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Carimbologia Q-R

Rebouças (train station/Estação/Bahnhof), São Paulo (RSP-1055)

Cia. Paulista, 1898

Text update on October 13, 2026

Other names: Sumaré (1945)

Rebouças station, operated by the Companhia Paulista de Estradas de Ferro, opened in 1875 and was then situated near Campinas, 120 kilometres north-west of the provincial capital, São Paulo. It was named after the engineer Antonio Pereira Rebouças Filho (1839–1874), a prominent employee of the railway company who had died of typhoid fever shortly beforehand.

Antonio P. Rebouças Fo. (Wikipedia)

When the station was founded, there was nothing in the surrounding area apart from vast coffee plantations. The population around the station continued to grow, and in December 1909, Rebouças became a district, which was renamed Sumaré in November 1944. Sumaré has been a municipality since December 1953. The name is derived from a species of orchid commonly found in Brazil:

Cyrtopodium polyphyllum (Photo: Marcia Stefani, CC BY 2.0)

The railway line belonged to FEPASA from 1971 until it was closed in 1998. Today, the tracks are still there; the station building has been restored and is set to become a railway museum.

Around 1910 (Photo: NN, from estacoesferroviarias.com.br)
In March 2024 (Photo: Eduardo Pereira, on Google Maps)

A press report confirms the establishment of the post office in December 1883:

Correio Paulistano, December 21, 1883

Two postmarks from the station have already been found for the 19. century: RSP-1055a (image from the internet) and the earlier RSP-1055b (collection of Fuad Ferreira Fo.):

RSP-1055a (EB) 1895–1896
RSP-1055b (FF) 1886
Cia. Paulista de Estradas de Ferro

Texto atualizado em 13 de outubro de 2026

Outros nomes: Sumaré (1945)

A estação Rebouças, da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, foi inaugurada em 1875 e ficava, na época, perto de Campinas, a 120 quilômetros a noroeste da capital da província de São Paulo. Recebeu o nome do engenheiro Antônio Pereira Rebouças Filho (1839–1874), Companhia Paulista, que havia falecido pouco antes vítima de tifo.

Antonio P. Rebouças Filho (Wikipedia)

Na época da fundação, não havia nada na região além de enormes plantações de café. A população ao redor da estação continuou a crescer e, em dezembro de 1909, Rebouças tornou-se um distrito, que em novembro de 1944 passou a se chamar Sumaré. Desde dezembro de 1953, Sumaré é um município. O nome deriva de uma espécie de orquídea comum no Brasil:

Cyrtopodium polyphyllum (Foto: Marcia Stefani, CC BY 2.0)

A linha ferroviária pertenceu à FEPASA de 1971 até o encerramento das operações em 1998. Hoje, os trilhos ainda estão lá; o prédio da estação foi restaurado e deve se tornar um museu ferroviário.

Por volta de 1910 (Foto: NN, em estacoesferroviarias.com.br)
Em março de 2024 (Foto: Eduardo Pereira, no Google Maps)

Uma nota da imprensa paulistana confirma a criação da agência dos Correios em dezembro de 1883:

Correio Paulistano, 21/12/1883

Já foram encontrados dois carimbos postais da estação no séc. 19. RSP-1055a (imagem da internet) e o RSP-1055b, de data anterior (coleção de Fuad Ferreira Fo.):

RSP-1055a (EB) 1895-1896
RSP-1055b (FF) 1886
Estrada de Ferro Central do Brasil, 1890

Textaktualisierung am 13. Oktober 2026

Andere Namen: Sumaré (1945)

Der Bahnhof Rebouças der Companhia Paulista de Estradas de Ferro wurde 1875 eröffnet und lag damals bei Campinas, das 120 Kilometer nordwestlich der Provinzhauptstadt São Paulo liegt. Er wurde nach dem Ingenieur Antonio Pereira Rebouças Filho (1839–1874) benannt, einem prominenten Mitarbeiter der Bahngesellschaft, der kurz zuvor an Typhus gestorben war.

Antonio P. Rebouças Fo. (Wikipedia)

Bei der Gründung gab es in der Umgebung außer riesigen Kaffeeplantagen nichts. Die Bevölkerung um den Bahnhof wuchs weiter und im Dezember 1909 wurde Rebouças zu einem Distrikt, der im November 1944 in Sumaré umbenannt wurde. Seit Dezember 1953 ist Sumaré ein Município. Der Name leitet sich von einer in Brasilien häufig anzutreffenden Orchideenart ab:

Cyrtopodium polyphyllum (Foto: Marcia Stefani, CC BY 2.0)

Die Bahnlinie gehörte von 1971 bis zur Stilllegung 1998 der FEPASA. Heute sind die Gleise noch da, das Bahnhofsgebäude wurde restauriert und soll ein Eisenbahnmuseum werden.

Um 1910 (Foto: NN, auf estacoesferroviarias.com.br)
Im März 2024 (Foto: Eduardo Pereira, auf Google Maps)

Eine Pressenachricht bestätigt die Entstehung des Postamts im Dezember 1883:

Correio Paulistano, 21.12.1883

Zwei Poststempel des Bahnhofs wurden bereits gefunden. RSP-1055a (Abbildung aus dem Internet) und der früher entstandene RSP-1055b (Sammlg. Fuad Ferreira Fo.):

RSP-1055a (EB) 1895-1896
RSP-1055b (FF) 1886
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Carimbologia Q-R

Realto (train station/Estação/Bahnhof), Rio de Janeiro (RRJ-1670)

E. F. Oeste de Minas, 1927

Text update of October 12, 2026

Realto (or Rialto, like the famous bridge in Venice) was a small station on the Estrada de Ferro do Bananal, a railway line linking Barra Mansa in the province of Rio with Bananal in São Paulo. According to Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br), the railway line began in 1882 in Saudade, near Barra Mansa. The Realto station was added the following year, but the final section to Bananal was not completed until 1888.

The entire railway line was 168 km long and remained under the ownership of the E.F. do Bananal until 1918, when it was taken over by Central do Brasil. In 1931, it was briefly owned by E. F. Oeste de Minas, but returned to Central do Brasil in the same year. In 1964, railway operations ceased and the station was demolished shortly afterwards.

According to Paulo Novaes (agenciaspostais.com.br), there had been a post office there since August 1883. The only imperial cancel seen to date is RRJ-1670a (Coll. Klerman Lopes):

RRJ-1670a (KL) 1885-1896
IBGE, 1958-1960

Texto atualizado em 12 de outubro de 2026

Realto (ou Rialto, como a famosa ponte de Veneza) era uma pequena estação da Estrada de Ferro do Bananal, uma linha ferroviária que ligava Barra Mansa, na província do Rio, a Bananal, em São Paulo. Segundo Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br), a linha ferroviária teve início em 1882 em Saudade, perto de Barra Mansa. A estação de Realto foi inaugurada no ano seguinte, mas o trecho final até Bananal só foi concluído em 1888.

A linha ferroviária tinha 168 km de extensão e permaneceu sob a administração da E.F. do Bananal até 1918, quando foi assumida pela Central do Brasil. Em 1931, ela esteve brevemente sob a propriedade da E.F. Oeste de Minas, mas voltou para a Central do Brasil ainda naquele mesmo ano. Em 1964, o serviço ferroviário foi encerrado e a estação foi demolida pouco tempo depois.

Segundo Paulo Novaes (agenciaspostais.com.br), havia uma agência dos correios no local desde agosto de 1883. O único carimbo imperial de lá até agora é  RRJ-1670a (Col. Klerman Lopes):

RRJ-1670a (KL) 1885-1896
E.F. Oeste de Minas, 1917

Textaktualisierung am 12. Oktober 2026

Realto (oder Rialto, wie die berühmte Brücke in Venedig) war ein kleiner Bahnhof der Estrada de Ferro do Bananal, einer Eisenbahnstrecke, die Barra Mansa in der Provinz Rio mit Bananal in São Paulo verband. Laut Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br) startete die Bahnlinie 1882 in Saudade nahe Barra Mansa. Der Bahnhof Realto kam im darauffolgenden Jahr hinzu, doch die Endstrecke bis Bananal wurde erst 1888 fertiggestellt.

Die gesamte Bahnstrecke war 168 km lang und verblieb bis 1918 bei der E.F. do Bananal, dann wurde sie von der Central do Brasil übernommen. 1931 war sie kurz im Besitz der E. F. Oeste de Minas, ging aber im selben Jahr zurück zur Central do Brasil. 1964 wurde der Bahnbetrieb eingestellt und der Bahnhof kurz darauf abgerissen.

Laut Paulo Novaes (agenciaspostais.com.br) gab es dort seit August 1883 ein Postamt. Der einzige bisher bekannte Stempel der Kaiserzeit ist RRJ-1670a (Samml. Klerman Lopes):

RRJ-1670a (KL) 1885-1896
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Carimbologia Q-R

Realengo (RMN-2150) – Realengo (train station/Estação/Bahnhof), Município Neutro (RMN-2151)

Mappa do Município Neutro, ca. 1880

Text update of October 12, 2026

Other names: Realengo de Campo Grande

From November 1815, Realengo was a parish within the Freguesia de Campo Grande, situated 30 kilometres west of Rio de Janeiro city centre. In the second half of the 19th century, this sleepy suburb gained some renown following the establishment of an imperial artillery academy (Escola Geral Militar de Tiro). In 1876, the Emperor himself granted a visit by train to the academy:

O Globo, January 18, 1876

Realengo became a distrito in November 1926 and has been an administrative region (RegiãoAdministrativa) within the Município do Rio de Janeiro since July 1981.

According to the directory of imperial post offices (Tabella das Agências do Correio do Império, Rio de Janeiro, 1885), a post office was established in Realengo in 1872. The oldest postmark to date is RMN-2150a, listed by Paulo Ayres (Catálogo de Carimbos Brasil-Império, S. Paulo, 1937, 1942) under No. 1426.

RMN-2150a (P. A. 1426) 1872–1877ff

This was followed by RMN-2150b, a double circle bearing the inscription ‘REALENGO’ in slightly widely spaced letters at the top and the date in the centre. It was found between 1877 and 1888, with later examples featuring cursive year figures. Next came RMN-2150c (Fuad Ferreira Filho Collection):

RMN-2150c (FF) 1891–1896

In December 1878, a station belonging to the E. F. D. Pedro II railway company was opened there. The railway line was transferred to E. F. Central do Brasil in 1889, to Rede Ferroviária Federal S. A. in 1975, and has been operated as a suburban railway by the SuperVia consortium since 1997 (estacoesferroviarias.com.br).

Revista da Semana, November 15, 1903
In January 2018 (Photo: Jorge Alex, on Google Maps)

It is reasonable to assume that the post office was subsequently relocated to the station, although a single station postmark, RMN-2151a (Fig. Rölli Auctions), records this:

RMN-2151a (Rölli) 1878ff

The philatelist Claudio Coelho has shown a mute postmark from Realengo:

1887 (CC)
Almanak Laemmert, 1892

Texto atualizado em 12 de outubro de 2026

Outros nomes: Realengo de Campo Grande

Desde novembro de 1815, Realengo era uma paróquia da Freguesia de Campo Grande, localizada a 30 quilômetros a oeste do centro do Rio de Janeiro. Na segunda metade do século XIX, o subúrbio tranquilo ganhou alguma notoriedade com a criação de uma Escola Geral Militar de Tiro. O próprio imperador fez, em 1876, uma visita de trem à academia:

O Globo, 18 de janeiro de 1876

Realengo tornou-se um distrito em novembro de 1926 e, desde julho de 1981, é uma Região Administrativa do Município do Rio de Janeiro.

De acordo com a Tabela das Agências do Correio do Império (Rio de Janeiro, 1885), uma agência postal foi inaugurada em Realengo em 1872. O carimbo mais antigo encontrado até o momento é o RMN-2150a, listado por Paulo Ayres (Catálogo de Carimbos Brasil-Império, S. Paulo, 1937, 1942) sob o nº 1426.

RMN-2150a (P.A. 1426) – 1872-1877ff

Em seguida, veio o RMN-2150b, um carimbo circular com a inscrição “REALENGO” em letras um pouco mais espaçadas na parte superior e a data no centro. Ela foi encontrada entre 1877 e 1888, sendo que os exemplares posteriores apresentam os anos em itálico. Depois disso, surgiu o RMN-2150c (Coleção Fuad Ferreira Filho):

RMN-2150c (FF) 1891-1896

Em dezembro de 1878, foi inaugurada ali uma estação da E. F. D. Pedro II. A linha ferroviária passou para a E. F. Central do Brasil em 1889, para a Rede Ferroviária Federal S. A. em 1975 e, desde 1997, é operada como linha suburbana pelo consórcio SuperVia (estacoesferroviarias.com.br).

Em novembro de 1903 (Revista da Semana, em estacoesferroviarias.com.br)
Em janeiro de 2018 (Foto: Jorge Alex, no Google Maps)

É de se supor que a agência dos correios tenha sido posteriormente transferida para a estação, embora um único carimbo postal, o RMN-2151a (Fig. Leilões Rölli), indique isso:

RMN-2151a (Rölli) 1878ff

O filatelista Claudio Coelho também apresentou um carimbo postal mudo de Realengo:

1887 (CC)
Estações (…) de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Geraes, 1880

Textaktualisierung am 12. Oktober 2026

Andere Namen: Realengo de Campo Grande

Realengo war seit November 1815 eine Pfarrei der Freguesia de Campo Grande, die 30 Kilometer westlich der Innenstadt von Rio de Janeiro liegt. In der zweiten Hälfte des 19. Jahrhunderts erlangte der verschlafene Vorort durch die Einrichtung einer kaiserlichen Artillerieakademie (Escola Geral Militar de Tiro) etwas Bekanntheit. Der Kaiser selbst gestattete im Jahr 1876 eine Besichtigung der Akademie und kam dafür mit dem Zug:

O Globo, 18.01.1876

Realengo wurde im November 1926 ein Distrito und ist seit Juli 1981 ein Verwaltungsbezirk (Região Administrativa) im Município do Rio de Janeiro.

Laut Verzeichnis der kaiserlichen Postämter (Tabella das Agências do Correio do Império, Rio de Janeiro, 1885) wurde ein Postamt in Realengo 1872 errichtet. Der bisher älteste Poststempel ist RMN-2150a, aufgelistet durch Paulo Ayres (Catálogo de Carimbos Brasil-Império, S. Paulo, 1937, 1942) unter Nr. 1426.

RMN-2150a, (P. A. 1426) 1872-1877ff

Es folgte RMN-2150b, ein Doppelkreis mit der Inschrift „REALENGO” in etwas weit gereihten Buchstaben oben und dem Datum in der Mitte. Er wurde zwischen 1877 und 1888 angetroffen, wobei spätere Exemplare kursive Jahreszahlen zeigen. Danach kam RMN-2150c (Sammlg. Fuad Ferreira Filho):

RMN-2150c (FF) 1891-1896

Im Dezember 1878 wurde dort ein Bahnhof der Eisenbahngesellschaft E. F. D. Pedro II eröffnet. Die Bahnlinie ging 1889 an die E. F. Central do Brasil, 1975 an die Rede Ferroviária Federal S. A. und wird seit 1997 als Vorortbahn vom Konsortium SuperVia betrieben (estacoesferroviarias.com.br).

Im November 1903 (Revista da Semana, auf estacoesferroviarias.com.br)
Im Januar 2018 (Foto: Jorge Alex, auf Google Maps)

Es ist anzunehmen, dass das Postamt anschließend zum Bahnhof verlegt wurde, obwohl ein einziger Bahnhofspoststempel, RMN-2151a (Abb. Rölli-Auktionen), dies vermerkt:

RMN-2151a (Rölli) 1878ff

Der Philatelist Claudio Coelho zeigte auch einen stummen Poststempel aus Realengo:

1887 (CC)
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Carimbologia Q-R

Raiz da Serra (train station/Bahnhof), Rio de Janeiro (RRJ-1325)

Atlas do Imperio do Brazil, 1868

Text update of October 11, 2026

Raiz da Serra (‘Root of the Mountains’) was the terminus of Brazil’s first railway line, the Estrada de Ferro Mauá, built in 1856 near Magé, at the foot of the Serra da Estrela. It began in 1854 in Porto Mauá, a harbour village on Guanabara Bay, which has ever since been directly associated with the entrepreneur Irineu Evangelista de Souza. Souza (1813–1889) was an industrialist, banker and politician. In recognition of his achievements, he was ennobled as Baron de Mauá as early as 1854 and, 20 years later, as Viscount with Grandezza. It is said that by 1867 his fortune exceeded the total budget of the Brazilian Empire, and in 1871 the New York Times described him as the ‘Rothschild of the South American continent’ (Wikipedia).

Mauá (Painting by Édouard Viennot)

In the 1940s, the station was renamed Villa Inhomerim and remains in operation to this day in the municipality of Magé. The name of the railway company has changed several times since its foundation: Estrada de Ferro Príncipe do Grão-Pará (1888–1890), E.F. Leopoldina (1890–1975), Rede Ferroviária Federal (1975–1997) and SuperVia (since 1997, freight transport only).

Photo: Amigos do Patrimônio, 2010

Nova Monteiro writes in Administrações e Agências Postaes do Brasil Império (Brasil Filatelico/RJ, 1934–1935; reprinted by SPP 1994–1999) that the station post office was created in June 1869 . The oldest postmark to date is RRJ-1325a (José A. Junges collection), which was listed by Paulo Ayres in Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942) under no. 1425.

RRJ-1325a (P.A. 1425) 1869ff, also in blue

RRJ-1325b (José A. Junges collection) features a double circle with the inscription ‘RAIZ DA SERRA’ (top) and the date from c. 1876 to 1890 inside.

RRJ-1325c (José A. Junges Collection) features a double circle with the inscription ‘RAIZ DA SERRA’ (top), a star-shaped ornament (bottom) and a date between 1890 and 1898 inside.

A mute postmark from this station comes from the José A. Junges Collection:

1882 (JJ)
estacoesferroviarias.com.br

Texto atualizado em 11 de outubro de 2026

Raiz da Serra foi o terminal da primeira linha ferroviária do Brasil, a Estrada de Ferro Mauá, construído em 1856 nas proximidades de Magé, em frente à Serra da Estrela. A linha teve início em 1854 em Porto Mauá, uma vila portuária na Baía de Guanabara, cujo nome, desde então, está diretamente ligado ao empresário Irineu Evangelista de Souza. Souza (1813–1889), industrial, banqueiro e político. Por seus méritos, foi nobilitado já em 1854 como Barão de Mauá e, 20 anos depois, como Visconde com Grandeza. Supostamente, por volta de 1867, sua fortuna era maior do que o orçamento total do Império Brasileiro e, em 1871, o “New York Times” o descreveu como o “Rothschild do continente sul-americano” (Wikipedia).

Mauá (pintura de Édouard Viennot)

Na década de 1940, a estação passou a se chamar Villa Inhomerim e permanece em operação até hoje no município de Magé. O nome da empresa ferroviária mudou várias vezes desde a sua fundação: Estrada de Ferro Príncipe do Grão-Pará (1888–1890), E.F. Leopoldina (1890–1975), Rede Ferroviária Federal (1975–1997) e SuperVia (desde 1997, apenas transporte de carga).

Foto: Amigos do Patrimônio, 2010

Nova Monteiro escreve em “Administrações e Agências Postais do Brasil Império” (Brasil Filatélico/RJ, 1934–1935; reimpressão SPP 1994–1999) que, em junho de 1869, foi criada a agência postal na estação ferroviária. O carimbo postal mais antigo conhecido até então é o RRJ-1325a (coleção de José A. Junges), que foi listado por Paulo Ayres no Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942) com o nº 1425.

RRJ-1325a (P.A. 1425) 1869ff, também em azul

O RRJ-1325b (coleção de José A. Junges) apresenta um círculo duplo com a inscrição RAIZ DA SERRA (na parte superior) e a data, de aproximadamente 1876 a 1890, no interior.

RRJ-1325c (Coleção de José A. Junges) apresenta um círculo duplo com a inscrição “RAIZ DA SERRA” (na parte superior), um ornamento em forma de estrela (na parte inferior) e, além disso, uma data entre 1890 e 1898 no interior.

Da coleção de José A. Junges provém um carimbo mudo desta estação:

1882 (JJ)
Colton & Colton: Provincia do Rio de Janeiro, 1866

Textaktualisierung vom 11. Oktober 2026

Raiz da Serra („Wurzel des Gebirges“) war die im Jahr 1856 nahe Magé vor der Serra da Estrela erbaute Endstation von Brasiliens erster Eisenbahnlinie, der Estrada de Ferro Mauá. Sie startete 1854 in Porto Mauá, einem Hafendorf an der Bucht von Guanabara, das seinen Namen seitdem direkt mit dem Unternehmer Irineu Evangelista de Souza verbindet. Souza (1813–1889) war Industrieller, Bankier und Politiker. Für seine Leistungen wurde er bereits 1854 als Baron de Mauá geadelt und 20 Jahre später als Vicomte mit Grandezza. Angeblich war sein Vermögen um 1867 größer als das Gesamtbudget des brasilianischen Kaiserreichs und im Jahr 1871 bezeichnete ihn die „New York Times“ als den „Rothschild des südamerikanischen Kontinents“ (Wikipedia).

Mauá (Gemälde von Édouard Viennot)

In den 1940er Jahren wurde die Station in Villa Inhomerim umbenannt und ist bis heute im Município Magé in Betrieb. Der Name der Bahngesellschaft wechselte seit der Gründung mehrfach: Estrada de Ferro Príncipe do Grão-Pará (1888–1890), E.F. Leopoldina (1890–1975), Rede Ferroviária Federal (1975–1997) und SuperVia (seit 1997, nur Güterverkehr).

Foto: Amigos do Patrimônio, 2010

Nova Monteiro schreibt in „Administrações e Agencias Postaes do Brasil Imperio” (Brasil Filatelico/RJ, 1934–1935; Nachdruck SPP 1994–1999), dass im Juni 1869 die Einrichtung eines Bahnhofspostamts beschlossen wurde. Der bisher älteste Poststempel ist RRJ-1325a (Samml. José A. Junges), der von Paulo Ayres in Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942) mit Nr. 1425 aufgeführt wurde.

RRJ-1325a (P.A. 1425) 1869ff, auch in Blau

RRJ-1325b (Samml. José A. Junges) hat einen Doppelkreis mit Inschrift RAIZ DA SERRA (oben) und das Datum ab ca. 1876 bis 1890 im Inneren.

RRJ-1325c (Samml. José A. Junges) hat einen Doppelkreis mit Inschrift RAIZ DA SERRA (oben), ein sternförmiges Ornament (unten) dazu ein Datum zwischen 1890 und 1898 innen.

Aus der Sammlung José A. Junges stammt ein stummer Poststempel von diesem Bahnhof:

1882 (JJ)
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Carimbologia Q-R

Quixeramobim, Ceará (QCE-0265)

Atlas do Imperio do Brazil, 1868

The origin and meaning of the name Quixeramobim have been a discussion object among scholars through centuries. Even the German botanist Carl Ph. Fr. von Martius (1794-1868) has tried to elucidate this mystery and mentioned a tupi-indian origin. But according to the Brazilian sociologist Analucia Sulina Bezerra, it seems now that the name has come from the Quixará, an ethnic group of the Tapuia-indians.

Quixeramobim was granted the status of a Villa as early as 1766, became a cidade in 1856, and on March 4, 1846 a local post office appeared, according to Nova Monteiro. If we consider that this town by 1880 had over 15 thousand inhabitants (Guia Postal do Imperio), one might wonder where all those imperial cancels are hidden.

The earliest example of a Quixeramobim cancel by now is QCE-0265a (Coll. José A. Junges): a double circle with the imprint QUIXERAMOBIM (above) and a date within the inner circle. Possibly there was an ornament below, which disappeared in the copy of 1896.

A second cancel, QCE-0265b (Coll. Dieter Kerkhoff), was applied at the stamp corner, has therefore very little information and could possibly be republican. Similar to the former, but now presenting (CEARÁ) between the circles (below). Seen on a stamp issued after 1897.

Carta da Republica dos Estados Unidos do Brazil, 1892

A origem e significado do nome Quixeramobim têm sido objeto de discussão entre estudiosos ao longo dos séculos. Mesmo o famoso botânico alemão Carl Philipp Fr. Von Martius (1794-1868) tentou elucidar esse mistério, citando uma origem tupi. Mas uma explicação mais recente, da socióloga Analucia Sulina Bezerra, diz que o nome deriva de Quixará, um grupo étnico tapuia.

Quixeramobim já era vila em 1766, tornou-se cidade em 1856, e, segundo nos conta Nova Monteiro, recebeu sua agência postal em 4 de março de 1846. Se considerarmos que a cidade tinha por volta de 1880 mais de 15 mil habitantes (Guia Postal do Império) , é de se perguntar onde foram parar os carimbos imperiais de lá.

O carimbo mais antigo de Quixeramobim até agora conhecido é QCE-0265a (Col. José A. Junges): um círculo duplo com a inscrição QUIXERAMOBIM (acima) e a data dentro do círculo interno. Talvez havia também um ornamento no arco inferior, que desapareceu no exemplar de 1896.

Um segundo carimbo, QCE-0265b (Col. Dieter Kerkhoff), foi aplicado num canto do selo, portanto informa muito pouco, e possívelmente seria republicano. Semelhante ao carimbo anterior, este agora apresenta (CEARÁ) dentro do arco inferior. Encontrado num selo emitido a partir de 1897.

Sociedade Geológica e Mineralógica, 1910

Viele Wissenschaftler rätselten jahrhundertlang über Ursprung und Bedeutung des Namens Quixeramobim. Sogar der deutsche Botaniker Carl Ph. Fr. von Martius (1794-1868) versuchte, dieses Problem zu durchleuchten, indem er auf eine tupi-indianische Abstammung tippte. Wie dennoch die brasilianische Soziologin Analucia Sulina Bezerra erklärte, der Begriff kommt von Quixará, einem Indianerstamm der Tapuias.

Quixeramobim bekam den Status einer Villa bereits in 1766, in 1856 wurde sie eine cidade, aber vorher schon, seit 04.03.1846, gab es dort ein Postamt, laut Nova Monteiro. Aber wenn wir lesen, dass vor 1880 der Ort schon über 15 Tausend Einwohner hatte (Guia Postal do Império), da fragt man sich, wo alle diese kaiserlichen Abstempelungen geblieben sind.

Der bisher früheste Stempel aus Quixeramobim ist QCE-0265a (Samml. José A. Junges): ein Doppelkreis mit der Inschrift QUIXERAMOBIM (oben) und einem Datum im Innenkreis. Möglicherweise gab es eine Verzierung unten, die leider auf der Marke mit Stempeldatum 1896 nicht mehr zu sehen ist.

Eine zweite Abstempelung, QCE-0265b (Samml. Dieter Kerkhoff), hat lediglich einen Markenrand erwischt. Dadurch ist ihr Informationsgehalt gering, sie könnte auch aus der Zeit der Republik sein. Außer den Angaben der vorherigen bringt diese Abstempelung auch (CEARÁ) zwischen den Kreisen (unten). Gesehen auf einer Marke, die ab 1897 ausgegeben wurde.

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Carimbologia Q-R

Quixadá, Ceará (QCE-0260)

Atlas do Imperio do Brazil, 1868

Print edition update of January 1st, 2026

The Freguesia de Jesus, Maria e José de Quixadá existed since November 1869 and belonged to the Vila de Quixeramobim. It was located on the north bank of the Riacho Sitiá, 170 km south of the provincial capital Fortaleza. In October 1870, it became a vila and in August 1889 a city.

According to the Imperial Mail Register (Tabella das Agencias do Correio do Império) of 1885, the station post office opened in 1871, and was already mentioned in the press in the following year:

Pedro II, July 20, 1872

However, there had previously been a post office agency in Quixadá, which was closed in November 1847, as reported in the official press of Rio de Janeiro:

Gazeta Official/RJ, 1 December 1847

After that, there was postal traffic to and from Quixadá from at least October 1849 onwards. It is not known whether there was a post office on site.

Cearense, 15 October 1849

No cancel with imperial date has been found by now, but QCE-0260a (Coll. José A. Junges), used at the beginning of the republican period, might have circulated before 1890: a double circle with the inscription QUIXADA (above) and the date within the inner circle.

