
This port was established around 1800 on the north bank of the Paraíba do Sul, 310 km south of what would later become the provincial capital, Ouro Preto. At that time, it was situated within the territory of Vila de Mariana. It was subsequently administered by the municipalities of Pomba and São João Nepomuceno, until it was finally placed under the jurisdiction of the Freguesia de São José d’Além Paraíba in July 1832, which at that time belonged to the Município de Mar d’Hespanha. And so it has remained to this day, after Além Paraíba’s establishment as an independent Município in November 1880.
As can be seen from the minutes of the Imperial Ministry, a decision was taken in July 1851 to establish a post office:

Nova Monteiro notes in Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934–5; Reprint SPP 1994–1999) that this took place in October 1858. The agency was closed in June 1861:

However, the post office reopened four months later, as P. Novaes notes on agenciaspostais.com.br. The first postmark, the rare PMG-2020a (collection of Fuad Ferreira Fo.), probably dates from this initial period of operation:

In August 1871, the E.F. D. Pedro II railway company opened a station there, which was initially intended to serve as the terminus of the Porto Novo branch line. From July 1885, the E.F. Leopoldina also began serving this station, turning Porto Novo do Cunha into an important transit station.
The main line of the D. Pedro II was transferred to the E.F. Central do Brasil in 1890 (from 1911 as the so-called Linha Auxiliar), to the E.F. Leopoldina in 1965, and from 1975 until its closure in 1996 it belonged to Rede Ferroviária Federal S.A. (estacoesferroviarias.com.br). Today, the tracks are still in place and the station building is used as a cultural centre with a museum.


The directory of imperial post offices (Tabela das Agências do Correio do Império, Rio de Janeiro, 1885) indicates that there had been a station post office since 1871. As the same source no longer lists a post office at the harbour, we can assume that the previous post office was relocated there at that time. The Postal Report (Relatório dos Correios) for the year 1886 gives July 1885 as the date for this, although this was presumably the date on which responsibility for this station passed from the province of Rio de Janeiro to Minas Gerais.
The oldest postmark from the station post office is PMG-4000a. This also appears in blue and was assigned No. 1418 by P. Ayres in Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942):

This was followed by PMG-2020b, also appearing in blue and also recorded by P. Ayres, this time under No. 1378:

Next came PMG-4000b:

Towards the end of the Brazilian Empire, two TPO postmarks also appeared: PMG-4001a (P. Ayres No. 1698) and PMG-4001b (illustration on agenciaspostais.com.br).


In Carimbologia XXXII, R. Koester presented two handwritten cancellations from Porto Novo do Cunha, which could originate from either the harbour post office or the railway station post office:

Finally, James Dingler and Klerman W. Lopes presented four mute postmarks from Porto Novo do Cunha in Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império (Brazil Philatelic Association, Rio de Janeiro, 2000):


Esse porto surgiu por volta de 1800, na margem norte do rio Paraíba do Sul, 310 km ao sul da futura capital provincial, Ouro Preto. Naquela época, ele ficava no território da Vila de Mariana. Posteriormente, passou a ser administrado pelos municípios de Pomba e São João Nepomuceno, até que, em julho de 1832, foi finalmente subordinado à Freguesia de São José d’Além Paraíba, que na época pertencia ao Município de Mar d’Hespanha. E assim permaneceu até hoje, após Além Paraíba ter se tornado um município independente em novembro de 1880.
Conforme consta da ata do Ministério do Império, em julho de 1851 foi criada sua agência postal:

Nova Monteiro menciona, a esse respeito, em Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934-5; Reimpressão SPP 1994-1999) uma data de outubro de 1858. Esta agência foi fechada em junho de 1861:

No entanto, a agência postal foi reaberta quatro meses depois, conforme relata P. Novaes no site agenciaspostais.com.br. Provavelmente, desse primeiro período de funcionamento data o primeiro carimbo postal, o raro PMG-2020a (Coleção Fuad Ferreira Fo.):

Em agosto de 1871, a E.F. D. Pedro II inaugurou ali uma estação, que inicialmente deveria servir como terminal do ramal de Porto Novo. A partir de julho de 1885, a E.F. Leopoldina também passou a fazer paradas nessa estação, o que transformou Porto Novo do Cunha em uma importante estação de trânsito.
A linha principal da D. Pedro II passou, em 1890, para a E.F. Central do Brasil (a partir de 1911, na chamada Linha Auxiliar); em 1965, para a E.F. Leopoldina; e, de 1975 até o fechamento, em 1996, pertenceu à Rede Ferroviária Federal S.A. (estacoesferroviarias.com.br). Hoje, os trilhos ainda existem e o prédio da estação é utilizado como centro cultural com museu.


Uma curiosidade: o Almanak Laemmert lista, a partir de 1897, Priamo Cavalcanti Sobral Pinto como agente da estação em Porto Novo do Cunha. Este era o pai do famoso jurista Heráclito Fontoura Sobral Pinto (1893-1991), um ícone entre advogados brasileiros.
Conforme consta na Tabela das Agências do Correio do Império (Rio de Janeiro, 1885), havia uma agência dos correios na estação ferroviária desde 1871. Como a mesma fonte não menciona mais nenhuma agência dos correios no porto, podemos supor que a agência existente na época tenha sido transferida para a estação. No Relatório dos Correios referente ao ano de 1886, julho de 1885 é indicado como a data dessa criação; no entanto, essa data provavelmente corresponde ao momento em que a administração dessa estação passou da província do Rio de Janeiro para a de Minas Gerais.
O carimbo postal mais antigo da agência dos correios da estação ferroviária é o PMG-4000a. Ele também existe na cor azul e recebeu de P. Ayres, no Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942), o nº 1418:

Em seguida, veio o PMG-2020b, também existente na cor azul e registrado por P. Ayres, desta vez sob o nº 1378:

Depois dele, veio o PMG-4000b:

No final do Império, surgiram também dois carimbos postais utilizados em coreio ambulante: PMG-4001a (P. Ayres n.º 1698) e PMG-4001b (imagem em agenciaspostais.com.br).


R. Koester apresentou em Carimbologia XXXII duas obliterações manuscritas de Porto Novo do Cunha, que poderiam ser originárias tanto da agência postal do porto quanto da estação ferroviária:

James Dingler e Klerman W. Lopes, por fim, apresentaram em Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império (Clube Filatélico do Brasil, Rio de Janeiro, 2000) quatro carimbos mudos de Porto Novo do Cunha:


Dieser Hafen entstand um 1800 am Nordufer des Paraíba do Sul, 310 km südlich der späteren Provinzhauptstadt Ouro Preto. Zu dieser Zeit lag er im Gebiet der Vila de Mariana. Später stand er unter der Verwaltung der Gemeinden Pomba und São João Nepomuceno, bis er im Juli 1832 schließlich der Freguesia de São José d’Além Paraíba unterstellt wurde, die damals zum Município de Mar d’Hespanha gehörte. Und so ist es bis heute geblieben, nachdem Além Paraíba im November 1880 ein eigenständiger Município wurde.
Wie aus dem Protokoll des Imperialministeriums hervorgeht, wurde im Juli 1851 die Einrichtung eines Postamts beschlossen:

Nova Monteiro schreibt hierfür in Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatelico/RJ, 1934-5; Reprint SPP 1994-1999) den Oktober 1858, was der Inbetriebnahme der Agentur entsprechen könnte. Diese wurde im Juni 1861 geschlossen:

Das Postamt wurde jedoch vier Monate später wieder geöffnet, wie P. Novaes in agenciaspostais.com.br schreibt. Aus diesen ersten Betriebszeiten stammt wohl der erste Poststempel, der seltene PMG-2020a (Sammlg. Fuad Ferreira Fo.):

Im August 1871 eröffnete die Eisenbahngesellschaft E.F. D. Pedro II dort einen Bahnhof, der zunächst als Endstation des Zweigs Porto Novo dienen sollte. Ab Juli 1885 fuhr auch die E.F. Leopoldina diesen Bahnhof an, wodurch Porto Novo do Cunha zu einem wichtigen Transitbahnhof wurde.
Die Hauptlinie der D. Pedro II ging 1890 an die E.F. Central do Brasil (ab 1911 in der sogenannten Linha Auxiliar), 1965 an die E.F. Leopoldina und von 1975 bis zur Stilllegung im Jahr 1996 gehörte sie der Rede Ferroviária Federal S. A. (estacoesferroviarias.com.br). Heute sind die Gleise noch vorhanden und das Bahnhofsgebäude wird als Kulturzentrum mit Museum genutzt.


Dem Verzeichnis der kaiserlichen Postämter (Tabella das Agencias do Correio do Imperio, Rio de Janeiro, 1885) ist zu entnehmen, dass es seit 1871 ein Bahnhofspostamt gab. Da die gleiche Quelle keine Postagentur mehr am Hafen aufführt, können wir davon ausgehen, dass das bisherige Postamt damals dorthin verlegt wurde. Im Postbericht (Relatorio dos Correios) für das Jahr 1886 wird hierfür der Juli 1885 als Datum angegeben, was jedoch vermutlich der Zeitpunkt war, zu dem die Zuständigkeit für diesen Bahnhof von der Provinz Rio de Janeiro zu Minas Gerais wechselte.
Der älteste Poststempel aus dem Bahnhofspostamt ist PMG-4000a. Dieser kommt auch in der Farbe Blau vor und erhielt von P. Ayres in Catálogo de Carimbos Brasil-Império die Nr. 1418:

Es folgte PMG-2020b, ebenfalls in Blau vorkommend und auch v. P. Ayres erfasst, diesmal unter Nr. 1378:

Danach kam PMG-4000b:

Gegen Ende des Kaiserreichs kamen auch zwei Poststempel auf, die in fahrenden Wagons verwendet wurden: PMG-4001a (P. Ayres Nr. 1698) und PMG-4001b (Abbildung auf agenciaspostais.com.br).


R. Koester präsentierte in Carimbologia XXXII zwei handschriftliche Entwertungen aus Porto Novo do Cunha, die sowohl aus dem Hafen- als auch aus dem Bahnhofspostamt stammen könnten:

James Dingler und Klerman W. Lopes haben schließlich in Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império (Brazil Philatelic Association, Rio de Janeiro, 2000) vier stumme Poststempel aus Porto Novo do Cunha vorgestellt:
