rio de Janeiro, 2000):
Esse porto surgiu por volta de 1800, na margem norte do rio Paraíba do Sul, 310 km ao sul da futura capital provincial, Ouro Preto. Naquela época, ele ficava no território da Vila de Mariana. Posteriormente, passou a ser administrado pelos municípios de Pomba e São João Nepomuceno, até que, em julho de 1832, foi finalmente subordinado à Freguesia de São José d’Além Paraíba, que na época pertencia ao Município de Mar d’Hespanha. E assim permaneceu até hoje, após Além Paraíba ter se tornado um município independente em novembro de 1880.
Conforme consta da ata do Ministério do Império, em julho de 1851 foi criada sua agência postal:
Relatório do Ministério do Império, 11/07/1851
Nova Monteiro menciona, a esse respeito, em Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934-5; Reimpressão SPP 1994-1999) uma data de outubro de 1858. Esta agência foi fechada em junho de 1861:
Correio Mercantil, 29/06/1861
No entanto, a agência postal foi reaberta quatro meses depois, conforme relata P. Novaes no site agenciaspostais.com.br. Provavelmente, desse primeiro período de funcionamento data o primeiro carimbo postal, o raro PMG-2020a (Coleção Fuad Ferreira Fo.):
PMG-2020a (FF) 1851ff
Em agosto de 1871, a E.F. D. Pedro II inaugurou ali uma estação, que inicialmente deveria servir como terminal do ramal de Porto Novo. A partir de julho de 1885, a E.F. Leopoldina também passou a fazer paradas nessa estação, o que transformou Porto Novo do Cunha em uma importante estação de trânsito.
A linha principal da D. Pedro II passou, em 1890, para a E.F. Central do Brasil (a partir de 1911, na chamada Linha Auxiliar); em 1965, para a E.F. Leopoldina; e, de 1975 até o fechamento, em 1996, pertenceu à Rede Ferroviária Federal S.A. (estacoesferroviarias.com.br). Hoje, os trilhos ainda existem e o prédio da estação é utilizado como centro cultural com museu.
Em 1881 (estacoesferroviarias.com.br)Em fevereiro de 2025 (Foto: Erivam, no Google Maps)
Uma curiosidade: o Almanak Laemmert lista, a partir de 1897, Priamo Cavalcanti Sobral Pinto como agente da estação em Porto Novo do Cunha. Este era o pai do famoso jurista Heráclito Fontoura Sobral Pinto (1893-1991), um ícone entre advogados brasileiros.
Conforme consta na Tabela das Agências do Correio do Império (Rio de Janeiro, 1885), havia uma agência dos correios na estação ferroviária desde 1871. Como a mesma fonte não menciona mais nenhuma agência dos correios no porto, podemos supor que a agência existente na época tenha sido transferida para a estação. No Relatório dos Correios referente ao ano de 1886, julho de 1885 é indicado como a data dessa criação; no entanto, essa data provavelmente corresponde ao momento em que a administração dessa estação passou da província do Rio de Janeiro para a de Minas Gerais.
O carimbo postal mais antigo da agência dos correios da estação ferroviária é o PMG-4000a. Ele também existe na cor azul e recebeu de P. Ayres, no Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942), o nº 1418:
PMG-4000a (P.A. 1418) 1871ff
Em seguida, veio o PMG-2020b, também existente na cor azul e registrado por P. Ayres, desta vez sob o nº 1378:
PMG-2020b (P.A. 1378) 1851ff – 1876ff
Depois dele, veio o PMG-4000b:
PMG-4000b (P.A. p. 123) 1877ff – 1891
No final do Império, surgiram também dois carimbos postais utilizados em coreio ambulante: PMG-4001a (P. Ayres n.º 1698) e PMG-4001b (imagem em agenciaspostais.com.br).
R. Koester apresentou em Carimbologia XXXII duas obliterações manuscritas de Porto Novo do Cunha, que poderiam ser originárias tanto da agência postal do porto quanto da estação ferroviária:
1866 e seguintes (RK)
James Dingler e Klerman W. Lopes, por fim, apresentaram em Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império (Clube Filatélico do Brasil, Rio de Janeiro, 2000) quatro carimbos mudos de Porto Novo do Cunha:
BPA 658 (P.A. 93, 1882ff) – 1105 – 2425 – 2684 (P.A. 198, 1876ff)Estações (…) de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Geraes, 1880
Dieser Hafen entstand um 1800 am Nordufer des Paraíba do Sul, 310 km südlich der späteren Provinzhauptstadt Ouro Preto. Zu dieser Zeit lag er im Gebiet der Vila de Mariana. Später stand er unter der Verwaltung der Gemeinden Pomba und São João Nepomuceno, bis er im Juli 1832 schließlich der Freguesia de São José d’Além Paraíba unterstellt wurde, die damals zum Município de Mar d’Hespanha gehörte. Und so ist es bis heute geblieben, nachdem Além Paraíba im November 1880 ein eigenständiger Município wurde.
Wie aus dem Protokoll des Imperialministeriums hervorgeht, wurde im Juli 1851 die Einrichtung eines Postamts beschlossen:
Relatorio do Ministerio do Imperio, 11.07.1851
Nova Monteiro schreibt hierfür in Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatelico/RJ, 1934-5; Reprint SPP 1994-1999) den Oktober 1858, was der Inbetriebnahme der Agentur entsprechen könnte. Diese wurde im Juni 1861 geschlossen:
Correio Mercantil, 29.06.1861
Das Postamt wurde jedoch vier Monate später wieder geöffnet, wie P. Novaes in agenciaspostais.com.br schreibt. Aus diesen ersten Betriebszeiten stammt wohl der erste Poststempel, der seltene PMG-2020a (Sammlg. Fuad Ferreira Fo.):
PMG-2020a (FF) 1851ff
Im August 1871 eröffnete die Eisenbahngesellschaft E.F. D. Pedro II dort einen Bahnhof, der zunächst als Endstation des Zweigs Porto Novo dienen sollte. Ab Juli 1885 fuhr auch die E.F. Leopoldina diesen Bahnhof an, wodurch Porto Novo do Cunha zu einem wichtigen Transitbahnhof wurde.