Carta da Republica dos Estados Unidos do Brazil, 1892

Atualização em 1º de janeiro de 2026

A Freguesia de Jesus, Maria e José de Quixadá existia desde novembro de 1869 e pertencia à Vila de Quixeramobim. Situava-se na margem norte do Riacho Sitiá, 170 km ao sul da capital do estado, Fortaleza. Em outubro de 1870, tornou-se vila e, em agosto de 1889, cidade.

Segundo a Tabela de Agências do Correio do Império de 1885, a agência postal de lá foi criada em 1871, e já foi mencionada na imprensa no ano seguinte:

Pedro II, 20 de julho de 1872

No entanto, já havia anteriormente uma agência postal em Quixadá, que foi fechada em novembro de 1847, conforme noticiado no jornal oficial do Rio de Janeiro:

Gazeta Oficial/RJ, 01/12/1847

Depois disso, pelo menos a partir de outubro de 1849, houve tráfego postal de e para Quixadá. Não se sabe se havia uma agência postal local.

Cearense, 15/10/1849

Ainda não surgiu um carimbo com data do império de Quixadá, mas supostamente QCE-0260a (Col. José A. Junges) deve ter circulado também antes de 1890: este carimbo mostra um duplo círculo com a inscrição QUIXADÁ (acima) e a data dentro do círculo interno.

Sociedade Geologica e Mineralogia, 1910

Textaktualisierung vom 1. Januar 2026

Die Freguesia de Jesus, Maria e José de Quixadá bestand seit November 1869 und gehörte zur Vila de Quixeramobim. Sie lag am Nordufer des Riacho Sitiá, 170 km südlich der Provinzhauptstadt Fortaleza. Im Oktober 1870 wurde sie zur Vila und im August 1889 zur Stadt.

Das Verzeichnis der kaiserlichen Postämter (Tabella das Agencias do Correio do Império) von 1885 nennt das Jahr 1871 für die Gründung des Postamts, und schon im folgenden Jahr wurde es in der Presse erwähnt:

Pedro II, 20.07.1872

Allerdings gab es bereits früher eine Postagentur in Quixadá, die im November 1847 geschlossen wurde, wie in der Amtspresse von Rio de Janeiro gemeldet wurde:

Gazeta Official/RJ, 01.12.1847

Danach gab es zumindest ab Oktober 1849 Postverkehr von und nach Quixadá. Ob es ein Postamt vor Ort gab, ist nicht bekannt.

Cearense, 15.10.1849

Bisher wurde kein Stempel aus der brasilianischen Kaiserzeit gefunden, aber vermutlich war QCE-0260a (Samml. José A. Junges), von dem ein Exemplar aus den frühen Jahren der Republik vorhanden ist, auch vor 1890 in Gebrauch: ein Doppelkreis mit der Inschrift QUIXADA (oben) und dem Datum im Innenkreis.

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Carimbologia Q-R

Quissaman, Rio de Janeiro (QRJ-1020)

Atlas do Imperio do Brazil, 1868

See also N.S. do Desterro do Quissaman (NRJ-1205)

The parish of Nossa Senhora do Desterro de Quissaman was named after a region located south from Luanda, Angola, and which is now spelled Quiçama. Apparently, many slaves have come from there and contributed therefore for the perpetuation of their homeland’s name in Brazil. According to Paulo Novaes and Reinhold Koester, a post office was created on December 1855.

Since Reinhold Koester (Carimbologia do Brasil Clássico XXVIII, Lohmar, 1986) has already presented all cancels from this locality, it will be referred here only to those cancels which begin with Q. QRJ-0820a (Coll. José A. Junges) has a double circle with the inscription QUISSAMAN (above) and the date within the inner circle, whereas QRJ-0820b (Coll. José A. Junges) has the inscription QUISSAMÃ (above) and an ornament below. The former has exemplars founded between 1879 and 1889; the latter was used at least between 1889 and 1908.

Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) da Provincia do Rio de Janeiro, 1850

Veja também N.S. do Desterro do Quissaman (NRJ-1205)

A paróquia de Nossa Senhora do Desterro de Quissaman foi batizada segundo uma região localizada ao sul de Luanda, Angola, e que hoje se chama Quiçama. Ao que tudo indica, houve tantos escravos vindos de lá para o nordeste fluminense, que o nome africano acabou perpetuado em solo brasileiro. Paulo Novaes e Reinhold Koester apontam a data de 24 de dezembro de 1855 para a criação da agência postal local. Quissamã foi elevado a município em 1989.

Visto que Koester já listou todos os carimbos imperiais de Quissaman (Carimbologia do Brasil Clássico XXVIII, Lohmar, 1986), só os carimbos com a inicial Q serão aqui apresentados. QRJ-0820a (Col. José A. Junges) tem um duplo círculo com a inscrição QUISSAMAN (acima) e a data dentro do círculo interno, enquanto que, em QRJ-0820b (Col. José A. Junges), o duplo círculo tem a inscrição QUISSAMÃ acima e um florão ornamental abaixo. O carimbo anterior tem exemplares datados entre 1879 e 1889; já o segundo foi utilizado pelo menos entre 1889 e 1908.

Colton & Colton: Provincia do Rio de Janeiro, 1866

Die Pfarrei Nossa Senhora do Desterro de Quissaman wurde nach einem Gebiet südlich von Luanda in Angola genannt, das heutzutage Quiçama geschrieben wird. Dorther sind wohl zahlreiche Sklaven in die Gegend nordöstlich von Rio verschleppt worden, so dass der afrikanische Heimatbegriff in Brasilien verewigt wurde. Sowohl Paulo Novaes als auch Reinhold Koester nennen als Entstehungsdatum fürs Postamt den 24.12.1855.

Da Koester bereits alle bisher bekannten Quissaman-Stempel gelistet hat (Carimbologia do Brasil Clássico XXVIII, Lohmar, 1986), wird hier nur an die Stempel erinnert, die mit Q beginnen. So hat QRJ-1020a (Samml. José A. Junges) einen Doppelkreis mit der Inschrift QUISSAMAN (oben) und das Datum im Innenkreis, während QRJ-1020b (Samml. José A. Junges) präsentiert die Schreibweise QUISSAMÃ (oben) und eine Verzierung unten. Der erste Stempel hat Exemplare zwischen den Jahren 1879 und 1889; der zweite wurde zumindest zwischen 1889 und 1908 benutzt.

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Carimbologia Q-R

Quiririm (train station/Estação/Bahnhof), São Paulo (QSP-1050)

EFCB 1898 (IBGE)

Text update of January 1st 2026

The Estrada de Ferro do Norte (or E.F. D. Pedro II) was built from 1876 on and should connect São Paulo to the D. Pedro II railway near Cachoeira Paulista in 1877. According to Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br), a train stop was made from December 1876 on at the Fazenda Quiririm next to the north bank of the the Paraiba do Sul River near Taubaté 130 km northeast of the capital São Paulo, but until July 1885 no station house was there:

Correio Paulistano, July 15, 1885

However, it seems that it did not take long for the station building to be completed, as the station post office was announced in the Rio press in December 1886:

Gazeta de Noticias/RJ, 15 December 1886

The railway line went to E. F. Central do Brasil in 1896 and was closed in 1953. Today, neither the tracks nor the station building remain.

In 1952 (estacoesferroviarias.com.br)
In January 1999 (estacoesferroviarias.com.br)

The only postmark from the 19th century to date is QSP-1050a (Fig. Mário Celso Orsi Jr.):

QSP-1050a (MO) 1895
J. M. Ribeiro Lisboa: Provincia de São Paulo, 1884

Texto atualizado em 1º de janeiro de 2026

A Estrada de Ferro do Norte (ou E.F. D. Pedro II) começou a ser construída em 1876 e deveria ligar a capital provincial paulista com a E.F. D. Pedro II na altura de Cachoeira Paulista em 1877. Segundo Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br), havia uma parada do trem a partir de dezembro de 1876 na Fazenda Quiririm, próxima à margem norte do Paraíba do Sul no município de Taubaté, 130 km a nordeste da capital provincial São Paulo. Mas ainda em julho de 1885 o prédio da estação ferroviária ainda não estava pronto:

Correio Paulistano, 15 de julho de 1885

Aparentemente, porém, a construção não durou mais muito tempo, pois a agência dos correios correspondente foi anunciada pela imprensa do Rio em dezembro de 1886:

Gazeta de Notícias/RJ, 15/12/1886

A linha férrea foi transferida para a E. F. Central do Brasil em 1896 e desativada em 1953. Hoje, nem os trilhos nem o prédio da estação ferroviária existem mais.

Em 1952 (estacoesferroviarias.com.br)
Em janeiro de 1999 (estacoesferroviarias.com.br)

O único carimbo postal do século XIX conhecido até agora é o QSP-1050a (fig. Mário Celso Orsi Jr.):

QSP-1050a (MO) 1895
Google Maps

Textaktualisierung am 1. Januar 2026

Die Estrada de Ferro do Norte (oder E.F. D. Pedro II) wurde ab 1876 gebaut und sollte São Paulo mit Rio de Janeiro verbinden, was nun im Jahr 1877 in Cachoeira Paulista geschah. Nach Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br) sollte ab Dezember 1876 eine Haltestelle an der Fazenda Quiririm nah am Nordufer des Paraíba do Sul bei Taubaté, 130 km nordöstlich der Provinzhauptstadt São Paulo errichtet werden, die jedoch im Juli 1885 noch nicht fertig war:

Correio Paulistano, 15.07.1885

Scheinbar dauerte es aber nicht mehr lange mit dem Bahnhofsgebäude, da das dazu gehörige Postamt im Dezember 1886 durch die Presse in Rio angekündigt wurde:

Gazeta de Noticias/RJ, 15.12.1886

Die Bahnlinie ging 1896 zur E. F. Central do Brasil und wurde 1953 stillgelegt. Heute sind weder Gleise noch das Bahnhofsgebäude übrig geblieben.

Im Jahr 1952 (estacoesferroviarias.com.br)
Im Januar 1999 (estacoesferroviarias.com.br)

Der bisher einzige Poststempel aus dem 19. Jahrhundert ist QSP-1050a (Abb. Mário Celso Orsi Jr.):

QSP-1050a (MO) 1895
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Carimbologia Q-R

Quirino (train station/Estação/Bahnhof), Rio de Janeiro (QRJ-2030)

EFCB in 1898 (IBGE)

According to Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br), a train station of the União Valenciana railway was inaugurated on May 1st, 1871 near the Quirino River in the Valença municipality. It belonged to the Jacutinga branch, which would improve postal and transport connections to the Minas Gerais province.

Nevertheless, a station post office came only fifteen years later, as the local press tell us:

O Paiz, April 4, 1886

QRJ-2030a (Coll. José A. Junges) is the only known cancel from the imperial Quirino by now: A double circle with the imprints QUIRINO (above) and (EST.) below, with its date within the inner circle. Known for 1889 and 1890.

Estações (…) de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Geraes, 1880

Segundo Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br), uma estação da E.F. União Valenciana foi inaugurada em 1º de maio de 1871 perto do Rio Quirino, no município de Valença, mais precisamente no Ramal de Jacutinga, e que se traria melhoramentos no transporte postal, de cargas e passageiros com a província de Minas Gerais.

