
Text update of January 1, 2026
Other names: Bias Fortes (1938)
Still nowadays in Angola, quilombo means a camp in the woods. Since slave traffic from that African region to Brazil increased throughout the centuries, the name quilombo was currently used whenever refugees organized their hideouts in the Brazilian hinterland. There were at least five important Quilombo villages in Minas Gerais during the Empire, the most important among them being the parish of Nossa Senhora das Dores do Quilombo near Barbacena. Later, it belonged to Independencia and União, and since 1938 it is called Bias Fortes, to celebrate a local politician of the Empire.
Paula Sobrinho and Nova Monteiro disagree about the creation of the Quilombo post office. The former sustains it took place on September 28, 1872, but adds an earlier date (September 14, 1866, according to the Relatorio Postal of 1890). Nova Monteiro, on the other hand, gives 17 September 1886 as the date of establishment, but this is probably a typo, as he only recorded post offices up to 1868. In this case, he may have meant the year 1866, which would mean he would essentially agree with Paula Sobrinho. A list of agencies from 1869 confirms that this post office was in operation at that time:

The Quilombo post office has been closed by May 1872, because no postmaster had been found to run the office under modest financial conditions:

By now, the only known cancel from Quilombo (QMG-2080a) was used in 1896 and shows a double circle with the local name in-between (above) and a flower-like embellishment (below). The date was placed within the inner circle.

Texto atualizado em 1 de janeiro de 2026
Outros nomes : Bias Fortes (1938)
O Brasil já foi pródigo em localidades chamadas de Quilombo. O Guia Postal do Império de 1880 cita cinco Quilombos só na província do Rio de Janeiro. E em outras províncias as pequenas povoações com esse nome também abundavam. Com o advento da República, percebe-se o esforço constante das autoridades para suprimir o topônimo e apagar a lembrança duma época vergonhosa. Por mais paradoxal que pareça, o único município brasileiro hoje chamado Quilombo fica em Santa Catarina e foi povoado por descendentes de alemães e italianos a partir dos anos 40 do século XX. Hoje, a maioria da população local apoia a mudança do nome da cidade.
Houve pelo menos cinco Quilombos importantes na provincia imperial de Minas Gerais: N.Sa. do Rosário do Quilombo no município de Três Pontas, com agência criada em 28 de Janeiro de 1892 (Paula Sobrinho), a freguesia de N.Sa. das Dores do Quilombo em Barbacena, Arraial do Quilombo no município de Juiz de Fora, S. Sebastião do Quilombo no município de Carangola e S. José do Quilombo, que foi distrito do Serro.
O mais importante Quilombo mineiro deve ter sido o de Barbacena, o segundo da lista acima, que mais tarde foi distrito dos municípios de Independência e União, antes de se tornar o município de Bias Fortes em 1938, em homenagem a Chrispim Jacques Bias Fortes (1847-1917), jurista e político mineiro que governou Minas Gerais entre 1894 e 1898. Durante seu mandato houve a mudança da capital estadual, de Ouro Preto para Belo Horizonte.
Paula Sobrinho e Nova Monteiro indicam duas datas de criação da agência postal de Quilombo. O primeiro sustenta ter sido em 28 de setembro de 1872, mas cita também uma data anterior: 14 de setembro de 1866 (apud Relatorio Postal de 1890). Nova Monteiro registra a criação da agência em 17.09.1886, o que deve ser um erro de escrita, pois ele documentou as agências imperiais até 1868. Aqui teríamos possivelmente o ano de 1866 no original, praticamente concordando com Paula Sobrinho. Uma lista de agências mineiras comprova a existência de uma agência operando em Quilombo em 1869:

A agência estava fechada em 1872, por não se encontrar ninguém disposto a trabalhar por lá sob condições financeiras tão desfavoráveis:

O único carimbo daquela época de Quilombo encontrado até agora (QMG-2080a) foi aplicado em 1896, já na República, portanto, e apresenta um duplo círculo com o topônimo inscrito acima e um ornamento em florão abaixo. A data encontra-se dentro do círculo interno.

Textaktualisierung am 1. Januar 2026
Andere Namen: Bias Fortes (1938)
Quilombo ist bis heute in Angola ein Begriff für Waldlager. Aus Angola kamen jahrhundertlang unzählige Sklaven nach Brasilien. Darum ist es nicht verwunderlich, dass die Bezeichnung Quilombo immer dann Verwendung fand, wenn geflüchtete Sklaven aus ihren Waldverstecken im brasilianischen Hinterland Siedlungen gründeten.
In der kaiserlichen Provinz Minas Gerais gab es mindestens fünf wichtige Ortschaften, die Quilombo hießen. Die wichtigste davon war Nossa Senhora das Dores do Quilombo, eine Freguesia bei Barbacena. Später wurde sie den Bezirken Independência und União zugewiesen, und seit 1938 heißt sie Município de Bias Fortes, um einen Lokalpolitiker des Kaiserreichs zu ehren.
Über das Entstehungsdatum des Postamtes in Quilombo gibt es bei Paula Sobrinho und Nova Monteiro unterschiedliche Angaben. Erster behauptet, es fand am 28.09.1872 statt, fügt aber ein früheres Datum (14.09.1866, laut Relatório Postal aus 1890) hinzu. Nova Monteiro schreibt hingegen den 17.09.1886 als Gründungsdatum, was jedoch vermutlich ein Tippfehler ist, da er die Postämter nur bis 1868 erfasste. In diesem Fall könnte das Jahr 1866 gemeint sein, wodurch er praktisch mit Paula Sobrinho einverstanden wäre. Eine Agenturliste aus dem Jahr 1869 belegt den damaligen Betrieb dieses Postamts:

Das Postamt in Quilombo war offenbar kurz vor Mai 1872 geschlossen, da keiner gefunden wurde, der die Agentur bei so niedrigem Ertrag führen möchte:

Der einzige bisher überlieferte Stempel aus Quilombo (QMG-2080a) trägt das Datum 1896 und zeigt einen Doppelkreis mit dem Ortsnamen dazwischen (oben) und eine blumenähnliche Verzierung (unten). Das Datum wurde innerhalb des Innenkreises platziert.





























































