Die Hauptlinie der D. Pedro II ging 1890 an die E.F. Central do Brasil (ab 1911 in der sogenannten Linha Auxiliar), 1965 an die E.F. Leopoldina und von 1975 bis zur Stilllegung im Jahr 1996 gehörte sie der Rede Ferroviária Federal S. A. (estacoesferroviarias.com.br). Heute sind die Gleise noch vorhanden und das Bahnhofsgebäude wird als Kulturzentrum mit Museum genutzt.
Im Jahr 1881 (estacoesferroviarias.com.br)Im Februar 2025 (Foto: Erivam, auf Google Maps)
Dem Verzeichnis der kaiserlichen Postämter (Tabella das Agencias do Correio do Imperio, Rio de Janeiro, 1885) ist zu entnehmen, dass es seit 1871 ein Bahnhofspostamt gab. Da die gleiche Quelle keine Postagentur mehr am Hafen aufführt, können wir davon ausgehen, dass das bisherige Postamt damals dorthin verlegt wurde. Im Postbericht (Relatorio dos Correios) für das Jahr 1886 wird hierfür der Juli 1885 als Datum angegeben, was jedoch vermutlich der Zeitpunkt war, zu dem die Zuständigkeit für diesen Bahnhof von der Provinz Rio de Janeiro zu Minas Gerais wechselte.
Der älteste Poststempel aus dem Bahnhofspostamt ist PMG-4000a. Dieser kommt auch in der Farbe Blau vor und erhielt von P. Ayres in Catálogo de Carimbos Brasil-Império die Nr. 1418:
PMG-4000a (P.A. 1418) 1871ff
Es folgte PMG-2020b, ebenfalls in Blau vorkommend und auch v. P. Ayres erfasst, diesmal unter Nr. 1378:
PMG-2020b (P.A. 1378) 1851ff-1876ff
Danach kam PMG-4000b:
PMG-4000b (P.A. S. 123) 1877ff-1891
Gegen Ende des Kaiserreichs kamen auch zwei Poststempel auf, die in fahrenden Wagons verwendet wurden: PMG-4001a (P. Ayres Nr. 1698) und PMG-4001b (Abbildung auf agenciaspostais.com.br).
R. Koester präsentierte in Carimbologia XXXII zwei handschriftliche Entwertungen aus Porto Novo do Cunha, die sowohl aus dem Hafen- als auch aus dem Bahnhofspostamt stammen könnten:
1866ff (RK)
James Dingler und Klerman W. Lopes haben schließlich in Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império (Brazil Philatelic Association, Rio de Janeiro, 2000) vier stumme Poststempel aus Porto Novo do Cunha vorgestellt:
Here we are once again dealing with a place that has now disappeared from the map and about which many questions remain unanswered. Porto (do) Martins was built before 1880 on the south bank of the River Tietê in the municipality of Botucatu, 250 km north-west of the provincial capital, São Paulo. From the outset, Porto Martins was an important economic link for the town of Botucatu.
Photo: Fernando Cesar Jr, on Google Maps
In August 1888, the railway company Cia. Ytuana opened a station there as the terminus of the São Manuel–Porto Martins line. The line was transferred to the Cia. União Sorocabana e Ytuana in 1892, to the Sorocabana Railway in 1907, and belonged to the E.F. Sorocabana from 1919 until its closure in 1954.
Porto Martins railway station (top left). Photo by Marcello Tálamo, on estacoesferroviarias.com.br
With the construction of the hydroelectric power station and dam at Barra Bonita, situated approximately 40 km downstream (1963–1973), the entire harbour area of Porto Martins and its history were flooded.
As reported by the press in Rio, a decision was taken in March 1888 to establish a post office in Porto Martins. A location on the River Mojiguaçu was incorrectly stated, a detail which was subsequently repeated by other media outlets.
Gazeta de Noticias/RJ, 28.03.1888
No further reports on this post office have been found; it is possible that it never actually began operations. To date, no imperial postmark from Porto Martins has been seen. It must be extremely rare, if it exists at all.
Provincia de São Paulo, 1886
Mais uma vez, estamos diante de um local que hoje desapareceu do mapa e sobre o qual muitas perguntas permanecem sem resposta. O Porto (do) Martins foi construído antes de 1880 na margem sul do rio Tietê, no território do município de Botucatu, 250 km a noroeste da capital do estado, São Paulo. Desde o início, Porto Martins foi um importante elo econômico para a cidade de Botucatu.
Foto: Fernando Cesar Jr. em Google Maps
Em agosto de 1888, a companhia ferroviária Cia. Ytuana inaugurou ali uma estação como terminal da linha São Manuel–Porto Martins. A linha passou para a Cia. União Sorocabana e Ytuana em 1892, para a Sorocabana Railway em 1907 e pertenceu à E.F. Sorocabana de 1919 até o encerramento das operações em 1954.
Estação de Porto Martins (acima à esquerda). Foto: Marcello Tálamo, em estacoesferroviarias.com.br
Com a construção da usina hidrelétrica e da barragem em Barra Bonita, localizada a cerca de 40 km rio abaixo (1963–1973), toda a área portuária de Porto Martins e sua história foram inundadas.
