Raiz da Serra (« the root of the mountains ») was in 1856 a location near Magé, the final stop of Brazil’s first railway, before the slopes of the Serra da Estrella. The Estrada de Ferro Mauá began in 1854 in Porto Mauá at the Guanabara Bay; the name Mauá is now directly linked to its entrepreneur Irineu Evangelista de Souza (1813-1889), who was also a banker, industrialist and politician. For his achievement he was awarded the title of Baron of Mauá in 1854, and of viscount with greatness in 1874. Allegedly, “by 1867 his wealth war larger than the annual budget of the Brazilian Empire. He was called the Rothschild of the South American continent by the New York Times in 1871”. (Wikipedia)
Painting by Édouard Viennot
In the forties, the train station was renamed as Vila Inhomerim, remaining in the Município of Magé. After the beginning, the railway denomination changed to E.F. Príncipe do Grão-Pará (1888-1890), E.F. Leopoldina (1890-1975), Rede Ferroviária Federal (1975-1997), and since 1997 it is called Supervia, operating only with freight trains.
A post office was installed in 1869 (Nova Monteiro). The first cancel was probably RRJ-1325a (Coll. José A. Junges). Listed by Paulo Ayres under number 1425.
RRJ-1325a, Paulo Ayes 1425
RRJ-1325b (Coll. José A. Junges) has a double circle with the inscription RAIZ DA SERRA (above) and the date in the middle. Found between 1882 and 1890.
RRJ-1325c (Coll. José A. Junges) has a double circle with the inscription RAIZ DA SERRA (above), a new star-like ornament (below) and the date inside. Found between 1890 and 1898.
Amigos do Patrimônio, 2010
Raiz da Serra (“Wurzel des Gebirges”) war die in 1856 vor der Serra da Estrella nah an Magé gebaute Endstation von Brasiliens erster Eisenbahnlinie, die Estrada de Ferro Mauá. Diese started in 1854 in Porto Mauá, einem Hafendorf an der Bucht von Guanabara, das seinen Namen seitdem direkt mit dem Unternehmer Irineu Evangelista de Souza verbunden ist.
Souza (1813-1889) war auch Industrieller, Bankier und Politiker; für seine Leistungen wurde er gleich in 1854 als Baron de Mauá geadelt, und 20 Jahre später als Vicomte mit Grandezza. Angeblich war sein Vermögen um 1867 größer als das Gesamtbudget des brasilianischen Kaiserreichs, und in 1871 nannte ihn der New York Times den „Rothschild des südamerikanischen Kontinents“ (Wikipedia):
Gemälde von Édouard Viennot
In den 40er Jahren wurde die Station als Villa Inhomerim umbenannt, und bis heute ist sie im Município von Magé in Betrieb. Der Name der Bahngesellschaft wechselte seit der Gründung mehrmals: Estrada de Ferro Príncipe do Grão-Pará (1888-1890), E.F. Leopoldina (1890-1975), Rede Ferroviária Federal (1975-1997) und Supervia (seit 1997, nur Güterverkehr).
Ein Bahnhofspostamt wurde in 1869 in Betrieb genommen (Nova Monteiro). Der erste Stempel war wohl RRJ-1325a (Samml. José A. Junges); er wurde von Paulo Ayres unter Nr. 1425 aufgelistet.
RRJ-1325a, Paulo Ayres 1425
RRJ-1325b (Samml. José A. Junges) hat einen Doppelkreis mit Inschrift RAIZ DA SERRA (oben) und das Datum im Inneren. Anzutreffen zwischen 1882 und 1890.
RRJ-1325c (Samml. José A. Junges) hat einen Doppelkreis mit Inschrift RAIZ DA SERRA (oben), einem sternförmigen Ornament (unten) dazu und trägt das Datum innen. Zwischen 1890 und 1898 bekannt.
The origin and meaning of the name Quixeramobim have been a discussion object among scholars through centuries. Even the German botanist Carl Ph. Fr. von Martius (1794-1868) has tried to elucidate this mystery and mentioned a tupi-indian origin. But according to the Brazilian sociologist Analucia Sulina Bezerra, it seems now that the name has come from the Quixará, an ethnic group of the Tapuia-indians.
Quixeramobim was granted the status of a Villa as early as 1766, became a cidade in 1856, and on March 4, 1846 a local post office appeared, according to Nova Monteiro. If we consider that this town by 1880 had over 15 thousand inhabitants (Guia Postal do Imperio), one might wonder where all those imperial cancels are hidden.
The earliest example of a Quixeramobim cancel by now is QCE-0265a (Coll. José A. Junges): a double circle with the imprint QUIXERAMOBIM (above) and a date within the inner circle. Possibly there was an ornament below, which disappeared in the copy of 1896.
A second cancel, QCE-0265b (Coll. Dieter Kerkhoff), was applied at the stamp corner, has therefore very little information and could possibly be republican. Similar to the former, but now presenting (CEARÁ) between the circles (below). Seen on a stamp issued after 1897.
Carta da Republica dos Estados Unidos do Brazil, 1892
A origem e significado do nome Quixeramobim têm sido objeto de discussão entre estudiosos ao longo dos séculos. Mesmo o famoso botânico alemão Carl Philipp Fr. Von Martius (1794-1868) tentou elucidar esse mistério, citando uma origem tupi. Mas uma explicação mais recente, da socióloga Analucia Sulina Bezerra, diz que o nome deriva de Quixará, um grupo étnico tapuia.