Entretanto, a agência postal da estação só chegaria 15 anos mais tarde, conforme comunicado da imprensa:

O Paiz, 4 de abril de 1886

QRJ-2030a (Col. José A. Junges) é o único carimbo da estação de Quirino até agora encontrado: um duplo círculo com as inscrições QUIRINO acima e (EST.) abaixo, além da data dentro dcírculo interno. Encontrado par os anos de 1887 e 1890.

agenciaspostais.com.br

Laut Ralph Giesbrecht (estacoesferroviarias.com.br), am 01.05.1871 wurde ein Bahnhof der Estrada de Ferro União Valenciana am Quirino-Fluss bei Valença eingeweiht. Die Bahnstrecke war die Jacutinga Abzweigung und sollte die Verkehrsanbindung zur Provinz Minas Gerais verbessern.

Dennoch, erst 15 Jahre später kam das dazu gehörende Bahnhofspostamt, wie die Lokalpresse berichtet:

O Paiz, 04.04.1886

QRJ-2030a (Samml. José A. Junges) ist bisher der einzig bekannte Quirino-Stempel der Kaiserzeit: ein Doppelkreis mit der Inschrift QUIRINO (oben) und (EST.) unten, dazu das Datum im Innenkreis. Es sind Exemplare aus den Jahren 1889 und 1890 bekannt.

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Carimbologia Q-R

Quipapá, Pernambuco (QPE-0485)

Atlas do Império do Brazil, 1868

Text update of January 1, 2026

Since June 1857, Quipapá had been a district in the municipality of Panelas, located 180 km southwest of the provincial capital Recife. The village of Nossa Senhora da Conceição de Quipapá was founded in 1879, but the post office had been established four years earlier, as was revealed in a local press note:

Diário de Pernambuco, August 4, 1875)

There are two possible meanings of such a strange name. The first would be a derivate from Quipacá, which would mean a slave hideout, in an African dialect. A second explanation has an Indian background for that region: Quipaquipá would mean many cactuses.

By 1880, according to the Guia Postal do Império, Quipapá had already over fifteen thousand inhabitants. No wonder that a train station of the railway from Recife to the São Francisco River was built there in January 1885. Immediately, the post services proceeded by train:

Diário de Pernambuco, January 15, 1885

The earlier cancel from Quipapá may have been the French-type QPE-0485a (Collection Jorge L. Pedreira), which consisted of a small double circle with the local name in-between (above) and the typical star between parentheses (below). The date, if applied, was manuscript within the inner circle. A railway cancel appeared later, QPE-0485b (Coll. José A. Junges): a double circle with EST. QUIPAPÁ in-between (above) and PERNAM.o (below), with a date (1891) within the inner circle.

Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) das Provincias de Pernambuco, Alagoas e Sergipe, 1848

Texto atualizado em 1º de janeiro de 2026

Desde junho de 1857, Quipapá era um distrito do município de Panelas, localizado 180 km a sudoeste da capital do estado, Recife. A vila de Nossa Senhora da Conceição de Quipapá foi fundada em 1879, mas a agência dos correios já havia sido construída quatro anos antes, conforme se soube por meio de uma nota da imprensa local:

Diário de Pernambuco, 4/8/1875

Existem duas explicações possiveis para esse nome estranho. A primeira seria originária de Quipacá, que significaria um esconderijo de escravos fugidos, num dialeto africano. A segunda seria derivada da palavra indígena Quipaquipá, que significaria muitos cactos.

Segundo o Guia Postal do Imperio de 1880, Quipapá já teria mais de 15 mil habitantes naquela época. Não admira, portanto, que em janeiro de 1885 foi lá construída uma estação da E.F. de Recife ao São Francisco. A partir de então, os malotes de correio de e para a localidade foram transportados por via férrea:

Diário de Pernambuco, 15/1/1885

Até agora, o mais antigo carimbo conhecido de Quipapá é um tipo francês, QPE-0485a (Col. Jorge L. Pedreira), que consistia num pequeno duplo círculo. Inscrição acima com o topônimo, e abaixo temos a típica estrelinha entre parênteses. A data, quando havia, ficava dentro do círculo interno. Mais tarde surgiu um carimbo ferroviário, QPE-0485b (Col. José A. Junges): um duplo círculo com a inscrição EST. QUIPAPÁ (acima) e PERNAM.o (abaixo), com a data (1891) dentro do círculo interno.

Carta Corogreaphica da Provincia de Pernambuco, 1880

Textaktualisierung am 1. Januar 2026

Seit Juni 1857 war Quipapá ein Distrito im Município de Panelas, der 180 km südwestlich der Provinzhauptstadt Recife lag. Die Villa von Nossa Senhora da Conceição de Quipapá wurde 1879 gegründet, aber das Postamt wurde bereits vier Jahre früher errichtet, wie man inzwischen durch einen Lokalpressebericht erfahren konnte:

Diário de Pernambuco, 04.08.1875

Dieser auch für brasilianische Ohren merkwürdige Name hat zwei mögliche Erklärungen. Er kommt entweder von Quipacá, was in einem afrikanischen Dialekt so viel wie Sklavenversteck bedeuten würde, oder von Quipaquipá, was in der Indianersprache viele Kakteen hieße. Der Guia Postal do Império für 1880 zählt über fünfzehntausend Einwohner in Quipapá. Kein Wunder, dass dort ein Bahnhof der Estrada de Ferro do Recife ao São Francisco im Januar 1885 errichtet wurde. Sofort danach wurde die Post dort per Zug befördert:

Diário de Pernambuco, 15.01.1885

Der erste Quipapá-Stempel dürfte ein “Französischen-Typs” sein: QPE-0485a (Samml. Jorge L. Pedreira) hatte einen kleinen Doppelkreis mit dem Ortsnamen dazwischen (oben) und dem typischen Stern in Klammern (unten). Falls vorhanden, wurde ein Datum per Hand in den Innenkreis eingetragen. Später gab es auch einen Bahnhofstempel, QPE-0485b (Samml. José A. Junges): einen Doppelkreis mit EST. QUIPAPÁ dazwischen (oben) und PERNAM.o (unten), dazu das Datum (1891) im Innenkreis.