Conforme noticiado pela imprensa do Rio, em março de 1888 foi decidida a criação de uma agência dos correios em Porto Martins. Erroneamente, foi indicada uma localização às margens do rio Mojiguaçu, informação que foi reproduzida por outros veículos de imprensa.
Gazeta de Noticias/RJ, 28.03.1888
Não foram encontradas outras notícias sobre essa agência; é possível que ela nem tenha entrado em funcionamento. Até o momento, nenhum carimbo postal imperial de Porto Martins foi avistado. Ele deve ser muito raro, se é que existe.
J.M.Ribeiro Lisboa: Provincia de São Paulo, 1884
Hier haben wir es wieder mit einem Ort zu tun, der heute von der Karte verschwunden ist und über den viele Fragen unbeantwortet bleiben. Der Hafen Porto (do) Martins wurde vor 1880 am Südufer des Tietê im Gebiet des Município de Botucatu erbaut, 250 km nordwestlich der Provinzhauptstadt São Paulo. Von Beginn an war Porto Martins eine wichtige wirtschaftliche Verbindung für die Stadt Botucatu.
Foto: Fernando Cesar Jr. auf Google Maps
Im August 1888 eröffnete die Eisenbahngesellschaft Cia. Ytuana dort einen Bahnhof als Endstation der Linie São Manuel–Porto Martins. Die Linie ging 1892 an die Cia. União Sorocabana e Ytuana, 1907 an die Sorocabana Railway und gehörte von 1919 bis zur Stilllegung im Jahr 1954 der E.F. Sorocabana.
Bahnhof Porto Martins (oben links). Foto Marcello Tálamo, auf estacoesferroviarias.com.br
Mit dem Bau des Wasserkraftwerks und des Staudamms im ca. 40 km flussabwärts gelegenen Barra Bonita (1963–1973) wurde das gesamte Hafengebiet von Porto Martins und seine Geschichte überflutet.
Wie die Presse aus Rio meldete, wurde im März 1888 die Einrichtung eines Postamts in Porto Martins beschlossen. Fälschlicherweise wurde eine Lage am Fluss Mojiguaçu angegeben, die von weiteren Presseorganen übernommen wurde.
Gazeta de Noticias/RJ, 28.03.1888
Sonst wurde keine weitere Meldung über diese Agentur gefunden, möglicherweise nahm sie den Betrieb gar nicht auf. Bisher wurde kein kaiserlicher Poststempel von Porto Martins gesehen. Er muss sehr selten sein, falls es ihn überhaupt gibt.
Other names: Porto Real (do Pontal), Porto Nacional (1890)
The settlement of Porto Real do Pontal was first recorded in 1738. It was situated on the eastern bank of the Tocantins River, 750 kilometres north of what would later become the provincial capital of Goiás (now Goiás Velho). As early as November 1831, this settlement was elevated to the Vila de Porto Imperial, and in July 1835 to the Freguesia de Nossa Senhora das Mercês. In July 1861, Porto Imperial was granted town status; it was renamed Porto Nacional in March 1890 and has been part of the state of Tocantins since October 1988.
Two dates of creation have been found for the local post office. The first was in March 1829, as recorded by Nova Monteiro in Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatelico/RJ, 1934–5; reprinted by SPP 1994–1999). Then in 1832, as indicated in the directory of imperial post offices (Tabella das Agências do Correio do Império, Rio de Janeiro, 1885). The only imperial postmark recorded to date is PGO-0260b (image from the internet):
PGO-0260b (EB) 1882ffVilliers de l’Ile Adam: Carta (…) da Provincia de Goyaz, 1849
Outros nomes: Porto Real (do Pontal), Porto Nacional (1890)
O povoado de Porto Real do Pontal era mencionado desde 1738. Ele ficava na margem leste do rio Tocantins, 750 quilômetros ao norte da futura capital da província, Goiás (hoje: Goiás Velho). Já em novembro de 1831, esse povoado foi elevado à Vila de Porto Imperial e, em julho de 1835, à Freguesia de Nossa Senhora das Mercês. Em julho de 1861, Porto Imperial foi declarada cidade, tendo sido renomeada como Porto Nacional em março de 1890. Desde outubro de 1988 faz parte do estado do Tocantins.
Foram encontradas duas datas de criação para a agência postal local. A primeira em março de 1829, conforme registra Nova Monteiro em Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934-5; reimpressão SPP 1994-1999). Em seguida, em 1832, conforme consta na Tabela das Agências do Correio do Império (Rio de Janeiro, 1885). O único carimbo postal imperial encontrado até o momento é o PGO-0260b (imagem da internet):
PGO-0260b (EB) 1882ffAltas do Imperio do Brasil, 1868
Andere Namen: Porto Real (do Pontal), Porto Nacional (1890)
Die Siedlung Porto Real do Pontal ist ab 1738 überliefert. Sie lag am Ostufer des Tocantins, 750 Kilometer nördlich der späteren Provinzhauptstadt Goiás (heute: Goiás Velho). Bereits im November 1831 wurde diese Siedlung zur Vila de Porto Imperial und im Juli 1835 zur Freguesia de Nossa Senhora das Mercês erhoben. Im Juli 1861 wurde Porto Imperial zur Stadt ernannt, die im März 1890 in Porto Nacional umbenannt wurde und seit Oktober 1988 im Bundesstaat Tocantins liegt.