Quixeramobim já era vila em 1766, tornou-se cidade em 1856, e, segundo nos conta Nova Monteiro, recebeu sua agência postal em 4 de março de 1846. Se considerarmos que a cidade tinha por volta de 1880 mais de 15 mil habitantes (Guia Postal do Império) , é de se perguntar onde foram parar os carimbos imperiais de lá.
O carimbo mais antigo de Quixeramobim até agora conhecido é QCE-0265a (Col. José A. Junges): um círculo duplo com a inscrição QUIXERAMOBIM (acima) e a data dentro do círculo interno. Talvez havia também um ornamento no arco inferior, que desapareceu no exemplar de 1896.
Um segundo carimbo, QCE-0265b (Col. Dieter Kerkhoff), foi aplicado num canto do selo, portanto informa muito pouco, e possívelmente seria republicano. Semelhante ao carimbo anterior, este agora apresenta (CEARÁ) dentro do arco inferior. Encontrado num selo emitido a partir de 1897.
Sociedade Geológica e Mineralógica, 1910
Viele Wissenschaftler rätselten jahrhundertlang über Ursprung und Bedeutung des Namens Quixeramobim. Sogar der deutsche Botaniker Carl Ph. Fr. von Martius (1794-1868) versuchte, dieses Problem zu durchleuchten, indem er auf eine tupi-indianische Abstammung tippte. Wie dennoch die brasilianische Soziologin Analucia Sulina Bezerra erklärte, der Begriff kommt von Quixará, einem Indianerstamm der Tapuias.
Quixeramobim bekam den Status einer Villa bereits in 1766, in 1856 wurde sie eine cidade, aber vorher schon, seit 04.03.1846, gab es dort ein Postamt, laut Nova Monteiro. Aber wenn wir lesen, dass vor 1880 der Ort schon über 15 Tausend Einwohner hatte (Guia Postal do Império), da fragt man sich, wo alle diese kaiserlichen Abstempelungen geblieben sind.
Der bisher früheste Stempel aus Quixeramobim ist QCE-0265a (Samml. José A. Junges): ein Doppelkreis mit der Inschrift QUIXERAMOBIM (oben) und einem Datum im Innenkreis. Möglicherweise gab es eine Verzierung unten, die leider auf der Marke mit Stempeldatum 1896 nicht mehr zu sehen ist.
Eine zweite Abstempelung, QCE-0265b (Samml. Dieter Kerkhoff), hat lediglich einen Markenrand erwischt. Dadurch ist ihr Informationsgehalt gering, sie könnte auch aus der Zeit der Republik sein. Außer den Angaben der vorherigen bringt diese Abstempelung auch (CEARÁ) zwischen den Kreisen (unten). Gesehen auf einer Marke, die ab 1897 ausgegeben wurde.
The Freguesia de Jesus, Maria e José de Quixadá existed since November 1869 and belonged to the Vila de Quixeramobim. It was located on the north bank of the Riacho Sitiá, 170 km south of the provincial capital Fortaleza. In October 1870, it became a vila and in August 1889 a city.
According to the Imperial Mail Register (Tabella das Agencias do Correio do Império) of 1885, the station post office opened in 1871, and was already mentioned in the press in the following year:
Pedro II, July 20, 1872
However, there had previously been a post office agency in Quixadá, which was closed in November 1847, as reported in the official press of Rio de Janeiro:
Gazeta Official/RJ, 1 December 1847
After that, there was postal traffic to and from Quixadá from at least October 1849 onwards. It is not known whether there was a post office on site.
Cearense, 15 October 1849
No cancel with imperial date has been found by now, but QCE-0260a (Coll. José A. Junges), used at the beginning of the republican period, might have circulated before 1890: a double circle with the inscription QUIXADA (above) and the date within the inner circle.
Carta da Republica dos Estados Unidos do Brazil, 1892
Atualização em 1º de janeiro de 2026
A Freguesia de Jesus, Maria e José de Quixadá existia desde novembro de 1869 e pertencia à Vila de Quixeramobim. Situava-se na margem norte do Riacho Sitiá, 170 km ao sul da capital do estado, Fortaleza. Em outubro de 1870, tornou-se vila e, em agosto de 1889, cidade.
Segundo a Tabela de Agências do Correio do Império de 1885, a agência postal de lá foi criada em 1871, e já foi mencionada na imprensa no ano seguinte:
Pedro II, 20 de julho de 1872
No entanto, já havia anteriormente uma agência postal em Quixadá, que foi fechada em novembro de 1847, conforme noticiado no jornal oficial do Rio de Janeiro:
Gazeta Oficial/RJ, 01/12/1847
Depois disso, pelo menos a partir de outubro de 1849, houve tráfego postal de e para Quixadá. Não se sabe se havia uma agência postal local.
Cearense, 15/10/1849
Ainda não surgiu um carimbo com data do império de Quixadá, mas supostamente QCE-0260a (Col. José A. Junges) deve ter circulado também antes de 1890: este carimbo mostra um duplo círculo com a inscrição QUIXADÁ (acima) e a data dentro do círculo interno.
Sociedade Geologica e Mineralogia, 1910
Textaktualisierung vom 1. Januar 2026
Die Freguesia de Jesus, Maria e José de Quixadá bestand seit November 1869 und gehörte zur Vila de Quixeramobim. Sie lag am Nordufer des Riacho Sitiá, 170 km südlich der Provinzhauptstadt Fortaleza. Im Oktober 1870 wurde sie zur Vila und im August 1889 zur Stadt.
Das Verzeichnis der kaiserlichen Postämter (Tabella das Agencias do Correio do Império) von 1885 nennt das Jahr 1871 für die Gründung des Postamts, und schon im folgenden Jahr wurde es in der Presse erwähnt:
Pedro II, 20.07.1872
Allerdings gab es bereits früher eine Postagentur in Quixadá, die im November 1847 geschlossen wurde, wie in der Amtspresse von Rio de Janeiro gemeldet wurde:
Gazeta Official/RJ, 01.12.1847
Danach gab es zumindest ab Oktober 1849 Postverkehr von und nach Quixadá. Ob es ein Postamt vor Ort gab, ist nicht bekannt.
Cearense, 15.10.1849
Bisher wurde kein Stempel aus der brasilianischen Kaiserzeit gefunden, aber vermutlich war QCE-0260a (Samml. José A. Junges), von dem ein Exemplar aus den frühen Jahren der Republik vorhanden ist, auch vor 1890 in Gebrauch: ein Doppelkreis mit der Inschrift QUIXADA (oben) und dem Datum im Innenkreis.
The parish of Nossa Senhora do Desterro de Quissaman was named after a region located south from Luanda, Angola, and which is now spelled Quiçama. Apparently, many slaves have come from there and contributed therefore for the perpetuation of their homeland’s name in Brazil. According to Paulo Novaes and Reinhold Koester, a post office was created on December 1855.
Since Reinhold Koester (Carimbologia do Brasil Clássico XXVIII, Lohmar, 1986) has already presented all cancels from this locality, it will be referred here only to those cancels which begin with Q. QRJ-0820a (Coll. José A. Junges) has a double circle with the inscription QUISSAMAN (above) and the date within the inner circle, whereas QRJ-0820b (Coll. José A. Junges) has the inscription QUISSAMÃ (above) and an ornament below. The former has exemplars founded between 1879 and 1889; the latter was used at least between 1889 and 1908.
Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) da Provincia do Rio de Janeiro, 1850
Veja também N.S. do Desterro do Quissaman (NRJ-1205)
A paróquia de Nossa Senhora do Desterro de Quissaman foi batizada segundo uma região localizada ao sul de Luanda, Angola, e que hoje se chama Quiçama. Ao que tudo indica, houve tantos escravos vindos de lá para o nordeste fluminense, que o nome africano acabou perpetuado em solo brasileiro. Paulo Novaes e Reinhold Koester apontam a data de 24 de dezembro de 1855 para a criação da agência postal local. Quissamã foi elevado a município em 1989.
Visto que Koester já listou todos os carimbos imperiais de Quissaman (Carimbologia do Brasil Clássico XXVIII, Lohmar, 1986), só os carimbos com a inicial Q serão aqui apresentados. QRJ-0820a (Col. José A. Junges) tem um duplo círculo com a inscrição QUISSAMAN (acima) e a data dentro do círculo interno, enquanto que, em QRJ-0820b (Col. José A. Junges), o duplo círculo tem a inscrição QUISSAMÃ acima e um florão ornamental abaixo. O carimbo anterior tem exemplares datados entre 1879 e 1889; já o segundo foi utilizado pelo menos entre 1889 e 1908.
Colton & Colton: Provincia do Rio de Janeiro, 1866
Die Pfarrei Nossa Senhora do Desterro de Quissaman wurde nach einem Gebiet südlich von Luanda in Angola genannt, das heutzutage Quiçama geschrieben wird. Dorther sind wohl zahlreiche Sklaven in die Gegend nordöstlich von Rio verschleppt worden, so dass der afrikanische Heimatbegriff in Brasilien verewigt wurde. Sowohl Paulo Novaes als auch Reinhold Koester nennen als Entstehungsdatum fürs Postamt den 24.12.1855.
Da Koester bereits alle bisher bekannten Quissaman-Stempel gelistet hat (Carimbologia do Brasil Clássico XXVIII, Lohmar, 1986), wird hier nur an die Stempel erinnert, die mit Q beginnen. So hat QRJ-1020a (Samml. José A. Junges) einen Doppelkreis mit der Inschrift QUISSAMAN (oben) und das Datum im Innenkreis, während QRJ-1020b (Samml. José A. Junges) präsentiert die Schreibweise QUISSAMÃ (oben) und eine Verzierung unten. Der erste Stempel hat Exemplare zwischen den Jahren 1879 und 1889; der zweite wurde zumindest zwischen 1889 und 1908 benutzt.
The Estrada de Ferro do Norte (or E.F. D. Pedro II) was built from 1876 on and should connect São Paulo to the D. Pedro II railway near Cachoeira Paulista in 1877. According to Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br), a train stop was made from December 1876 on at the Fazenda Quiririm next to the north bank of the the Paraiba do Sul River near Taubaté 130 km northeast of the capital São Paulo, but until July 1885 no station house was there:
Correio Paulistano, July 15, 1885
However, it seems that it did not take long for the station building to be completed, as the station post office was announced in the Rio press in December 1886:
Gazeta de Noticias/RJ, 15 December 1886
The railway line went to E. F. Central do Brasil in 1896 and was closed in 1953. Today, neither the tracks nor the station building remain.