Es wurden zwei Entstehungsdaten fürs örtliche Postamt ermittelt. Erstmals im März 1829, wie Nova Monteiro in Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatelico/RJ, 1934-5; Reprint SPP 1994-1999) schreibt. Dann wieder im Jahr 1832, wie aus dem Verzeichnis der kaiserlichen Postämter (Tabella das Agencias do Correio do Imperio, Rio de Janeiro, 1885) hervorgeht. Der bisher einzige kaiserliche Poststempel ist PGO-0260b (Abb. aus dem Internet):
Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) da Provincia de São Paulo, 1847
Other names: Araritaguaba
The Freguesia de Nossa Senhora da Penha de Araritaguaba had existed since 1728 and was part of the Vila de Itu. It was situated on the south bank of the River Tietê, 120 kilometres west of what would later become the provincial capital, São Paulo. In November 1844, it was renamed the Freguesia de Nossa Senhora Mãe dos Homens de Araritaguaba and was elevated to the status of a Vila in October 1797. By 1810, it was already known as Porto Feliz. Porto Feliz has been a city since April 1858. The name Araritaguaba, derived from the Tupi-Guarani language, means ‘place where the macaws eat sand’. It is said that these birds used to enjoy pecking at the saltpetre-covered banks of the river.
Two dates have been found for the creation of the local post office. The first was in February 1832, as recorded by Nova Monteiro in Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934–1935; reprinted by SPP 1994–1999). A second date is 1846, as indicated in the directory of imperial post offices (Tabella das Agências do Correio do Império, Rio de Janeiro, 1885). However, the oldest postmark, PSP-1015a (Mario de Sanctis collection), was already in use as early as 1825, which suggests that the postal agency is, in fact, older:
PSP-1015a (MdeS) 1825–1835
This postmark also appears in a slightly modified form during the post office’s second period of operation, as PSP-1015b, and in such form it was recorded both by P. Ayres in Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942), under no. 1415, and in the RHM catalogue (as P-SP-31). The illustration is courtesy of the philatelist Claudio Coelho:
PSP-1015b (P.A. 1415, RHM P-SP-31 – CC) 1843ff–1866ff, also in blue and sepia
The minor differences are mainly in the word ‘FELIZ’, and there may be further variants resulting from the long period of use. Here both postmarks can be seen again, followed by an example from the collection of José L. Fevereiro:
PSP-1015a (1825) x PSP-1015b (CC, 1866ff) x JLF (1829)
This was followed by PSP-1015c, also recorded by P. Ayres (op. cit.), this time under no. 1416:
PSP-1015c (P.A. 1416) 1876–1877
Next came the double-circle PSP-1015d, which also appears in blue:
PSP-1015d (P.A. p. 123) 1878–1883
Towards the end of the Empire, the French type PSP-1015e (illustration from the internet) was also used:
PSP-1015e (EB) 1886–1899, also in blue
The José A. Junges collection also includes handwritten cancellations from Porto Feliz:
1866ff (JJ)1877 (JJ)Atlas do Imperio do Brasil, 1868
Outros nomes: Araritaguaba
A Freguesia de Nossa Senhora da Penha de Araritaguaba existia desde 1728 e fazia parte da Vila de Itu. Localizava-se na margem sul do rio Tietê, 120 quilômetros a oeste da futura capital provincial, São Paulo. Em novembro de 1844, foi renomeada como Freguesia de Nossa Senhora Mãe dos Homens de Araritaguaba e, em outubro de 1797, elevada à categoria de vila. Já por volta de 1810, era conhecida como Porto Feliz. Desde abril de 1858, Porto Feliz é uma cidade. O nome Araritaguaba, da língua tupi-guarani, significa “lugar onde as araras comem areia”. Supostamente, essas aves costumavam bicar as paredes de salitre nas margens do rio.
Foram encontradas duas datas de criação para a agência postal local. A primeira vez em fevereiro de 1832, conforme registra Nova Monteiro em Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934–1935; reimpressão SPP 1994–1999). Outra vez em 1846, conforme consta na Tabela das Agências do Correio do Império (Rio de Janeiro, 1885). No entanto, o carimbo postal mais antigo, o PSP-1015a (Coleção Mario de Sanctis), já era utilizado em 1825, o que sugere que a agência postal seja, de fato, mais antiga:
PSP-1015a (MdeS) 1825-1835
Esse carimbo postal aparece, ligeiramente alterado, também no segundo período de funcionamento da agência, como PSP-1015b, e, nessa forma, foi registrado tanto por P. Ayres no Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942), com o nº 1415, quanto no Catálogo RHM (como P-SP-31). A imagem vem do filatelista Claudio Coelho:
PSP-1015b (P.A. 1415, RHM P-SP-31 – CC) 1843ff – 1866ff, também em azul e sépia
As pequenas diferenças estão principalmente na palavra “FELIZ”, e é possível que existam outras variantes, decorrentes do longo período de uso. Aqui podem ser vistos novamente os dois carimbos postais, seguidos de um exemplo da coleção de José L. Fevereiro:
PSP-1015a (1825) x PSP-1015b (CC, 1866 e seguintes) x JLF (1829)
Seguiu-se o PSP-1015c, também registrado por P. Ayres (op. cit.), desta vez sob o nº 1416:
PSP-1015c (P.A. 1416) 1876-1877
Em seguida, surgiu o carimbo de duplo círculo PSP-1015d, que também existe na cor azul:
PSP-1015d (P.A. p. 123) 1878-1883
No final do Império, também foi utilizado o tipo francês PSP-1015e (ilustração da internet):
PSP-1015e (EB) 1886-1899, também em azul
Da coleção de José A. Junges também apresentamos carimbos manuscritos de Porto Feliz:
1866ff (JJ)1877 (JJ)J.M. Ribeiro Lisboa: Provincia de São Paulo, 1884
Andere Namen: Araritaguaba
Die Freguesia de Nossa Senhora da Penha de Araritaguaba bestand seit 1728 und gehörte zur Vila de Itu. Sie lag am Südufer des Tietê, 120 Kilometer westlich der späteren Provinzhauptstadt São Paulo. Im November 1844 wurde sie in Freguesia de Nossa Senhora Mãe dos Homens de Araritaguaba umbenannt und im Oktober 1797 zur Vila erhoben. Bereits um 1810 war sie als Porto Feliz bekannt. Seit April 1858 ist Porto Feliz eine Stadt. Der Name Araritaguaba aus der Tupi-Guarani-Sprache bedeutet „Ort, wo die Aras Sand fressen“. Angeblich pickten diese Vögel damals gerne an den Salpeterwänden vom Flussufer.
Es wurden zwei Entstehungsdaten für das örtliche Postamt gefunden. Zum ersten Mal im Februar 1832, wie Nova Monteiro in Administrações e Agencias Postaes do Brasil Imperio (Brasil Filatelico/RJ, 1934–1935; Nachdruck SPP 1994–1999) schreibt. Ein weiteres Mal im Jahr 1846, wie aus dem Verzeichnis der kaiserlichen Postämter (Tabella das Agencias do Correio do Imperio, Rio de Janeiro, 1885) hervorgeht. Allerdings wurde der älteste Poststempel PSP-1015a (Sammlung Mario de Sanctis) bereits im Jahr 1825 verwendet, was die Vermutung nahelegt, dass die Postagentur doch älter ist:
PSP-1015a (MdeS) 1825-1835
Dieser Poststempel erscheint leicht verändert auch in der zweiten Betriebsperiode des Postamts, als PSP-1015b, und in dieser Form wurde er sowohl von P. Ayres in Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942) mit Nr.1415 als auch im RHM-Katalog (als P-SP-31) erfasst. Die Abbildung stammt vom Philatelisten Claudio Coelho:
PSP-1015b (P.A. 1415, RHM P-SP-31-CC) 1843ff-1866ff, auch in Blau und Sepia
Die kleinen Unterschiede befinden sich hauptsächlich im Wort „FELIZ” und es gibt möglicherweise weitere Varianten, die durch die lange Verwendungszeit bedingt sind. Hier sind nochmals beide Poststempel zu sehen, gefolgt von einem Beispiel aus der Sammlung von José L. Fevereiro:
PSP-1015a (1825) x PSP-1015b (CC, 1866ff) x JLF (1829)
Es folgte PSP-1015c, ebenfalls durch P. Ayres (op. cit.) registriert, diesmal unter der Nr. 1416:
PSP-1015c (P.A. 1416) 1876-1877
Danach kam der Doppelkreis PSP-1015d, der auch in Blau vorkommt:
PSP-1015d (P.A. S. 123) 1878-1883
Am Ende des Kaiserreichs wurde auch der französische Typ PSP-1015e (Abb. aus dem Internet) verwendet:
PSP-1015e (EB) 1886-1899, auch in Blau
Aus der Sammlung von José A. Junges kommen auch handschriftliche Entwertungen von Porto Feliz:
Porto dos Pinheiros, in the province of São Paulo, was one of around eleven short-lived ports operated by the Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais – then the full name of the railway company. From May 1887, it was authorised to transport passengers, freight and mail from Porto Ferreira station (built in 1880) along the River Mojiguaçu to its confluence with the Rio Pardo at Pontal. Following the acquisition of the railway company Cia. Rio Clarense by Cia. Paulista in 1892, a parallel railway line was developed along the lower Mojiguaçu. This rendered transport by ship unprofitable. Paulista’s shipping operations declined dramatically and were officially discontinued in May 1904.
Although we no longer know exactly where the port of Porto dos Pinheiros was situated, it was probably located in what is now the Município de Pradópolis, 320 km north-west of the provincial capital, São Paulo. A post office was established there in April 1887, as reported by the press in Rio de Janeiro:
O Paiz/RJ, 19.04.1887
To date, no imperial postmark from Porto dos Pinheiros has been sighted. If one exists at all, it is likely to be very rare.
Mapa de Viação Férrea do Estado de São Paulo, 1937
Porto dos Pinheiros, na província de São Paulo, foi um dos cerca de onze portos de curta duração da Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais, como se chamava por completo a Paulista naqueles tempos. A partir de maio de 1887, ela passou a ter permissão para transportar passageiros, carga e correspondência da estação de Porto Ferreira (construída em 1880) ao longo do rio Mojiguaçu até sua foz no rio Pardo, perto de Pontal. Após a aquisição da empresa ferroviária Cia. Rio Clarense pela Cia. Paulista, em 1892, foi construída uma linha ferroviária paralela na parte baixa do rio Mojiguaçu. Com isso, o transporte por navio tornou-se inviável economicamente. O tráfego fluvial da Paulista nesse rio diminuiu drasticamente e foi encerrado em definitivo em maio de 1904.
Embora hoje não saibamos mais onde exatamente ficava o porto de Porto dos Pinheiros, ele provavelmente estava localizado no atual município de Pradópolis, 320 km a noroeste da capital da província, São Paulo. Lá, em abril de 1887, foi inaugurada uma agência dos correios, conforme noticiou a imprensa do Rio de Janeiro:
O Paiz/RJ, 19/04/1887
Até o momento, ainda não foi avistado nenhum carimbo postal imperial de Porto dos Pinheiros. Caso ele exista, deve ser muito raro.
Google Maps
Porto dos Pinheiros in der Provinz São Paulo war einer von etwa elf kurzlebigen Häfen der Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais, so der volle Name der Eisenbahngesellschaft damals. Sie durfte ab Mai 1887 Passagiere, Fracht und Post vom Bahnhof Porto Ferreira (erbaut 1880) aus entlang des Flusses Mojiguaçu bis zu dessen Mündung in den Rio Pardo bei Pontal befördern. Nach dem Kauf der Eisenbahngesellschaft Cia. Rio Clarense durch die Cia. Paulista im Jahr 1892 wurde eine parallele Bahnverbindung am unteren Mojiguaçu ausgebaut. Dadurch wurde die Beförderung per Schiff unrentabel. Der Schiffsverkehr der Paulista ging drastisch zurück und wurde im Mai 1904 offiziell eingestellt.
Auch wenn wir heute nicht mehr wissen, wo sich der Hafen Porto dos Pinheiros genau befand, lag er vermutlich im heutigen Município de Pradópolis, 320 km nordwestlich der Provinzhauptstadt São Paulo. Dort wurde im April 1887 ein Postamt ins Leben gerufen, wie die Presse aus Rio de Janeiro meldete:
O Paiz/RJ, 19.04.1887
Bisher wurde noch kein kaiserlicher Poststempel aus Porto dos Pinheiros gesichtet. Falls es ihn überhaupt gibt, dürfte er sehr selten sein.
Porto do Jaboticabal, in the province of São Paulo, was from January 1887 onwards one of around eleven short-lived ports operated by the Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais – then the full name of the railway company. From May 1887, it was authorised to transport passengers, freight and mail from Porto Ferreira station (built in 1880) along the River Mojiguaçu to its confluence with the Rio Pardo at Pontal. Following the acquisition of the railway company Cia. Rio Clarense by Cia. Paulista in 1892, a parallel railway line was developed along the lower Mojiguaçu. This rendered transport by ship unprofitable. Paulista’s shipping operations declined dramatically and were officially discontinued in May 1904.
Although the exact location of the port of Porto do Jaboticabal is no longer known today, it was probably situated on the western bank of the Mojiguaçu, opposite what is now the municipality of Barrinha, 360 km north-west of the provincial capital, São Paulo. A post office was established there in March 1887, as reported by the regional press:
Correio Paulistano, 18 March 1887
The imperial postmark is the rare PSP-0675a (Fuad Ferreira Fo. collection):
PSP-0675a (FF) 1889Carlos D. Rath: Provincia de São Paulo, 1886
Porto do Jaboticabal, na província de São Paulo, foi a partir de janeiro de 1887 um dos cerca de onze portos de curta duração da Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais, como se chamava por completo a Paulista naqueles tempos. A partir de maio de 1887, ela passou a ter permissão para transportar passageiros, carga e correspondência da estação de Porto Ferreira (construída em 1880) ao longo do rio Mojiguaçu até sua foz no rio Pardo, perto de Pontal. Após a aquisição da empresa ferroviária Cia. Rio Clarense pela Cia. Paulista, em 1892, foi construída uma linha ferroviária paralela na parte baixa do rio Mojiguaçu. Com isso, o transporte por navio tornou-se inviável economicamente. O tráfego fluvial da Paulista nesse rio diminuiu drasticamente e foi encerrado em definitivo em maio de 1904.
Embora a localização exata do Porto de Jaboticabal não seja mais conhecida hoje, supõe-se que ele ficava na margem oeste do rio Mojiguaçu, em frente ao atual município de Barrinha, a 360 km a noroeste da capital provincial, São Paulo. Lá, em março de 1887, foi criada uma agência dos correios, conforme noticiou a imprensa regional:
Correio Paulistano, 18/03/1887
O carimbo postal imperial é o raro PSP-0675a (coleção de Fuad Ferreira Fo.):
PSP-0675a (FF) 1889J.M. Ribeiro Lisboa: Provincia de São Paulo, 1884
Porto do Jaboticabal in der Provinz São Paulo war ab Januar 1887 einer von etwa elf kurzlebigen Häfen der Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais, so der volle Name der Eisenbahngesellschaft damals. Sie durfte ab Mai 1887 Passagiere, Fracht und Post vom Bahnhof Porto Ferreira (erbaut 1880) aus entlang des Flusses Mojiguaçu bis zu dessen Mündung in den Rio Pardo bei Pontal befördern. Nach dem Kauf der Eisenbahngesellschaft Cia. Rio Clarense durch die Cia. Paulista im Jahr 1892 wurde eine parallele Bahnverbindung am unteren Mojiguaçu ausgebaut. Dadurch wurde die Beförderung per Schiff unrentabel. Der Schiffsverkehr der Paulista ging drastisch zurück und wurde im Mai 1904 offiziell eingestellt.
Auch wenn der genaue Standort des Hafens Porto do Jaboticabal heute nicht mehr bekannt ist, lag er vermutlich am Westufer des Mojiguaçu gegenüber dem heutigen Município de Barrinha, 360 km nordwestlich der Provinzhauptstadt São Paulo. Dort wurde im März 1887 ein Postamt ins Leben gerufen, wie die regionale Presse meldete:
Correio Paulistano, 18.03.1887
Der kaiserliche Poststempel ist der seltene PSP-0675a (Sammlg. Fuad Ferreira Fo.):
Other names: Cachoeiro do Carangola, Cardoso Moreira (1894)
See also Cachoeiro-Cachoeira (train station, CRJ-0235)
Porto do Cardoso (also spelled Cardozo) was a fazenda called Sta. Helena around 1800, located on the northern shore of the Muriaé, in the area of the Vila de Campos, 310 km north-east of the capital, Rio de Janeiro. A port and later a railway station were established there, at the instigation of the large landowner Jozé Cardoso Moreira (1815-1889), who became a Comendador through his involvement with the steamship company “União Campista Fidelense” and also with the railway company E.F. Carangola.
The area around the harbour became part of the district of Taquarassu in August 1891. This was renamed twice: in October 1904 to Porto do Braga and in December 1938 to Cardoso Moreira. Since December 1989, Cardoso Moreira has been an independent Município.
According to the regional press, a post office was created in July 1865 at the harbour:
Correio Mercantil, 22 July 1865
Nova Monteiro, however, gives a date two years later in Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934–5; Reprint SPP 1994–1999, which is likely to be a copying error.
With the establishment of the local railway station in 1880, the post office moved there under the name Estação do Cachoeiro (see CRJ-0235).
The imperial postmark is PRJ-0795a, which was assigned the number 1413 by P. Ayres in Catálogode Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942):
Outros nomes: Cachoeiro do Carangola, Cardoso Moreira (1894)
Veja também Cachoeiro-Cachoeira (Estação, CRJ-0235)
Por volta de 1800, Porto do Cardoso (ou Cardozo) era uma fazenda chamada Santa Helena, situada na margem norte do rio Muriaé, no território da Vila de Campos, a 310 quilômetros a nordeste da capital, Rio de Janeiro. Por iniciativa do latifundiário José Cardoso Moreira (1815–1889), foram construídos ali um porto e, posteriormente, uma estação ferroviária. Moreira atuou na companhia fluvial “União Campista Fidelense” e na companhia ferroviária E.F. Carangola, tendo sido por isso nomeado comendador.
A área ao redor do porto passou a fazer parte do distrito de Taquarassu em agosto de 1891. Esse distrito foi renomeado duas vezes: em outubro de 1904, para Porto do Braga, e em dezembro de 1938, para Cardoso Moreira. Desde dezembro de 1989, Cardoso Moreira é um município independente.
Conforme consta na imprensa regional, em julho de 1865 foi criada uma agência dos correios no porto:
Correio Mercantil, 22/07/1865
Nova Monteiro, por sua vez, menciona em Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934-5; Reimpressão SPP 1994-1999) uma data dois anos mais tarde, o que provavelmente se trata de um erro de cópia.
Com a instalação da estação ferroviária no local, em 1880, a agência postal mudou-se para lá, sob o nome de Estação do Cachoeiro (ver CRJ-0235).
O carimbo postal imperial é o PRJ-0795a, que recebeu o nº 1413 de P. Ayres no Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942):
PRJ-0795a (P.A. 1413, MPT 361) 1866ffEstrada de Ferro Leopoldina
Andere Namen: Cachoeiro do Carangola, Cardoso Moreira (1894)
Siehe auch Cachoeiro-Cachoeira (Bahnhof, CRJ-0235)
Porto do Cardoso (oder auch Cardozo) war um 1800 eine Fazenda namens Sta. Helena, die am Nordufer des Muriaé im Gebiet der Vila de Campos lag, 310 Kilometer nordöstlich der Hauptstadt Rio de Janeiro. Auf Betreiben des Großgrundbesitzers Jozé Cardoso Moreira (1815–1889) entstanden dort ein Hafen und später ein Bahnhof. Moreira engagierte sich bei der Dampfschiffgesellschaft „União Campista Fidelense“ und bei der Eisenbahngesellschaft E.F. Carangola und wurde dafür zum Komtur ernannt.
Das Gebiet um den Hafen wurde im August 1891 Teil des Distrikts Taquarassu. Dieser wurde zweimal umbenannt: im Oktober 1904 in Porto do Braga und im Dezember 1938 in Cardoso Moreira. Seit Dezember 1989 ist Cardoso Moreira ein eigenständiger Município.
Wie aus der regionalen Presse hervorgeht, wurde im Juli 1865 beschlossen, ein Postamt am Hafen einzurichten:
Correio Mercantil, 22.07.1865
Nova Monteiro schreibt dafür in Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatelico/RJ, 1934-5; Reprint SPP 1994-1999) ein zwei Jahre späteres Datum, was ein Kopierfehler sein dürfte. Mit der Einrichtung der Bahnhofs vor Ort wechselte 1880 das Postamt dorthin, unter dem Namen Estação do Cachoeiro (siehe CRJ-0235).
Der kaiserliche Poststempel ist PRJ-0795a, der von P. Ayres in Catálogo de Carimbos Brasil-Império (S. Paulo, 1937, 1942) die Nr. 1413 erhielt:
Other names: Colonia Leopoldina, Cachoeiro de Santa Leopoldina
See also Colônia Leopoldina (R. Koester: Carimbologia XII), Santa Leopoldina (SES-0170)
Santa Leopoldina was a former European colony, founded in 1856 by 60 swiss immigrants and situated round 60 km northwest of the provincial capital Victoria. Further settlers from Germany, Luxemburg and Austria joined the swiss families in the next decades, and the locality was elevated to the villa of Cachoeiro de Santa Leopoldina in April 1884. Six years later, already in the republic, it became the town of Porto do Cachoeiro, but in December 1943 the old name Santa Leopoldina returned to remain until today.
According to the provincial governor’s report, the local post office was established in March 1878:
Relatório do Presidente da Província, October 1878
The oldest postmark from the Imperial era to date is PES-0230a (Fig. by Delcampe Auctions), which also exists in turquoise:
PES-0230a (Delcampe) 1878–1886
Before the end of the century, PES-0230b (José A. Junges collection) was also in use:
PES-0230b (JJ) 1890–1899
For postmarks featuring Santa Leopoldina, see SES-0170.
Atlas do Imperio do Brasil, 1868
Outros nomes: Colonia Leopoldina, Cachoeiro de Santa Leopoldina
Veja também Colônia Leopoldina (R. Koester: Carimbologia XII), Santa Leopoldina (SES-0170)
Santa Leopoldina era uma colônia europeia, fundada em 1856 por 60 imigrantes suíços e situada ca. 60 km a noroeste da capital provincial Victoria. Nas décadas seguintes, outras famílias chegaram, provenientes da Alemanha, Luxemburgo e Austria, e a localidade foi elevada a vila de Cachoeiro de Santa Leopoldina em abril de 1884. Seis anos depois, já na República, tornou-se a cidade de Porto do Cachoeiro, mas em dezembro de 1943 o antigo nome de Santa Leopoldina retornou, assim permanecendo até hoje.
De acordo com o relatório do presidente da província, a agência dos correios local foi inaugurada em março de 1878:
Relatório do Presidente da Província, outubro de 1878
O carimbo postal mais antigo da Era Imperial até o momento é o PES-0230a (fig. Leilões Delcampe), que também existe na cor turquesa:
PES-0230a (Delcampe) 1878-1886
Antes do fim do século, o PES-0230b (Coleção José A. Junges) também passou a ser utilizado:
PES-0230b (JJ) 1890-1899
Para carimbos postais com Santa Leopoldina, consulte SES-0170.
Provincia do Espirito Santo, 1873
Andere Namen: Colonia Leopoldina, Cachoeiro de Santa Leopoldina
Siehe auch Colônia Leopoldina (R. Koester: Carimbologia XII), Santa Leopoldina (SES-0170)
Santa Leopoldina war ursprünglich eine europäische Kolonie, die 1856 durch 60 Einwanderer aus der Schweiz gegründet wurde und rund 60 km nordwestlich der Provinzhauptstadt Victoria entfernt lag. In den folgenden Jahrzehnten kamen weitere Siedler aus Deutschland Luxemburg und Österreich dazu, und aus der Ortschaft wurde die Villa von Cachoeiro de Santa Leopoldina im April 1884. Sechs Jahre später, schon in der Republik, stieg die Villa zur Stadt Porto do Cachoeiro auf, aber im Dezember 1943 kehrte der alte Name Santa Leopoldina zurück und blieb bis heute.
Das örtliche Postamt wurde laut Bericht des Provinzpräsidenten im März 1878 ins Leben gerufen:
Relatorio do Presidente da Provincia, Oktober 1878
Der bisher älteste Poststempel der Kaiserzeit ist PES-0230a (Abb. Auktionshaus Delcampe), den es auch in Türkis gibt:
PES-0230a (Delcampe) 1878-1886
Vor dem Ende des Jahrhunderts kam auch PES-0230b (Sammlg. José A. Junges) zum Einsatz:
PES-0230b (JJ) 1890-1899
Für Poststempel mit Santa Leopoldina siehe SES-0170.
This harbour was situated on the eastern shore of Guanabara Bay, 20 kilometres east of Rio de Janeiro city centre. It is said to have originally been a fazenda called Caboró, which belonged to the priest José Barreto Coutinho de Azevedo Rangel. The settlement that grew up around the harbour became the Barreto district of the state capital, Niterói, in May 1892. Barreto has been a district of Niterói since March 1938.
Nova Monteiro writes in Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934–5; Reprint SPP 1994–1999) that there had been a post office there since March 1862. This is confirmed by the minutes of the Ministry of Agriculture:
Expediente do Ministério da Agricultura, 10/03/1862
According to P. Novaes (agenciaspostais.com.br), the agency was closed around 1886. To date, no imperial postmark from Porto do Barreto has been seen.
Mappa do Municipio Neutro, ca. 1880
Esse porto ficava na margem leste da Baía de Guanabara, a 20 quilômetros a leste do centro da cidade do Rio de Janeiro. Acredita-se que, originalmente, tratava-se da Fazenda Caboró, que pertencia ao padre José Barreto Coutinho de Azevedo Rangel. O povoado que surgiu ao redor do porto tornou-se, em maio de 1892, o distrito de Barreto, da capital do estado, Niterói. Desde março de 1938, Barreto é um bairro de Niterói.
Nova Monteiro escreve em Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934-5; reimpressão SPP 1994-1999) que havia uma agência postal no local desde março de 1862. Isso é confirmado pela ata do Ministério da Agricultura:
Expediente do Ministério da Agricultura, 10/03/1862
Segundo P. Novaes (agenciaspostais.com.br), a agência foi fechada por volta de 1886. Até o momento, não foi visto nenhum carimbo postal imperial de Porto do Barreto.
Almanak Laemmert, 1892
Dieser Hafen lag am Ostufer der Guanabara-Bucht, 20 Kilometer östlich der Innenstadt von Rio de Janeiro. Ursprünglich soll es sich dabei um eine Fazenda Caboró gehandelt haben, die dem Pfarrer José Barreto Coutinho de Azevedo Rangel gehörte. Die um den Hafen entstandene Siedlung wurde im Mai 1892 zum Distrikt Barreto der Landeshauptstadt Niterói. Seit März 1938 ist Barreto ein Stadtteil von Niterói.
Nova Monteiro schreibt in Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatelico/RJ, 1934-5; Reprint SPP 1994-1999), dass es dort seit März 1862 ein Postamt gab. Dies wird vom Protokoll des Landwirtschaftsministeriums bestätigt:
Expediente do Ministerio da Agricultura, 10.03.1862
Laut P. Novaes (agenciaspostais.com.br) wurde die Agentur um 1886 geschlossen. Bisher wurde kein kaiserlicher Poststempel aus Porto do Barreto gesehen.