In 1952 (estacoesferroviarias.com.br)In January 1999 (estacoesferroviarias.com.br)
The only postmark from the 19th century to date is QSP-1050a (Fig. Mário Celso Orsi Jr.):
QSP-1050a (MO) 1895J. M. Ribeiro Lisboa: Provincia de São Paulo, 1884
Texto atualizado em 1º de janeiro de 2026
A Estrada de Ferro do Norte (ou E.F. D. Pedro II) começou a ser construída em 1876 e deveria ligar a capital provincial paulista com a E.F. D. Pedro II na altura de Cachoeira Paulista em 1877. Segundo Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br), havia uma parada do trem a partir de dezembro de 1876 na Fazenda Quiririm, próxima à margem norte do Paraíba do Sul no município de Taubaté, 130 km a nordeste da capital provincial São Paulo. Mas ainda em julho de 1885 o prédio da estação ferroviária ainda não estava pronto:
Correio Paulistano, 15 de julho de 1885
Aparentemente, porém, a construção não durou mais muito tempo, pois a agência dos correios correspondente foi anunciada pela imprensa do Rio em dezembro de 1886:
Gazeta de Notícias/RJ, 15/12/1886
A linha férrea foi transferida para a E. F. Central do Brasil em 1896 e desativada em 1953. Hoje, nem os trilhos nem o prédio da estação ferroviária existem mais.
Em 1952 (estacoesferroviarias.com.br)Em janeiro de 1999 (estacoesferroviarias.com.br)
O único carimbo postal do século XIX conhecido até agora é o QSP-1050a (fig. Mário Celso Orsi Jr.):
QSP-1050a (MO) 1895Google Maps
Textaktualisierung am 1. Januar 2026
Die Estrada de Ferro do Norte (oder E.F. D. Pedro II) wurde ab 1876 gebaut und sollte São Paulo mit Rio de Janeiro verbinden, was nun im Jahr 1877 in Cachoeira Paulista geschah. Nach Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br) sollte ab Dezember 1876 eine Haltestelle an der Fazenda Quiririm nah am Nordufer des Paraíba do Sul bei Taubaté, 130 km nordöstlich der Provinzhauptstadt São Paulo errichtet werden, die jedoch im Juli 1885 noch nicht fertig war:
Correio Paulistano, 15.07.1885
Scheinbar dauerte es aber nicht mehr lange mit dem Bahnhofsgebäude, da das dazu gehörige Postamt im Dezember 1886 durch die Presse in Rio angekündigt wurde:
Gazeta de Noticias/RJ, 15.12.1886
Die Bahnlinie ging 1896 zur E. F. Central do Brasil und wurde 1953 stillgelegt. Heute sind weder Gleise noch das Bahnhofsgebäude übrig geblieben.
Im Jahr 1952 (estacoesferroviarias.com.br)Im Januar 1999 (estacoesferroviarias.com.br)
Der bisher einzige Poststempel aus dem 19. Jahrhundert ist QSP-1050a (Abb. Mário Celso Orsi Jr.):
According to Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br), a train station of the União Valenciana railway was inaugurated on May 1st, 1871 near the Quirino River in the Valença municipality. It belonged to the Jacutinga branch, which would improve postal and transport connections to the Minas Gerais province.
Nevertheless, a station post office came only fifteen years later, as the local press tell us:
O Paiz, April 4, 1886
QRJ-2030a (Coll. José A. Junges) is the only known cancel from the imperial Quirino by now: A double circle with the imprints QUIRINO (above) and (EST.) below, with its date within the inner circle. Known for 1889 and 1890.
Estações (…) de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Geraes, 1880
Segundo Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br), uma estação da E.F. União Valenciana foi inaugurada em 1º de maio de 1871 perto do Rio Quirino, no município de Valença, mais precisamente no Ramal de Jacutinga, e que se traria melhoramentos no transporte postal, de cargas e passageiros com a província de Minas Gerais.
Entretanto, a agência postal da estação só chegaria 15 anos mais tarde, conforme comunicado da imprensa:
O Paiz, 4 de abril de 1886
QRJ-2030a (Col. José A. Junges) é o único carimbo da estação de Quirino até agora encontrado: um duplo círculo com as inscrições QUIRINO acima e (EST.) abaixo, além da data dentro dcírculo interno. Encontrado par os anos de 1887 e 1890.
agenciaspostais.com.br
Laut Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br), am 01.05.1871 wurde ein Bahnhof der Estrada de Ferro União Valenciana am Quirino-Fluss bei Valença eingeweiht. Die Bahnstrecke war die Jacutinga Abzweigung und sollte die Verkehrsanbindung zur Provinz Minas Gerais verbessern.
Dennoch, erst 15 Jahre später kam das dazu gehörende Bahnhofspostamt, wie die Lokalpresse berichtet:
O Paiz, 04.04.1886
QRJ-2030a (Samml. José A. Junges) ist bisher der einzig bekannte Quirino-Stempel der Kaiserzeit: ein Doppelkreis mit der Inschrift QUIRINO (oben) und (EST.) unten, dazu das Datum im Innenkreis. Es sind Exemplare aus den Jahren 1889 und 1890 bekannt.
Since June 1857, Quipapá had been a district in the municipality of Panelas, located 180 km southwest of the provincial capital Recife. The village of Nossa Senhora da Conceição de Quipapá was founded in 1879, but the post office had been established four years earlier, as was revealed in a local press note:
Diário de Pernambuco, August 4, 1875)
There are two possible meanings of such a strange name. The first would be a derivate from Quipacá, which would mean a slave hideout, in an African dialect. A second explanation has an Indian background for that region: Quipaquipá would mean many cactuses.
By 1880, according to the Guia Postal do Império, Quipapá had already over fifteen thousand inhabitants. No wonder that a train station of the railway from Recife to the São Francisco River was built there in January 1885. Immediately, the post services proceeded by train:
Diário de Pernambuco, January 15, 1885
The earlier cancel from Quipapá may have been the French-type QPE-0485a (Collection Jorge L. Pedreira), which consisted of a small double circle with the local name in-between (above) and the typical star between parentheses (below). The date, if applied, was manuscript within the inner circle. A railway cancel appeared later, QPE-0485b (Coll. José A. Junges): a double circle with EST. QUIPAPÁ in-between (above) and PERNAM.o (below), with a date (1891) within the inner circle.
Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) das Provincias de Pernambuco, Alagoas e Sergipe, 1848
Texto atualizado em 1º de janeiro de 2026
Desde junho de 1857, Quipapá era um distrito do município de Panelas, localizado 180 km a sudoeste da capital do estado, Recife. A vila de Nossa Senhora da Conceição de Quipapá foi fundada em 1879, mas a agência dos correios já havia sido construída quatro anos antes, conforme se soube por meio de uma nota da imprensa local:
Diário de Pernambuco, 4/8/1875
Existem duas explicações possiveis para esse nome estranho. A primeira seria originária de Quipacá, que significaria um esconderijo de escravos fugidos, num dialeto africano. A segunda seria derivada da palavra indígena Quipaquipá, que significaria muitos cactos.
Segundo o Guia Postal do Imperio de 1880, Quipapá já teria mais de 15 mil habitantes naquela época. Não admira, portanto, que em janeiro de 1885 foi lá construída uma estação da E.F. de Recife ao São Francisco. A partir de então, os malotes de correio de e para a localidade foram transportados por via férrea:
Diário de Pernambuco, 15/1/1885
Até agora, o mais antigo carimbo conhecido de Quipapá é um tipo francês, QPE-0485a (Col. Jorge L. Pedreira), que consistia num pequeno duplo círculo. Inscrição acima com o topônimo, e abaixo temos a típica estrelinha entre parênteses. A data, quando havia, ficava dentro do círculo interno. Mais tarde surgiu um carimbo ferroviário, QPE-0485b (Col. José A. Junges): um duplo círculo com a inscrição EST. QUIPAPÁ (acima) e PERNAM.o (abaixo), com a data (1891) dentro do círculo interno.
Carta Corogreaphica da Provincia de Pernambuco, 1880
Textaktualisierung am 1. Januar 2026
Seit Juni 1857 war Quipapá ein Distrito im Município de Panelas, der 180 km südwestlich der Provinzhauptstadt Recife lag. Die Villa von Nossa Senhora da Conceição de Quipapá wurde 1879 gegründet, aber das Postamt wurde bereits vier Jahre früher errichtet, wie man inzwischen durch einen Lokalpressebericht erfahren konnte:
Diário de Pernambuco, 04.08.1875
Dieser auch für brasilianische Ohren merkwürdige Name hat zwei mögliche Erklärungen. Er kommt entweder von Quipacá, was in einem afrikanischen Dialekt so viel wie Sklavenversteck bedeuten würde, oder von Quipaquipá, was in der Indianersprache viele Kakteen hieße. Der Guia Postal do Império für 1880 zählt über fünfzehntausend Einwohner in Quipapá. Kein Wunder, dass dort ein Bahnhof der Estrada de Ferro do Recife ao São Francisco im Januar 1885 errichtet wurde. Sofort danach wurde die Post dort per Zug befördert:
Diário de Pernambuco, 15.01.1885
Der erste Quipapá-Stempel dürfte ein “Französischen-Typs” sein: QPE-0485a (Samml. Jorge L. Pedreira) hatte einen kleinen Doppelkreis mit dem Ortsnamen dazwischen (oben) und dem typischen Stern in Klammern (unten). Falls vorhanden, wurde ein Datum per Hand in den Innenkreis eingetragen. Später gab es auch einen Bahnhofstempel, QPE-0485b (Samml. José A. Junges): einen Doppelkreis mit EST. QUIPAPÁ dazwischen (oben) und PERNAM.o (unten), dazu das Datum (1891) im Innenkreis.
From about 1874 on, Quilombo was a station of the Cia. Ytuana railway at the Jundiaí River in the município of Indaiatuba, which later belonged to Jundiaí, before becoming the actual município de Itupeva, now near the Viracopos International Airport. The name derives from its location within the Fazenda Quilombo, which belonged to the wealthy coffee farmer José Estanislau do Amaral, the grandfather of the renowned Brazilian artist Tarsila do Amaral (1886-1973):
Tarsila do Amaral ca. 1925
The train station had offered postal services by August 1875, according to the local press:
Correio Paulistano, August 3, 1875
QSP-1045a (Coll. José A. Junges) is by now the only known cancel from the Quilombo station: A double circle with the inscription EST. DE QUILOMBO (above), a clover leaf (below), and the date (year 1888) inside.
Diario de São Paulo, April 7, 1875E.F. Sorocabana e Ytuana, 1898 (IBGE, 1958)
Segundo Ralph Gisbrecht (estacoesferroviarias.com.br), a estação de Quilombo foi inaugurada em 1873 pela Cia. Ytuana, no Ramal de Jundiaí, às margens do rio do mesmo nome. Naquele tempo, localizava-se no município de Indaiatuba, passando mais tarde a pertencer a Jundiaí, antes de passar atualmente ao município de Itupeva. Hoje o prédio da antiga estação fica pertinho do Aeroporto de Viracopos e ocupa uma escola municipal, que se chamava EMEFEI (Escola Municpal de Ensino Fundamental e Infantil) Fazenda Quilombo até 2018, quando uma lei municipal a renomeou como EMEFEI Tarsila do Amaral.
Esses nomes não foram escolhidos por acaso. A estação ficava realmente dentro da Fazenda Quilombo, uma propriedade do abastado fazendeiro José Estanislau do Amaral, que era o avô da famosa artista Tarsila do Amaral (1886-1973):
Tarsila do Amaral, ca. 1925
Mas pelo visto, a construção dessa estação demorou para ser completada, uma vez que a imprensa paulista comentava, ainda em 1875:
Diário de São Paulo, 18 de fevereiro de 1875
Seja como for, a agência postal da estação deve ter sido instalada pouco mais tarde, pois receberia malas postais já em agosto do mesmo ano:
Correio Paulistano, 3 de agosto de 1875
QSP-1045a (Col. José A. Junges) é até agora o único carimbo imperial conhecido da estação do Quilombo. Apresenta um círculo duplo com a inscrição EST. DE QUILOMBO (acima), um ornamento como folha de trevo (abaixo), e a data (1888) dentro do círculo interno.
Estações (…) de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Geraes, 1880
Quilombo war seit ca. 1874 ein Bahnhof der Companhia Ytuana am Jundiaí-Fluss in der Gemeinde Indaiatuba. Später gehörte er der Gemeinde Jundiaí, und nun ist es im Município de Itupeva, nah am internationalen Flughafen Viracopos. Seinen Namen hat er von der gleichnamigen Fazenda, in der er erbaut wurde, und die dem reichen Kaffeeplantagenbesitzer José Estanislau do Amaral gehörte, dem Großvater der berühmten brasilianischen Malerin Tarsila do Amaral (1886-1973):
Tarsila do Amaral, ca. 1925
Wie aus der Lokalpresse hervorgeht, hatte der Bahnhof schon vor August 1875 Post befördert:
Correio Paulistano, 03.08.1875
QSP-1045a (Samml. José A. Junges) ist bisher der einzige bekannte Stempel aus diesem Bahnhof: ein Doppelkreis mit der Inschrift EST. DE QUILOMBO (oben), dazu ein vierblättriges Kleeblatt (unten) und das Datum innen (Jahrgang 1888).
Still nowadays in Angola, quilombo means a camp in the woods. Since slave traffic from that African region to Brazil increased throughout the centuries, the name quilombo was currently used whenever refugees organized their hideouts in the Brazilian hinterland. There were at least five important Quilombo villages in Minas Gerais during the Empire, the most important among them being the parish of Nossa Senhora das Dores do Quilombo near Barbacena. Later, it belonged to Independencia and União, and since 1938 it is called Bias Fortes, to celebrate a local politician of the Empire.
Paula Sobrinho and Nova Monteiro disagree about the creation of the Quilombo post office. The former sustains it took place on September 28, 1872, but adds an earlier date (September 14, 1866, according to the Relatorio Postal of 1890). Nova Monteiro, on the other hand, gives 17 September 1886 as the date of establishment, but this is probably a typo, as he only recorded post offices up to 1868. In this case, he may have meant the year 1866, which would mean he would essentially agree with Paula Sobrinho. A list of agencies from 1869 confirms that this post office was in operation at that time:
Agentes e ajudantes dos correios da provincia de Minas Geraes, 1869
The Quilombo post office has been closed by May 1872, because no postmaster had been found to run the office under modest financial conditions:
O Noticiador de Minas, May 1st, 1872
By now, the only known cancel from Quilombo (QMG-2080a) was used in 1896 and shows a double circle with the local name in-between (above) and a flower-like embellishment (below). The date was placed within the inner circle.
Provincia de Minas Geraes, 1873
Texto atualizado em 1 de janeiro de 2026
Outros nomes : Bias Fortes (1938)
O Brasil já foi pródigo em localidades chamadas de Quilombo. O Guia Postal do Império de 1880 cita cinco Quilombos só na província do Rio de Janeiro. E em outras províncias as pequenas povoações com esse nome também abundavam. Com o advento da República, percebe-se o esforço constante das autoridades para suprimir o topônimo e apagar a lembrança duma época vergonhosa. Por mais paradoxal que pareça, o único município brasileiro hoje chamado Quilombo fica em Santa Catarina e foi povoado por descendentes de alemães e italianos a partir dos anos 40 do século XX. Hoje, a maioria da população local apoia a mudança do nome da cidade.
Houve pelo menos cinco Quilombos importantes na provincia imperial de Minas Gerais: N.Sa. do Rosário do Quilombo no município de Três Pontas, com agência criada em 28 de Janeiro de 1892 (Paula Sobrinho), a freguesia de N.Sa. das Dores do Quilombo em Barbacena, Arraial do Quilombo no município de Juiz de Fora, S. Sebastião do Quilombo no município de Carangola e S. José do Quilombo, que foi distrito do Serro.
O mais importante Quilombo mineiro deve ter sido o de Barbacena, o segundo da lista acima, que mais tarde foi distrito dos municípios de Independência e União, antes de se tornar o município de Bias Fortes em 1938, em homenagem a Chrispim Jacques Bias Fortes (1847-1917), jurista e político mineiro que governou Minas Gerais entre 1894 e 1898. Durante seu mandato houve a mudança da capital estadual, de Ouro Preto para Belo Horizonte.
Paula Sobrinho e Nova Monteiro indicam duas datas de criação da agência postal de Quilombo. O primeiro sustenta ter sido em 28 de setembro de 1872, mas cita também uma data anterior: 14 de setembro de 1866 (apud Relatorio Postal de 1890). Nova Monteiro registra a criação da agência em 17.09.1886, o que deve ser um erro de escrita, pois ele documentou as agências imperiais até 1868. Aqui teríamos possivelmente o ano de 1866 no original, praticamente concordando com Paula Sobrinho. Uma lista de agências mineiras comprova a existência de uma agência operando em Quilombo em 1869:
Agentes e ajudantes dos correios da provincia de Minas Geraes, 1869
A agência estava fechada em 1872, por não se encontrar ninguém disposto a trabalhar por lá sob condições financeiras tão desfavoráveis:
O Noticiador de Minas, 1º de maio de 1872
O único carimbo daquela época de Quilombo encontrado até agora (QMG-2080a) foi aplicado em 1896, já na República, portanto, e apresenta um duplo círculo com o topônimo inscrito acima e um ornamento em florão abaixo. A data encontra-se dentro do círculo interno.
Estado de Minas Geraes, 1910
Textaktualisierung am 1. Januar 2026
Andere Namen: Bias Fortes (1938)
Quilombo ist bis heute in Angola ein Begriff für Waldlager. Aus Angola kamen jahrhundertlang unzählige Sklaven nach Brasilien. Darum ist es nicht verwunderlich, dass die Bezeichnung Quilombo immer dann Verwendung fand, wenn geflüchtete Sklaven aus ihren Waldverstecken im brasilianischen Hinterland Siedlungen gründeten.
In der kaiserlichen Provinz Minas Gerais gab es mindestens fünf wichtige Ortschaften, die Quilombo hießen. Die wichtigste davon war Nossa Senhora das Dores do Quilombo, eine Freguesia bei Barbacena. Später wurde sie den Bezirken Independência und União zugewiesen, und seit 1938 heißt sie Município de Bias Fortes, um einen Lokalpolitiker des Kaiserreichs zu ehren.
Über das Entstehungsdatum des Postamtes in Quilombo gibt es bei Paula Sobrinho und Nova Monteiro unterschiedliche Angaben. Erster behauptet, es fand am 28.09.1872 statt, fügt aber ein früheres Datum (14.09.1866, laut Relatório Postal aus 1890) hinzu. Nova Monteiro schreibt hingegen den 17.09.1886 als Gründungsdatum, was jedoch vermutlich ein Tippfehler ist, da er die Postämter nur bis 1868 erfasste. In diesem Fall könnte das Jahr 1866 gemeint sein, wodurch er praktisch mit Paula Sobrinho einverstanden wäre. Eine Agenturliste aus dem Jahr 1869 belegt den damaligen Betrieb dieses Postamts:
Agentes e ajudantes dos correios da provincia de Minas Geraes, 1869
Das Postamt in Quilombo war offenbar kurz vor Mai 1872 geschlossen, da keiner gefunden wurde, der die Agentur bei so niedrigem Ertrag führen möchte:
O Noticiador de Minas, 01.05.1872
Der einzige bisher überlieferte Stempel aus Quilombo (QMG-2080a) trägt das Datum 1896 und zeigt einen Doppelkreis mit dem Ortsnamen dazwischen (oben) und eine blumenähnliche Verzierung (unten). Das Datum wurde innerhalb des Innenkreises platziert.
The parish of São João Baptista de Queluz was established near the Paraíba River in the municipality of Lorena at the edge of the São Paulo province in 1803. The post office was installed in 1840 (see Nova Monteiro: Administrações e Agências Postais do Brasil Império 1798-1869, Brasil Filatélico 1834-5, reprint SPP, 1994-99), two years before Queluz was made a Villa. A period of economic stagnation followed, until the arrival of the Estrada de Ferro D. Pedro II railway, in 1874.
Although there was another important town with the same name in imperial Minas Gerais (QMG-2075), the paulista Queluz has at least five slightly different cancels within its early period, which were probably handmade, all of them in black, featuring the locality name in a small rectangle.
QSP-1040a depicts “S.J. DE QUELUS”; QSP-1040b has the inscription “S.J.DEQUELLUS” and was used in 1840; QSP-1040c shows “V. DE S. J DEQUELLUZ” and is known for 1842; QSP-1040d follows with “V.D.S.J.D.QUELLUZ” with examples from 1843 and 1844; and QSP-1040e finishes with “V.S.J.DEQUELLUZ”.
The four last cancels were discovered by Karlheinz Wittig during the BRASILIANA 83 philatelic exhibition in Rio de Janeiro. Having found some Queluz letters in the National Museum, Wittig reported to Rolf H. Meyer who, after observing all cancels himself, asked his son Peter to take pictures of them. The Museu Nacional burned out in September 2019, with all original letters and their Queluz cancels.
QSP-1040f was already registered by Paulo Ayres (#1589). Used from ca. 1850 until ca. 1870:
QSP-1040f – P.A. 1589 (1850ff-1870)
The old QSP-1040g turned out to be a stamp of the city of the same name in Minas Gerais, as the philatelist Claudio Coelho from S. Paulo was able to prove. It has now been replaced by the new QSP-1040g (image from the Internet):
QSP-1040g (EB) 1878
QSP-1040h is a French-type cancel, a small single circle with a small star between parentheses below. Dates found for 1883 until 1893.
After Carimbologia Q-R went to press in 2019, the postmark QSP-1040i (illustration by Felipe Piccinini) was discovered:
QSP-1040i (FP) 1883Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) da Provincia de São Paulo, 1847
Texto atualizado em 26 de dezembro de 2025
A paróquia de São João Baptista de Queluz foi instalada em 1803 às margens do Paraíba, no município de Lorena, confins da província de São Paulo. A agência postal veio em 1840, dois anos antes de Queluz tornar-se vila, segundo Nova Monteiro (Administrações e Agências Postais do Brasil Império 1798-1869, Brasil Filatélico, 1934-5, reimpressão SPP, 1994-99). Seguiu-se um período de estagnação econômica, após os disturbios da Revolta Liberal de 1842, que só terminou com o advento da linha ferroviária da E.F. D. Pedro II, em 1874.
Paralelamente à sua homônima mineira, a Queluz paulista tem, no início de sua atividade postal, pelo menos cinco carimbos primitivos, provavelmente feitos a mão. Todos eles em preto, a apresentar o topônimo detro de um retângulo estreito.
QSP-1040a mostra “S.J. DE QUELUS”; QSP-1040b tem a inscrição “S.J.DEQUELLUS” e foi utilizado em 1840; QSP-1040c apresenta “V. DE S. J DEQUELLUZ” e foi usado em 1842; QSP-1040d segue com “V.D.S.J.D.QUELLUZ” , onde há exemplos de 1843 e 1844; e QSP-1040e conclui com “V.S.J.DEQUELLUZ”.
Os carimbos de QSP-1040b a QSP-1040e foram descobertos pelo filatelista alemão Karlheinz Wittig durante a exposição filatélica BRASILIANA 83 no Rio de Janeiro. Após haver encontrados algumas cartas antigas da Queluz paulista expostas no Museu Nacional, Wittig relatou sua descoberta a Rolf H. Meyer. Este, após verificar os dados pessoalmente in loco, mandou seu filho Peter para que este fotografasse as cartas no museu. Desde então, as imagens desses carimbos precursores da Queluz paulista encontram-se nos catálogos RHM. O Museu Nacional queimou quase totalmente em setembro de 2019, e com ele, todas as cartas originais com os únicos exemplos conhecidos daqueles carimbos da Queluz paulista.
QSP-1040f é o carimbo listado por Paulo Ayres sob No. 1589. Encontrado de ca. 1850 até ca. 1870 :
QSP-1040f (P.A. 1589) 1850ff-ca. 1870
O antigo QSP-1040g revelou ser um carimbo da cidade mineira homônima, como comprovou o filatelista Claudio Coelho, de S. Paulo. Ele foi substituído pelo novo QSP-1040g (imagem da Internet):
QSP-1040g (EB) 1878
QSP-1040h é um carimbo tipo francês, pequeno com a típica estrelinha entre parênteses, abaixo. Datas encontradas entre 1883 e 1893.
Após a impressão da Carimbologia Q-R em 2019, foi descoberto o carimbo postal QSP-1040i (ilustração de Felipe Piccinini):
QSP-1040i (FP) 1883J. M. Ribeiro Lisboa: Provincia de São Paulo, 1884
Textaktualisierung v. 26 Dezember 2025
Die Pfarrei São João Baptista de Queluz wurde 1803 am Ufer des Paraíba-Flusses im Bezirk Lorena am Rande der Provinz São Paulo errichtet. Das Postamt (laut Nova Monteiro: Administrações e Agências Postais do Brasil Império 1798-1869, Brasil Filatélico 1834-5, Nachdruck SPP, 1994-99) ist aus dem Jahr 1840, zwei Jahre bevor aus Queluz eine Villa wurde. Es folgte eine Periode der wirtschaftlichen Stagnation, bis 1874 der Bahnbetrieb der Estrada de Ferro D. Pedro II nach Queluz anfing.
Obwohl es eine zweite wichtige Queluz in der kaiserlichen Provinz Minas Gerais gab, hatte die paulista Queluz mindestens fünf leicht verschiedene Abstempelungen in ihrer frühen Postzeit, alle in schwarz. Diese Stempel wurden wohl per Hand angefertigt und zeigen den Ortsnamen innerhalb eines schmalen Vierecks.
In QSP-1040a heißt es lediglich “S.J. DE QUELUS”; QSP-1040b hat dagegen “S.J.DEQUELLUS” und wurde in 1840 verwendet; QSP-1040c zeigt “V. DE S. J DEQUELLUZ” und kann für 1842 nachgewiesen werden; es folgt QSP-1040d mit “V.D.S.J.D.QUELLUZ”, gefunden in 1843 und 1844; und zuletzt QSP-1040e bringt noch eine Variante mit “V.S.J.DEQUELLUZ”.
Die vier letzten Abstempelungen wurden von Karlheinz Wittig während der BRASILIANA 83-Philatelieausstellung in Rio de Janeiro entdeckt. Bei einem Besuch im Museu Nacional fielen ihm die Stempel auf Briefen aus Queluz auf. Wittig berichtete dem brasilianischen Händler und Katalogverleger Rolf H. Meyer darüber. Dieser, nachdem er sich die Exponate angeschaut hatte, wies seinen Sohn Peter an, die Stempel abzuzeichnen. Das Museu Nacional brannte in September 2019 aus, und mit ihm auch die Queluz-Originalbriefe.
QSP-1040f wurde bereits durch Paulo Ayres (Nr. 1589) erfasst. Er wurde von ca. 1850 bis ca. 1870 benutzt.
QSP-1040f – P.A. 1589
Der alte QSP-1040g entpuppte sich als ein Stempel der gleichnamigen Stadt in Minas Gerais, wie der Philatelist Claudio Coelho aus S. Paulo nachweisen konnte. Er wurde nun durch den neuen QSP-1040g (Abb. aus dem Internet):
QSP-1040g (EB) 1878
QSP-1040h ist ein Stempel “französischer Art” , also mit einem kleinen Kreis und dem typischen Stern (in Klammern) unten. Nachgewiesen zwischen 1883 und 1893.
Nach der Drucklegung der Carimbologia Q-R im Jahr 2019 wurde der Poststempel QSP-1040i (Abb. Felipe Piccinini) entdeckt: