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Carimbologia O-P

Ponte dos Leites, Rio de Janeiro (PRJ-1270)

Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) da Provincia do rio de Janeiro, 1850

The “Ponte dos Leites” (Leite Family Bridge) was built at the beginning of the 19th century on the northern shore of Lake Araruama, 110 km west of the capital, Rio de Janeiro. The patriarch, Bento Leite de Andrade, was such a powerful landowner that the river now known as the Rio das Moças was still called the Rio Bento Leite around 1850 (see map above). A harbour and a warehouse for wholesalers were later built near the bridge. In February 1859, the area became part of the newly founded Município de Araruama. Since January 1890, Ponte dos Leites has been a neighbourhood of the town Araruama.

The directory of imperial post offices (Tabella das Agências do Correio do Império, Rio de Janeiro, 1885) shows that a post office was created there in 1878. It began operations the following January, as reported by the press in Rio de Janeiro:

Jornal do Comércio, 22 January 1879

The oldest postmark is PRJ-1270a. It was recorded as No. 1410 in Paulo Ayres’ Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942) and can be seen here with a slightly corrected postmark frame (José A. Junges collection):

PRJ-1270a (P.A. 1410 – JJ) 1878ff–1882ff

This was followed by the double-circle PRJ-1270b (fig. Koester, in Carimbologia XXXII):

PRJ-1270b (RK) 1885

Next came PRJ-1270c (fig. Koester, op. cit.):

PRJ-1270c (RK) 1887-1897
Bellegard-Niemeyer: Carta Corographica do Rio de Janeiro, 1866

A Ponte dos Leites foi construída no início do século XIX, na margem norte do Lago de Araruama, 110 km a oeste da capital, Rio de Janeiro. O patriarca Bento Leite de Andrade era um fazendeiro tão poderoso que, por volta de 1850, o atual Rio das Moças ainda se chamava Rio Bento Leite. Mais tarde, foram construídos junto à ponte um porto e um armazém para atacadistas. Em fevereiro de 1859, a área passou a fazer parte do recém-criado Município de Araruama. Desde janeiro de 1890, Ponte dos Leites é um bairro de Araruama.

A Tabela das Agências do Correio do Império (Rio de Janeiro, 1885) indica que havia uma agência dos correios no local desde 1878. Ela entrou em funcionamento no mês de janeiro seguinte, conforme noticiado pela imprensa do Rio de Janeiro:

Jornal do Comércio, 22 de janeiro de 1879

O carimbo postal mais antigo é o PRJ-1270a. Ele foi registrado no Catálogo de Carimbos Brasil-Império, de Paulo Ayres (São Paulo, 1937, 1942), com o nº 1410, e pode ser visto aqui com uma moldura de carimbo levemente corrigida (coleção de José A. Junges):

PRJ-1270a (P.A. 1410 – JJ) 1878ff – 1882ff

Em seguida, veio o carimbo circular PRJ-1270b (fig. Koester, em Carimbologia XXXII):

PRJ-1270b (RK) 1885

Depois, veio o PRJ-1270c (fig. Koester, op. cit.):

PRJ-1270c (RK) 1887-1897
Google Maps

Die „Ponte dos Leites“ (Brücke der Familie Leite) wurde zu Beginn des 19. Jahrhunderts am Nordufer des Araruama-Sees, 110 km westlich der Hauptstadt Rio de Janeiro, gebaut. Der Patriarch Bento Leite de Andrade war ein so mächtiger Großgrundbesitzer, dass der heutige Fluss Rio das Moças um 1850 noch Rio Bento Leite hieß. An der Brücke wurden später ein Hafen und ein Lager für Großhändler errichtet. Im Februar 1859 ging das Gebiet in den neu gegründeten Município de Araruama über. Seit Januar 1890 ist Ponte dos Leites ein Stadtteil von Araruama.

Aus dem Verzeichnis der kaiserlichen Postämter (Tabella das Agências do Correio do Império, Rio de Janeiro, 1885) geht hervor, dass dort seit 1878 ein Postamt gab. Dieses nahm den Betrieb im folgenden Januar auf, wie die Presse aus Rio de Janeiro berichtete:

Jornal do Commercio, 22.01.1879

Der älteste Poststempel ist PRJ-1270a. Er wurde im Paulo Ayres‘ Catálogo de Carimbos Brasil-Império (S. Paulo, 1937, 1942) mit Nr. 1410 erfasst und ist hier mit einem leicht korrigierten Stempelrahmen (Sammlg. José A. Junges) zu sehen:

PRJ-1270a (P.A. 1410 – JJ) 1878ff-1882ff

Es folgte der Doppelkreis PRJ-1270b (Abb. Koester, in Carimbologia XXXII):

PRJ-1270b (RK) 1885

Danach kam PRJ-1270c (Abb. Koester, op.cit.):

PRJ-1270c (RK) 1887-1897
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Carimbologia O-P

Ponte do Tieté, São Paulo (PSP-0965)

J.M. Ribeiro Lisboa: Provincia de São Paulo, 1884

Other names: Correnteza Porta, Nossa Senhora dos Remédios do Tieté, Anhembi

The Chapel of Nossa Senhora dos Remédios da Ponte do Tieté was built in February 1862. It was situated on the south-western bank of the River Tietê in the area of Vila de Botucatu, 220 kilometres north-west of the provincial capital, São Paulo. In February 1866, it was designated a parish (freguesia) and, in July 1867, became part of Vila de Constituição. Two years later, it was once again placed under the jurisdiction of Vila de Botucatu. Ponte do Tieté became a vila in April 1891 and has been the Município de Anhembi since November 1906. This is the indigenous name for the River Tietê and means ‘river of the coots’.

As reported by the regional press, the local post office was created in April 1881:

Jornal da Tarde, 9 April 1881

The oldest postmark to date is PSP-0965a (fig. Jorge L. Pedreira):

PSP-0965a (JLP) 1889–1892
Mappa da Provincia de São Paulo, 1886

Outros nomes: Correnteza Porta, Nossa Senhora dos Remédios do Tieté, Anhembi

A capela de Nossa Senhora dos Remédios da Ponte do Tieté foi construída em fevereiro de 1862. Localizava-se na margem sudoeste do rio Tietê, no território da Vila de Botucatu, a 220 quilômetros a noroeste da capital provincial, São Paulo. Em fevereiro de 1866, foi elevada à freguesia e, em julho de 1867, passou a fazer parte da Vila de Constituição. Dois anos depois, voltou a ser subordinada à Vila de Botucatu. Ponte do Tietê tornou-se vila em abril de 1891 e, desde novembro de 1906, é conhecida como Município de Anhembi. Esse é o nome indígena do rio Tietê e significa “rio dos inhambus”.

Conforme divulgado pela imprensa regional, a agência dos correios local é de abril de 1881:

Jornal da Tarde, 09/04/1881

O carimbo postal mais antigo encontrado até o momento é o PSP-0965a (Ilustração: Jorge L. Pedreira):

PSP-0965a (JLP) 1889-1892
Carta da Republica dos Estados Unidos do Brazil, 1892

Andere Namen: Correnteza Porta, Nossa Senhora dos Remedios do Tieté, Anhembi

Die Kapelle Nossa Senhora dos Remédios da Ponte do Tieté wurde im Februar 1862 errichtet. Sie lag am Südwestufer des Tietê im Gebiet der Vila de Botucatu, 220 Kilometer nordwestlich der Provinzhauptstadt São Paulo. Im Februar 1866 wurde sie zur Freguesia ernannt und ging im Juli 1867 zur Vila de Constituição. Zwei Jahre später wurde sie wieder der Vila de Botucatu untergeordnet. Ponte do Tieté wurde im April 1891 zur Vila und heißt seit November 1906 Município de Anhembi. Dies ist der indigene Name für den Fluss Tietê und bedeutet „Fluss der Steißhühner”.

Wie die regionale Presse bekannt gab, gab es dort seit April 1881 ein Postamt:

Jornal da Tarde, 09.04.1881

Der bisher älteste Poststempel ist PSP-0965a (Abb. Jorge L. Pedreira):

PSP-0965a (JLP) 1889-1892
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Carimbologia O-P

Ponte de/do Cimento, Rio de Janeiro (PRJ-1265)

Almanak Lammert, 1892

Other names: Coronel Joaquim Ovídio, Henrique Nora (1894, 1944)

This settlement, too, has since disappeared from the map. It was a locality – or perhaps more accurately a fazenda – closely associated with the entrepreneur Joaquim Ovídio Saraiva de Carvalho (?–1884). It was situated on the banks of the River Piraí in the municipality of the same name, 110 km north-west of the imperial capital, Rio de Janeiro.

According to reports in the capital’s press, a post office began operations in February 1877:

Diario do Rio de Janeiro, 11 February 1877

The oldest postmark found to date is PRJ-1265a (illustration by Felipe Piccinini):

PRJ-1265a (FP) 1877ff

Paulo Novaes writes on agenciaspostais.com.br that a station operated by the E.F. Pirahyense railway company had been in service there since June 1883, and we can assume that the post office was relocated there. The railway line was taken over by E.F. de Sant’Anna in 1885, by V.F. Sapucaí in 1889, and by Rede Sul-Mineira in 1910; from around 1931 until its closure in 1963, it belonged to Rede Mineira de Viação. Today, neither the station nor the tracks can be found.

The station was renamed three times: in April 1894 to Henrique Nora, in May 1923 to Cel Joaquim Ovídio, and in April 1944 back to Henrique Nora.

The following postmark PRJ-1265b (image: Corinphila Auctions) presumably originates from the station post office, although the corresponding designation is missing.

PRJ-1265b (CO) 1883–1886

In Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império (Brazil Philatelic Association, Rio de Janeiro, 2000), James Dingler and Klerman W. Lopes assigned two different numbers to a silent postmark from Ponte do Cimento, without realising that these refer to one and the same item:

BPA 2289 = BPA 2298 (1883)
Mappa Postal 1888 (agenciaspostais.com.br)

Outros nomes: Coronel Joaquim Ovídio, Henrique Nora (1894, 1944)

Essa localidade também já desapareceu do mapa. Tratava-se de um povoado — ou talvez de uma fazenda — intimamente ligado ao empresário Joaquim Ovídio Saraiva de Carvalho (?–1884). Ficava às margens do rio Piraí, no município de mesmo nome, a 110 km a noroeste da capital imperial Rio de Janeiro.

Conforme consta na imprensa da capital, uma agência dos correios entrou em funcionamento em fevereiro de 1877:

Diário do Rio de Janeiro, 11/02/1877

O carimbo postal mais antigo encontrado até o momento é o PRJ-1265a (ilustração de Felipe Piccinini):

PRJ-1265a (FP) 1877ff

Paulo Novaes escreve no site agenciaspostais.com.br que, desde junho de 1883, havia ali uma estação ferroviária da E.F. Pirahyense em funcionamento, e podemos supor que a agência dos correios tenha sido transferida para lá. A linha ferroviária passou a pertencer à E.F. de Sant’Anna em 1885, à V.F. Sapucaí em 1889 e à Rede Sul-Mineira em 1910; de aproximadamente 1931 até o fechamento, por volta de 1963, pertenceu à Rede Mineira de Viação. Hoje, nem a estação nem os trilhos podem ser encontrados.

A estação foi renomeada três vezes: em abril de 1894 para Henrique Nora, em maio de 1923 para Cel Joaquim Ovídio e, em abril de 1944, voltou a se chamar Henrique Nora.

O carimbo postal a seguir, PRJ-1265b (imagem: Leilões Corinphila), provavelmente é da agência dos correios da estação, embora falte a designação correspondente.

PRJ-1265b (CO) 1883-1886

James Dingler e Klerman W. Lopes, em Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império (Clube Filatélico do Brasil, Rio de Janeiro, 2000), atribuíram dois números a um carimbo postal mudo de Ponte do Cimento, sem perceber que se tratava de um único e mesmo objeto:

BPA 2289 = BPA 2298 (1883)
Estrada de Ferro Central do Brasil, 1890

Andere Namen: Coronel Joaquim Ovídio, Henrique Nora (1894, 1944)

Auch diese Ortschaft ist inzwischen von der Karte verschwunden. Es handelte sich hierbei um eine Siedlung – oder vielleicht eher eine Fazenda –, die eng mit dem Unternehmer Joaquim Ovídio Saraiva de Carvalho (?–1884) verbunden war. Sie lag am Ufer des Piraí im gleichnamigen Município, 110 km nordwestlich der kaiserlichen Hauptstadt Rio de Janeiro.

Wie aus der Hauptstadtpresse hervorgeht, nahm ein Postamt im Februar 1877 seinen Betrieb:

Diario do Rio de Janeiro, 11.02.1877

Der bisher älteste Poststempel ist PRJ-1265a (Abb. Felipe Piccinini):

PRJ-1265a (FP) 1877ff

Paulo Novaes schreibt in agenciaspostais.com.br, dass es dort seit Juni 1883 ein Bahnhof der Eisenbahngesellschaft E.F. Pirahyense im Betrieb war, und wir können davon ausgehen, dass das Postamt dorthin verlegt wurde. Die Bahnlinie wechselte 1885 zur E.F. de Sant’Anna, 1889 zur V.F. Sapucaí; 1910 zur Rede Sul-Mineira und gehörte von ca.1931 bis zur Stilllegung um 1963 der Rede Mineira de Viação. Heute sind weder der Bahnhof noch die Gleise auffindbar.

Der Bahnhof wurde dreimal umbenannt: im April 1894 zu Henrique Nora, im Mai 1923 zu Cel Joaquim Ovídio und im April 1944 zurück zu Henrique Nora.

Der folgende Poststempel PRJ-1265b (Abbildung: Corinphila Auktionen) stammt vermutlich vom Bahnhofspostamt, wenngleich die entsprechende Bezeichnung fehlt.

PRJ-1265b (CO) 1883-1886

James Dingler und Klerman W. Lopes haben in Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império (Brazil Philatelic Association, Rio de Janeiro, 2000) einen stummen Poststempel aus Ponte do Cimento gleich mit zwei Nummern versehen, ohnen es zu merken, dass es sich hier um eins und dasselbe Objekt handelt:

BPA 2289 = BPA 2298 (1883)
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Carimbologia O-P

Ponte Bella, Rio de Janeiro (PRJ-2130)

Bellegard-Niemeyer: Carta Corgraphica da Provincia do Rio de Janeiro, 1867

This post office, too, has a remarkable history. It was established at a pretty bridge (“Ponte Bella”) spanning the Ribeirão das Lages (now the Rio Guandu) on the Estrada do Atalho (“Shortcut Road”). The bridge was situated in the area of Vila de S. João do Príncipe, 120 km west of the imperial capital, Rio de Janeiro. The Estrada do Atalho was built around 1857 specifically to transport the coffee produced by Commander Joaquim José de Souza Breves, known as ‘the Coffee King’ (1804–1889), to the port of Mangaratiba.

J. J. Souza Breves (Image: IHGB)

The Commander was one of the wealthiest people in 19th-century Brazil. The exact number of his fazendas is unknown and varies between 30 and 52. He owned approximately 6,000 slaves, who were all freed in one fell swoop on 13 May 1888. After his death, all his estates were sold or mortgaged. Today, only the ruins of his fazendas remain to be admired.

Estrada do Atalho (agenciaspostais.com.br)

The area around Ponte Bella was transferred to the newly founded municipality of São João Marcos in August 1890. It was largely flooded for the construction of the Ribeirão das Lages Dam (1903–1908) and has belonged to the municipality of Rio Claro since December 1938.

The ‘Ponte Bella’ in January 2024 (Photo: Alexandre Ferreira, on Google Maps)

According to reports in the Rio de Janeiro press, a post office was established at Ponte Bella in December 1882:

Gazeta de Noticias, 9 February 1883

Paulo Novaes writes on agenciaspostais.com.br that the agency closed in July 1912. The oldest postmark to date is the double-circle PRJ-2130a (José A. Junges collection):

PRJ-2130a (JJ) 1884–1887
Almanak Laemmert, 1892

Essa agência dos correios também tem uma história notável. Ela foi instalada em uma “Ponte Bella” sobre o Ribeirão das Lages (hoje Rio Guandu), na Estrada do Atalho. A ponte ficava no território da Vila de S. João do Príncipe, 120 km a oeste da capital imperial, o Rio de Janeiro. A Estrada do Atalho foi construída por volta de 1857 especificamente para transportar a produção de café do Comendador Joaquim José de Souza Breves, conhecido como “o Rei do Café” (1804–1889), até o porto de Mangaratiba.

J.J. de Souza Breves (Imagem: IHGB)

O Comendador era uma das pessoas mais ricas do Brasil do século XIX. O número exato de suas fazendas não é conhecido e varia entre 30 e 52. Ele possuía cerca de 6.000 escravos, que foram libertados de uma só vez em 13 de maio de 1888. Após sua morte, todas as propriedades foram vendidas ou penhoradas. Hoje, restam apenas as ruínas de suas fazendas para serem admiradas.

Estrada do Atalho (agenciaspostais.com.br)

A área ao redor da Ponte Bella passou, em agosto de 1890, para o recém-criado Município de São João Marcos. Ela foi em grande parte inundada para a construção da barragem do Ribeirão das Lages (1903–1908) e pertence, desde dezembro de 1938, ao Município de Rio Claro.

A “Ponte Bella” em janeiro de 2024 (Foto: Alexandre Ferreira, no Google Maps)

Conforme consta na imprensa do Rio de Janeiro, uma agência dos correios foi inaugurada na Ponte Bella em dezembro de 1882:

Gazeta de Notícias, 09/02/1883

Paulo Novaes escreve no site agenciaspostais.com.br que a agência foi fechada em julho de 1912.  O carimbo postal mais antigo encontrado até o momento é o de duplo círculo PRJ-2130a (coleção de José A. Junges):

PRJ-2130a (JJ) 1884-1887
Mappa Geographico-Postal do Rio de Janeiro, 1906

Auch dieses Postamt hat eine bemerkenswerte Geschichte. Es wurde an einer hübschen Brücke („Ponte Bella“) über den Ribeirão das Lages (heute Rio Guandu) auf der Estrada do Atalho („Abkürzungsstraße“) eingerichtet. Die Brücke lag im Gebiet der Vila de S. João do Príncipe, 120 km westlich der kaiserlichen Hauptstadt Rio de Janeiro. Die Estrada do Atalho wurde um 1857 eigens gebaut, um die Kaffeeproduktion des Komturs Joaquim José de Souza Breves, genannt „der Kaffeekönig“ (1804–1889), an den Hafen von Mangaratiba zu transportieren.

J.J. de Souza Breves (Bild: IHGB)

Der Komtur war einer der reichsten Menschen im Brasilien des 19. Jahrhunderts. Die Anzahl seiner Fazendas ist nicht genau bekannt und schwankt zwischen 30 und 52. Er besaß ca. 6.000 Sklaven, die am 13. Mai 1888 auf einen Schlag befreit wurden. Nach seinem Tod wurden alle Ländereien verkauft bzw. verpfändet. Heute sind nur noch die Ruinen seiner Fazendas zu bestaunen.

Estrada do Atalho (agenciaspostais.com.br)

Das Gebiet um die Ponte Bella ging im August 1890 an den neu gegründeten Município de São João Marcos. Es wurde größtenteils für den Bau des Ribeirão-das-Lages-Staudamms (1903–1908) überflutet und gehört seit Dezember 1938 zum Município de Rio Claro.

Die „Ponte Bella“ im Januar 2024 (Foto: Alexandre Ferreira, im Google Maps)

Wie aus der Presse in Rio de Janeiro hervorgeht, wurde an der Ponte Bella im Dezember 1882 ein Postamt ins Leben gerufen:

Gazeta de Noticias, 09.02.1883

Paulo Novaes schreibt auf agenciaspostais.com.br, dass die Agentur im Juli 1912 geschlossen wurde. Der bisher älteste Poststempel ist der Doppelkreis PRJ-2130a (Sammlg. José A. Junges):

PRJ-2130a (JJ) 1884-1887

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Carimbologia O-P

Ponte (PBA-0565) – Ponto da Companhia Bahiana, Bahia (PBA-0566)

Mappa da Cidade de Salvador da Bahia, 1894

Text update of July 8, 2026

Identifying this post office posed a very difficult challenge for philatelic researchers for decades. The Portuguese word ‘Ponte’ usually means ‘bridge’. Consequently, searches were made in vain for a river in the imperial province of Bahia on the banks of which a bridge – and possibly also a railway station – with an adjoining post office had been built.

The problem was that the name ‘Ponte da Companhia Bahiana’ was also occasionally encountered, yet there was no railway company of that name in Bahia.

This referred to the shipping company ‘Companhia de Navegação Bahiana’ (1853–1891), which was based in the provincial capital, Salvador, and from there sailed to several ports, mostly within the province. The bridge (Ponte) was a quay bridge at the port of Salvador on All Saints’ Bay, where passengers could board their ships. The map above is marked ‘Ponte do Lloyd’, as the shipping company Lloyd Brasileiro took over the Companhia Bahiana in 1891.

R. Koester also believed that this was a railway station post office, and gave January 1870 as its date of creation.

The oldest postmark found to date is probably not the first, as PBA-0565b (Fig. Márcio Duarte Collection) has only been seen with dates from the 1880s onwards:

PBA-0565b (MDu) 1885–1898

This was followed by the rare PBA-0565c (Fig. Karlheinz Wittig):

PBA-0565c (KW) 1891

The PBA-0565d postmark (images from the Márcio Protzner collection and from Koester’s Carimbologia XXXII), has a typical form of Bahia and has so far been found with dates from the Republic, but is likely to have been in use earlier:

PBA-0565d (MP-RK) 1892ff–1900ff

Under PBA-0566a (José A. Junges Collection) there is also a postmark bearing the full name of the post office:

PBA-0566a (JJ) 1890ff
Atlas do Imperio do Brasil, 1868

Texto atualizado em 8 de julho de 2026

A identificação dessa agência postal representou, durante décadas, um grande desafio para os pesquisadores filatélicos. A partir da palavra “ponte”, procurava-se em vão por um rio na província imperial da Bahia, em cuja margem tivesse sido construída uma ponte — e possivelmente também uma estação ferroviária — com uma agência dos correios anexa.

O problema era que, embora o nome “Ponte da Companhia Bahiana” também aparecesse ocasionalmente, não existia nenhuma companhia ferroviária com esse nome na Bahia.

Tratava-se, na verdade, da companhia de navegação “Companhia de Navegação Bahiana” (1853–1891), que tinha sede na capital da província, Salvador, e de lá fazia viagens para vários portos, principalmente dentro da província. A ponte era uma ponte-cais no porto de Salvador, na Baía de Todos os Santos, onde os passageiros podiam embarcar em seus navios. No mapa acima, consta “Ponte do Lloyd”, pois a companhia marítima Lloyd Brasileiro adquiriu a Companhia Bahiana em 1891.

R. Koester também acreditava que se tratava de uma agência postal em uma estação ferroviária e indicou janeiro de 1870 como data de criação.

O carimbo postal mais antigo encontrado até agora provavelmente não é o primeiro, já que o PBA-0565b (Fig. Coleção Márcio Duarte) só foi visto com datas a partir da década de 1880:

PBA-0565b (MDu) 1885-1898

Seguiu-se o raro PBA-0565c (Fig. Karlheinz Wittig):

PBA-0565c (KW) 1891

O carimbo PBA-0565d (imagens da coleção de Márcio Protzner e da Carimbologia XXXII, de Koester) tem uma forma típica da Bahia e foi encontrado até o momento com datas da República, mas provavelmente já era utilizado antes disso:

PBA-0565d (MP-RK) 1892ff – 1900ff

Sob PBA-0566a (Coleção José A. Junges) temos ainda um carimbo postal com o nome completo da agência:

PBA-0566a (JJ) 1890ff
Cidade de Salvador, 1894

Textaktualisierung am 8. Juli 2026

Die Ermittlung dieses Postamts stellte Philatelie-Forscher jahrzehntelang vor eine sehr schwierige Aufgabe. Das portugiesische Wort „Ponte” bedeutet in der Regel „Brücke”. Man suchte also vergebens nach einem Fluss in der kaiserlichen Provinz Bahia, an dessen Ufer eine Brücke – und womöglich auch ein Bahnhof – mit angeschlossenem Postamt gebaut wurde.

Das Problem dabei war, dass auch der Name „Ponte da Companhia Bahiana“ gelegentlich zu lesen war, es jedoch keine Eisenbahngesellschaft mit diesem Namen in Bahia gab.

Es handelte sich hierbei um die Schifffahrtsgesellschaft „Companhia de Navegação Bahiana“ (1853–1891), die ihren Sitz in der Provinzhauptstadt Salvador hatte und von dort aus mehrere Häfen ansteuerte, meist innerhalb der Provinz. Die Brücke (Ponte) war eine Kai-Brücke am Hafen von Salvador an der Allerheiligenbucht, wo die Fahrgäste ihre Schiffe besteigen konnten. Auf der Karte oben ist „Ponte do Lloyd“ vermerkt, da die Reederei Lloyd Brasileiro die Companhia Bahiana im Jahr 1891 übernahm.

Auch R. Koester glaubte, dass es sich hierbei um ein Bahnhofspostamt handelte, und gab als Gründungsdatum den Januar 1870 an.

Der bisher älteste Poststempel ist wohl nicht der erste, da PBA-0565b (Abb. Sammlung Márcio Duarte) wurde erst mit Daten ab der 1850er Jahren gesehen:

PBA-0565b (MDu) 1885-1898

Ihm folgte der seltene PBA-0565c (Abb. Karlheinz Wittig):

PBA-0565c (KW) 1891

Der Poststempel PBA-0565d (Bilder aus der Sammlg Márcio Protzner und aus Koesters Carimbologia XXXII) hat eine für Bahia typische Form und wurde bisher mit Daten aus der Republik gefunden, dürfte aber schon früher verwendet werden:

PBA-0565d (MP-RK) 1892ff-1900ff

Unter PBA-0566a (Sammlung José A. Junges) haben wir zudem einen Poststempel mit dem vollständigen Namen der Poststelle:

PBA-0566a (JJ) 1890ff
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Carimbologia O-P

Ponta Negra, Rio de Janeiro (PRJ-1260)

Colton & Colton: Provincia do Rio de Janeiro, 1866

Ponta Negra was a settlement near the beach close to Maricá, 80 kilometres east of the capital, Rio de Janeiro. It only became a district of the municipality of Maricá in 2010. 

According to reports in the Rio de Janeiro press, there had been a post office there since October 1870.

Diario do Rio de Janeiro, 20 October 1870

The oldest postmark is PRJ-1260a, which is listed in P. Ayres’ Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942) under No. 1409:

PRJ-1260a (P.A. 1409) 1870ff–1877ff

This was followed by the circular postmark PRJ-1260b (Fig. Filatélica Minas Gerais):

PRJ-1260b (FMG) 1885–1899
Atlas do Imperio do Brasil, 1868

Ponta Negra era um povoado próximo à praia, nas proximidades de Maricá, 80 quilômetros a leste da capital, Rio de Janeiro. Só em 2010 é que se tornou um distrito do município de Maricá. 

Conforme informou a imprensa do Rio de Janeiro, a agência dos correios no local foi criada em outubro de 1870.

Diário do Rio de Janeiro, 20/10/1870

O carimbo postal mais antigo é o PRJ-1260a, que, no Catálogo de Carimbos Brasil-Império, de P. Ayres (São Paulo, 1937, 1942), recebeu o nº 1409:

PRJ-1260a (P.A. 1409) 1870ff – 1877ff

Seguiu-se o carimbo circular PRJ-1260b (Fig. Filatélica Minas Gerais):

PRJ-1260b (FMG) 1885 – 1899
Almanak Laemmert, 1892

Ponta Negra war eine Siedlung nahe dem Strand in der Nähe von Maricá, 80 Kilometer östlich der Hauptstadt Rio de Janeiro. Sie wurde erst im Jahr 2010 zu einem Distrikt des Munizips Maricá. 

Wie die Presse aus Rio de Janeiro mitteilte, gab es dort ein Postamt seit Oktober 1870.

Diario do Rio de Janeiro, 20.10.1870

Der älteste Poststempel ist PRJ-1260a, der im P. Ayres‘ Catálogo de Carimbos Brasil-Império (S. Paulo, 1937, 1942): die Nr. 1409 erhielt:

PRJ-1260a (P.A. 1409) 1870ff-1877ff

Es folgte der Kreisstempel PRJ-1260b (Abb. Filatélica Minas Gerais):

PRJ-1260b (FMG) 1885-1899
Categories
Carimbologia O-P

Ponta Grossa, São Paulo – Paraná (PPR-0165)

Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) da Provincia de São Paulo, 1847

Other names: Pitanguy (1871–1872)

The Freguesia de Sant’Anna de Ponta Grossa was founded in September 1823 and belonged to the Vila de Castro in the province of São Paulo. It was situated near the northern bank of the Tibagy River, 110 kilometres north-west of Curitiba, which later became the provincial capital. In April 1855, Ponta Grossa became a ‘vila’ and was finally granted town status in March 1862. Between April 1871 and April 1872, the town was known as Pitanguy, after which the old place name was reinstated.

Ponta Grossa Post Office, c. 1949 (Photo: IBGE)

Nova Monteiro writes in Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934–5; reprinted by SPP 1994–1999) that a post office was created there in January 1838. The oldest postmark to date is PPR-0165a, which was assigned No. 1408 in P. Ayres’ Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942).

PPR-0165a (P.A. 1408) 1843ff–1854ff

Around this time, stamps were also cancelled by hand, as shown in the illustration by Carlos A. Balata:

1844ff (CB)

This was followed by PPR-0165b, also featured by P. Ayres, which is available in blue and violet:

PPR-0165b (P.A. 1584) 1866ff–1878ff

This was followed by the circular postmark PPR-0165c (José A. Junges collection), which also appears in blue and violet:

PPR-0165c (JJ) 1876–1894

James Dingler and Klerman W. Lopes have reproduced a silent postmark from Ponta Grossa in Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império (Brazil Philatelic Association, Rio de Janeiro, 2000):

BPA 2569 (P.A. 101) 1877ff-1878ff

A registered postmark from that location is also known (illustration from Koester’s Carimbologia XXXII and from the internet):

(RK-WA) 1873–1885

There are no known postmarks from there bearing the place name Pitanguy.

Atlas do Imperio do Brasil, 1868

Outros nomes: Pitanguy (1871-1872)

A Freguesia de Sant’Anna de Ponta Grossa foi fundada em setembro de 1823 e fazia parte da Vila de Castro, na província de São Paulo. Localizava-se próxima à margem norte do rio Tibagy, a 110 quilômetros a noroeste da futura capital provincial, Curitiba. Em abril de 1855, Ponta Grossa tornou-se vila e, em março de 1862, finalmente, cidade. Entre abril de 1871 e abril de 1872, a cidade recebeu o nome de Pitanguy; depois, o antigo nome local foi restabelecido.

Agência postal de Ponta Grossa, por volta de 1949 (Foto: IBGE)

Nova Monteiro escreve em Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934-5; reimpressão SPP 1994-1999) que uma agência dos Correios foi criada no local em janeiro de 1838. O carimbo postal mais antigo encontrado até o momento é o PPR-0165a, que recebeu o nº 1408 no Catálogo de Carimbos Brasil-Império de P. Ayres (São Paulo, 1937, 1942).

PPR-0165a (P.A. 1408) 1843ff – 1854ff

Por volta dessa época, os selos também eram carimbados à mão, como mostra a ilustração de Carlos A. Balata:

1844ff (CB)

Seguiu-se o PPR-0165b, também mostrado por P. Ayres, que existe nas cores azul e violeta:

PPR-0165b (P.A. 1584) 1866ff – 1878ff

Em seguida, surgiu o carimbo circular PPR-0165c (coleção de José A. Junges), que também ocorre nas cores azul e violeta:

PPR-0165c (JJ) 1876 – 1894

James Dingler e Klerman W. Lopes publicaram, em Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império (Clube Filatélico do Brasil, Rio de Janeiro, 2000), a imagem de um carimbo postal mudo de Ponta Grossa:

BPA 2569 (P.A. 101) 1877ff-1878ff

Também é conhecido um carimbo de registro (imagens de Carimbologia XXXII, de Koester, e da internet):

(RK-WA) 1873-1885

Não temos conhecimento de carimbos postais de lá sob o topônimo Pitanguy.

Provincia do Paraná, 1881

Andere Namen: Pitanguy (1871-1872)

Die Freguesia de Sant’Anna de Ponta Grossa wurde im September 1823 gegründet und gehörte zur Vila de Castro in der Provinz São Paulo. Sie lag in der Nähe des Nordufers des Tibagy, 110 Kilometer nordwestlich der späteren Provinzhauptstadt Curitiba. Im April 1855 wurde Ponta Grossa zur Vila und im März 1862 schließlich zur Stadt. Zwischen April 1871 und April 1872 hieß die Stadt Pitanguy, dann wurde der alte Ortsname wieder eingeführt.

Postamt Ponta Grossa, um 1949 (Foto: IBGE)

Nova Monteiro schreibt in Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatelico/RJ, 1934-5; Reprint SPP 1994-1999), dass es dort seit Januar 1838 ein Postamt gab. Der bisher älteste Poststempel ist PPR-0165a, der in P. Ayres’ Catálogo de Carimbos Brasil-Império (S. Paulo, 1937, 1942) die Nr 1408 erhielt.

PPR-0165a (P.A. 1408) 1843ff-1854ff

Etwa zu dieser Zeit wurden die Briefmarken auch per Hand entwertet, wie die Abbildung von Carlos A. Balata zeigt:

1844ff (CB)

Es folgte der ebenfalls von P. Ayres vorgestellte PPR-0165b, den es auch in Blau und Violett gibt:

PPR-0165b (P.A. 1584) 1866ff-1878ff

Danach kam der Kreisstempel PPR-0165c (Sammlg. José A. Junges), der auch in Blau un Violett vorkommt:

PPR-0165c (JJ) 1876-1894

James Dingler und Klerman W. Lopes haben in Mute Cancellations of the Brazil Empire / Carimbos Mudos do Brasil Império, (Brazil Philatelic Association, Rio de Janeiro, 2000) einen stummen Poststempel aus Ponta Grossa abgebildet:

BPA 2569 (P.A. 101) 1877ff-1878ff

Von dort ist auch ein Einschreibstempel (Abb. aus Koesters Carimbologia XXXII und aus dem Internet) bekannt:

(RK-WA) 1873-1885

Es sind keine lokalen Poststempel mit dem Ortsnamen Pitanguy bekannt.

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Carimbologia O-P

Ponta de Atibaia, São Paulo (PSP-1925)

Christian D. Rath: Provincia de São Paulo, 1886

Other names and spellings: Ponte de/do/da Atibaia, Arraial dos Souzas, Souzopolis, Souzas/Sousas (1938)

This place was a settlement (arraial) called Ponte do Atibaia (Atibaia Bridge), situated on the east bank of the River Atibaia in the Município de Campinas, 100 kilometres north of the provincial capital, São Paulo. In November 1889, it was renamed Arraial dos Sousas, after an influential family of landowners in the region. Arraial dos Sousas was elevated to district status in July 1896 and has been known simply as Souzas since November 1938.

According to the regional press, there had been a post office there since February 1889:

Jornal do Commercio, 1 December 1889

The oldest postmark to date, PSP-1925a (illustration from the Fuad Ferreira Fo. collection), bears the incorrect place name ‘Ponta’ (instead of ‘Ponte’) de Atibaia:

PSP-1925a (FF) 1889ff
Arthur D. Ribeiro: Estado de São Paulo, 1924

Outros nomes e grafias: Ponte de/do/da Atibaia, Arraial dos Souzas, Souzópolis, Souzas/Sousas (1938)

Este povoado era um arraial chamado Ponte do Atibaia, situado na margem leste do rio Atibaia, no município de Campinas, 100 quilômetros ao norte da capital provincial, São Paulo. Em novembro de 1889, foi renomeado como Arraial dos Sousas, em homenagem a uma influente família de latifundiários da região. Arraial dos Sousas foi elevado à categoria de distrito em julho de 1896 e, desde novembro de 1938, é conhecido simplesmente como Souzas.

Conforme consta na imprensa regional, havia ali uma agência dos correios desde fevereiro de 1889:

Jornal do Comércio, 01/12/1889

O carimbo postal mais antigo até então, o PSP-1925a (ilustração da coleção de Fuad Ferreira Fo.), apresenta um topônimo incorreto: Ponta (em vez de Ponte) de Atibaia:

PSP-1925a (FF) 1889ff
Google Maps

Andere Namen und Schreibweisen: Ponte de/do/da Atibaia, Arraial dos Souzas, Souzopolis, Souzas/Sousas (1938)

Dieser Ort war eine Siedlung (Arraial) namens Ponte do Atibaia (Atibaia-Brücke), die am Ostufer des Atibaia-Flusses im Município de Campinas lag, 100 Kilometer nördlich der Provinzhauptstadt São Paulo. Im November 1889 wurde sie in Arraial dos Sousas umbenannt, benannt nach einer einflussreichen Großgrundbesitzerfamilie der Region. Arraial dos Sousas wurde im Juli 1896 zu einem Distrikt erhoben und heißt seit November 1938 lediglich Souzas.

Wie aus der regionalen Presse hervorgeht, gab es dort seit Februar 1889 ein Postamt:

Jornal do Commercio, 01.12.1889

Der bisher älteste Poststempel PSP-1925a (Abb. aus der Sammlung Fuad Ferreira Fo.) trägt die falsche Ortsbezeichnung Ponta (statt Ponte) de Atibaia:

PSP-1925a (FF) 1889ff
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Carimbologia O-P

Pomba (PMG-1995) –  Pomba (train station/Estação/Bahnhof), Minas Gerais (PMG-1996)

Villiers de l’Ile Adam: Carta (…) da Provincia de Minas Geraes, 1849

Other names: Rio Pomba (1948)

See also Pomba – Pombense (train station, PMG-2000)

Originally, this was a settlement of the indigenous Cayapo and Coroados peoples on the north bank of the River Pomba, 150 kilometres south of what would later become the provincial capital, Ouro Preto. In February 1718, it became the Freguesia de São Manoel do Pomba and was part of the Vila de Mariana. In October 1831, it was elevated to the status of a Vila, and in June 1858 it finally became the town of Pomba. Since December 1948, it has been the Município de Rio Pomba.

All sources agree that there has been a post office there since March 1829. Nova Monteiro states 5 March in Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934–1935; reprinted by SPP 1994–1999), whilst Paula Sobrinho gives 25 March in História Postal de Minas Gerais (Belo Horizonte, 1997). The oldest postmark to date is PMG-1995a, which is listed in the RHM catalogue under P-MG-47:

PMG-1995a (RHM P-MG-47) 1835–1844ff

This was followed by the fine PMG-1995b (ill. Lélio Cimini/R. Koester), for which, unfortunately, a complete and clear illustration is still lacking:

PMG-1995b (Lélio Cimini/RK) 1850ff

This postmark was presumably soon rendered unusable, as stamps were subsequently cancelled by hand. The example below is taken from P. Ayres’ Catálogo de Carimbos Brasil-Império (S. Paulo, 1937, 1942), although the number of dashes beneath the place name varied:

P.A. p. 147 (1866ff–1876ff)

This was followed by the plain circular postmark PMG-1995c (fig. José L. Fevereiro):

PMG-1995c (JLF) 1876ff–1886

Next came the rare French type PMG-1995d (fig. Koester, in Carimbologia XXXII):

PMG-1995d (RK) 1882

Towards the end of the Empire, PMG-1995e also appeared (collection of José A. Junges):

PMG-1995e (JJ) 1889–1895

Koester (op. cit.) showed a further handwritten postmark from Pomba, as well as a registered postmark and a mute postmark:

1872 (RK)
1882 (RK)
1871 (RK)

Another mute postmark was presented by the philatelist José L. Fevereiro:

1879 (JLF)

Pomba railway station was inaugurated in July 1886 by the E. F. Leopoldina Railway Company as the terminus of the Guarany–Pomba Line. It was situated south of the river, and the line remained in operation until 1965. Today, the tracks have disappeared and the station building is used as a Masonic lodge.

c. 1920 (Photo: NN on estacoesferroviarias.com.br)
In December 2023 (Photo: Google Street View)

There is some uncertainty and confusion regarding the existence of a railway station post office and its postmark, for two reasons. Firstly, there had already been a Pomba railway station post office operated by E.F. Leopoldina since December 1879, located just under 40 km further east in Pomba, which was later renamed Pombense and finally Sobral Pinto, and was administered by the Postal Directory in Rio until July 1881. Secondly, there was no railway station post office for the town Pomba until the end of 1886, and for the financial year 1886/1887, courier services between Guarany railway station and the town of Pomba were still being put out to tender:

A Provincia de Minas, 27 January 1886

This courier route no longer existed by 1888. It follows, therefore, that the postal service reached Pomba by rail by 1887 at the latest. As the River Pomba separated the railway station from the town centre, situated two kilometres further north, and there was probably no bridge at the time, it seems likely that there was also a post office at the station.

The following postmarks are thought to originate from this Pomba station:

PMG-1996a (Fig. Koester) 1887
PMG-1996b (Fig. from the internet) 1890ff
Atlas do Imperio do Brasil, 1868

Outros nomes: Rio Pomba (1948)

Veja também Pombense (Estação, PMG-2000)

Originalmente, tratava-se de um assentamento dos povos indígenas das nações Cayapo e Coroados, na margem norte do rio Pomba, 150 quilômetros ao sul da futura capital provincial, Ouro Preto. Em fevereiro de 1718, tornou-se a Freguesia de São Manoel do Pomba e passou a fazer parte da Vila de Mariana. Em outubro de 1831, foi elevada à categoria de Vila e, finalmente, em junho de 1858, à de cidade de Pomba. Desde dezembro de 1948, ela faz parte do Município de Rio Pomba.

Todas as fontes concordam que havia uma agência dos correios no local desde março de 1829. Nova Monteiro indica, em Administrações e Agências Postais do Brasil Império (Brasil Filatélico/RJ, 1934–1935; reimpressão SPP 1994–1999), a data de 5 de março, enquanto Paula Sobrinho, em História Postal de Minas Gerais (Belo Horizonte, 1997), aponta 25 de março. O carimbo postal mais antigo registrado até o momento é o PMG-1995a, que recebeu no catálogo RHM o número P-MG-47:

PMG-1995a (RHM P-MG-47) 1835-1844ff

Seguiu-se o belo PMG-1995b (Ilustração: Lélio Cimini/R. Koester), do qual, infelizmente, ainda não há uma imagem completa e clara:

PMG-1995b (Lélio Cimini/RK) 1850ff

Esse carimbo postal provavelmente ficou inutilizável logo em seguida, pois então, os selos passaram a ser obliterados manualmente. O exemplo abaixo foi extraído do Catálogo de Carimbos Brasil-Império, de P. Ayres (S. Paulo, 1937, 1942), sendo que o número de traços abaixo do nome da localidade era variável:

P.A. p. 147 (1866ff – 1876ff)

Seguiu-se o carimbo circular PMG-1995c (fig. José L. Fevereiro):

PMG-1995c (JLF) 1876ff-1886

Em seguida, surgiu o raro tipo francês PMG-1995d (fig. Koester, em Carimbologia XXXII):

PMG-1995d (RK) 1882

No final do Império, surgiu também o PMG-1995e (coleção de José A. Junges):

PMG-1995e (JJ) 1889-1895

Koester (op. cit.) apresentou outro franquemento manuscrito de Pomba, bem como um carimbo de carta registrada e um carimbo mudo:

1872 (RK)
1882 (RK)
1871 (RK)

Outro carimbo postal mudo foi apresentado pelo filatelista José L. Fevereiro:

1879 (JLF)

A estação de Pomba foi inaugurada em julho de 1886 pela E. F. Leopoldina, no final do Ramal Guarany–Pomba (ver mapa abaixo). Ela ficava ao sul do rio, e a linha permaneceu em operação até 1965. Hoje, os trilhos desapareceram e o prédio da estação é utilizado como loja maçônica.

Por volta de 1920 (Foto: NN em estacoesferroviarias.com.br)
Em dezembro de 2023 (Foto: Google Street View)

Existe certa incerteza e confusão quanto à existência de uma agência dos correios na estação ferroviária e ao seu carimbo postal por dois motivos. Em primeiro lugar, já existia, desde dezembro de 1879, uma agência postal da E.F. Leopoldina a cerca de 40 km a leste, em Pomba — que mais tarde passou a se chamar Pombense e, por fim, Sobral Pinto —, administrada até julho de 1881 pela Diretoria dos Correios do Rio. Em segundo lugar, até o final de 1886 não havia agência postal na estação ferroviária da cidade de Pomba, e para o exercício fiscal de 1886/1887 ainda foram licitados serviços de correio por estafetas entre a estação de Guarany e a cidade de Pomba:

A Província de Minas, 27/01/1886

Essa linha de correio já não existia em 1888. Conclui-se, portanto, que os serviços postais chegaram a Pomba por via férrea, ao mais tardar, em 1887. Como o rio Pomba separava a estação do centro da cidade, localizado dois quilômetros mais ao norte, e provavelmente não havia ponte na época, é provável que houvesse também uma agência postal na estação.

Os carimbos postais a seguir provavelmente são originários dessa estação de Pomba:

PMG-1996a (ilustração de Koester) 1887
PMG-1996b (imagem da internet) 1890ff
Amarildo Mayrink: Estrada de Ferro Leopoldina

Andere Namen: Rio Pomba (1948)

Siehe auch Pombense (train station/Estação/Bahnhof, PMG-2000)

Ursprünglich war dies eine Siedlung der Ureinwohner der Nationen Cayapo und Coroados am Nordufer des Pomba, 150 Kilometer südlich der späteren Provinzhauptstadt Ouro Preto. Im Februar 1718 wurde sie zur Freguesia de São Manoel do Pomba und gehörte zur Vila de Mariana. Im Oktober 1831 folgte der Aufstieg zur Vila und im Juni 1858 schließlich zur Stadt Pomba. Seit Dezember 1948 liegt diese im Município de Rio Pomba.

Alle Quellen sind sich einig, dass es dort seit März 1829 ein Postamt gab. Nova Monteiro schreibt in Administrações e Agencias Postaes do Brasil Imperio (Brasil Filatelico/RJ, 1934–1935; Nachdruck SPP 1994–1999) den 5. März, während Paula Sobrinho in História Postal de Minas Gerais (Belo Horizonte, 1997) den 25. März angibt. Der bisher älteste Poststempel ist PMG-1995a, der im RHM-Katalog unter P-MG-47 erfasst wurde:

 PMG-1995a (RHM P-MG-47) 1835-1844ff

Es folgte der schöne PMG-1995b (Abb. Lélio Cimini/R. Koester), von dem leider eine klare und vollständige Abbildung noch fehlt:

PMG-1995b (Lélio Cimini/RK) 1850ff

Dieser Poststempel war vermutlich bald unbrauchbar, denn in der Folge wurden die Briefmarken per Hand entwertet. Das untere Beispiel wurde aus P. Ayres’ Catálogo de Carimbos Brasil-Império (S. Paulo, 1937, 1942) entnommen, wobei die Zahl der Striche unter dem Ortsnamen variabel war:

P.A. S. 147 (1866ff-1876ff)

Es folgte der schlichte Kreisstempel PMG-1995c (Abb. José L. Fevereiro):

PMG-1995c (JLF) 1876ff-1886

Danach kam der seltene französische Typ PMG-1995d (Abb. Koester, in Carimbologia XXXII):

PMG-1995d (RK) 1882

Am Ende des Kaiserreichs erschien auch PMG-1995e (Sammlg. José A. Junges):

PMG-1995e (JJ) 1889-1895

Koester (op. cit.) zeigte eine weitere handschriftliche Frankierung aus Pomba, sowie auch einen Einschreib- und einen stummen Stempel:

1872 (RK)
1882 (RK)
1871 (RK)

Ein weiterer stummen Poststempel wurde vom Philatelisten José L. Fevereiro vorgestellt:

1879 (JLF)

Der Bahnhof Pomba wurde im Juli 1886 von der Eisenbahngesellschaft E. F. Leopoldina am Ende der Strecke Guarany–Pomba eingeweiht (Abb. oben). Er lag südlich des Flusses und die Linie blieb bis 1965 in Betrieb. Heute sind die Gleise verschwunden und das Bahnhofsgebäude wird als Loge der Freimaurer genutzt.

Ca. 1920 (Foto: NN auf estacoesferroviarias.com.br)
Im Dezember 2023 (Foto: Google Street View)

Über das Vorhandensein eines Bahnhofspostamts und dessen Poststempel herrscht aus zwei Gründen etwas Unklarheit und Verwirrung. Erstens gab es bereits seit Dezember 1879 ein Pomba-Bahnhofspostamt der E.F. Leopoldina knapp 40 km weiter östlich, das später in Pombense und schließlich in Sobral Pinto umbenannt wurde und bis Juli 1881 von der Postdirektion in Rio verwaltet wurde. Zweitens gab es bis Ende 1886 kein Postamt für den Bahnhof der Stadt Pomba, und für das Geschäftsjahr 1886/1887 wurden noch Stafettendienste zwischen dem Bahnhof Guarany und der Stadt Pomba ausgeschrieben:

A Provincia de Minas, 27.01.1886

Diese Staffettenlinie existierte 1888 nicht mehr. Daraus folgt, dass die Post nach Pomba spätestens 1887 mit der Eisenbahn kam. Da der Fluss Pomba den Bahnhof von der zwei Kilometer weiter nördlich gelegenen Ortsmitte trennte und es damals wohl keine Brücke gab, liegt die Vermutung nahe, dass sich auch ein Postamt am Bahnhof befand.

Die folgenden Poststempel können vermutlich aus diesem Bahnhof Pomba stammen:

PMG-1996a (Abb. Koester) 1887
PMG-1996b (Abb. aus dem Internet) 1890ff
Categories
Carimbologia O-P

Pomba (PMG-1999) – Pombense (train station/Estação/Bahnhof), Minas Gerais (PMG-2000)

Estações (…) de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Geraes, 1880

Other names: Sobral Pinto (1882)

See also Pomba (Rio Pomba/train station, PMG-1996)

Pomba railway station was opened in February 1880 by the E. F. Leopoldina railway company as part of the cross-country line. It was situated approximately 40 km east of the town of Pomba and 200 km south-east of the provincial capital, Ouro Preto. From 1975 until its closure in 1996, the railway line was owned by Rede Ferroviária Federal S.A. (estacoesferroviarias.com.br). Today, the tracks are still in place and the station building most recently served as a snack bar and bus stop.

At the beginning of the 20th century (Photo: estacoesferroviarias.com.br)
In October 2023 (Photo: Decio Marques, on Google Maps)

Around October 1882, the station was renamed Sobral Pinto, in memory of the doctor Luiz Sobral Pinto (1818–1882).

A Provincia de São Paulo, 5 October 1882

The area around the station was placed under the jurisdiction of the Município de Cataguases in August 1888 and has belonged to the Município de Astolfo Dutra since December 1938 and to the Distrito de Sobral Pinto since December 1961.

As reported by the press in Rio, a railway station post office was established in December 1879:

O Apóstolo/RJ, 31 December 1879

The post office was initially administered by the Postal Directorate in Rio de Janeiro and only came under the provincial administration of Minas Gerais in July 1881. It is thought that the name was changed to Pombense around this time to avoid confusion with the railway station in the town of Pomba (PMG-1996), which was under construction. It was not until April 1893 – well after the founding of the Republic – that the railway station post office was renamed Sobral Pinto, as recorded in the Postal Bulletin (Boletim Postal).

The oldest postmark to date is PMG-1999a, which was assigned No. 1406 in P. Ayres’ Catálogo de Carimbos Brasil-Império (São Paulo, 1937, 1942):

PMG-1999a (P.A. 1406) 1882–1883

This was followed by PMG-1999b (fig. Koester, op. cit.):

PMG-1999b (RK) 1885

Shortly afterwards came the only postmark to date under Pombense, PMG-2000a (fig. Koester):

PMG-2000a (RK) 1888

Postmarks featuring Sobral Pinto are not known until 1895.

Andre S. Carvalho: E.F. Leopoldina, 1880

Outros nomes: Sobral Pinto (1882)

Veja também Pomba (Rio Pomba/estação, PMG-1996)

A estação de Pomba foi inaugurada em fevereiro de 1880 pela E. F. Leopoldina como parte da Linha de Ligação Transversal. Localizava-se a cerca de 40 km a leste da cidade de Pomba e a 200 km a sudeste da capital provincial, Ouro Preto. A linha ferroviária pertenceu à Rede Ferroviária Federal S.A. (estacoesferroviarias.com.br) de 1975 até seu desativamento em 1996. Hoje, os trilhos ainda existem e o prédio da estação serviu, mais recentemente, como lanchonete e ponto de ônibus.

No início do século XX (Foto: estacoesferroviarias.com.br)
Em outubro de 2023 (Foto: Decio Marques, no Google Maps)

Por volta de outubro de 1882, a estação foi renomeada como Sobral Pinto, em homenagem ao médico Luiz Sobral Pinto (1818-1882).

A Província de São Paulo, 05/10/1882

A área ao redor da estação foi transferida para o município de Cataguases em agosto de 1888 e, desde dezembro de 1938, pertence ao município de Astolfo Dutra; desde dezembro de 1961, ao distrito de Sobral Pinto.

Conforme divulgado pela imprensa do Rio, em dezembro de 1879 foi criada uma agência postal na estação ferroviária:

O Apóstolo/RJ, 31/12/1879

A agência postal foi inicialmente administrada pela Diretoria dos Correios do Rio de Janeiro e só passou a ser administrada pela administração provincial de Minas Gerais em julho de 1881. Presume-se que, por volta dessa época, tenha ocorrido a mudança do nome para Pombense, a fim de evitar confusões com a estação ferroviária da cidade de Pomba (PMG-1996), que estava em construção. Somente em abril de 1893, ou seja, algum tempo após a fundação da República, a agência postal da estação ferroviária passou a se chamar Sobral Pinto, conforme consta no Boletim Postal.

O carimbo postal mais antigo até então é o PMG-1999a, que recebeu o nº 1406 no Catálogo de Carimbos Brasil-Império, de P. Ayres (São Paulo, 1937, 1942):

PMG-1999a (P.A. 1406) 1882-1883

Seguiu-se o PMG-1999b (fig. Koester, op. cit.):

PMG-1999b (RK) 1885

Pouco depois, surgiu o único carimbo postal registrado até o momento sob Pombense, o PMG-2000a (fig. Koester):

PMG-2000a (RK) 1888

Carimbos postais com Sobral Pinto só são conhecidos a partir de 1895.

Almanak Laemmert, 1892

Andere Namen: Sobral Pinto (1882)

Siehe auch Pomba (Rio Pomba, Bahnhof, PMG-1996)

Der Bahnhof Pomba wurde im Februar 1880 von der Eisenbahngesellschaft E. F. Leopoldina als Teil der Querverbindungslinie eröffnet. Er lag ca. 40 km östlich der Stadt Pomba und 200 km südöstlich der Provinzhauptstadt Ouro Preto. Die Bahnlinie gehörte von 1975 bis zu ihrer Stilllegung im Jahr 1996 der Rede Ferroviária Federal S.A. (estacoesferroviarias.com.br). Heute sind die Gleise noch vorhanden und das Bahnhofsgebäude diente zuletzt als Imbiss und Bushaltestelle.

Am Anfang des 20. Jahrhunderts (Foto: estacoesferroviarias.com.br)
Im Oktober 2023 (Foto: Decio Marques, auf Google Maps)

Gegen Oktober 1882 wurde der Bahnhof in Sobral Pinto umbenannt, in Erinnerung an dem Arzt Luiz Sobral Pinto (1818-1882).

A Provincia de São Paulo, 05.10.1882

Das Areal um den Bahnhof wurde im August 1888 dem Município de Cataguases unterstellt und gehört seit Dezember 1938 zum Município de Astolfo Dutra, seit Dezember 1961 zum Distrito de Sobral Pinto.

Wie die Presse aus Rio bekannt gab, wurde im Dezember 1879 ein Bahnhofspostamt ins Leben gerufen:

O Apóstolo/RJ, 31.12.1879

Das Postamt wurde zunächst von der Postdirektion in Rio de Janeiro verwaltet und fiel erst im Juli 1881 unter die Provinzverwaltung von Minas Gerais. Vermutlich erfolgte um diese Zeit die Umbenennung in Pombense, um Verwechslungen mit dem sich im Bau befindlichen Bahnhof der Stadt Pomba (PMG-1996) zu vermeiden. Erst im April 1893, also weit nach Gründung der Republik, wurde das Bahnhofspostamt in Sobral Pinto umbenannt, wie aus dem Postbulletin (Boletim Postal) hervorgeht.

Der bisher älteste Poststempel ist PMG-1999a, der in P. Ayres‘ Catálogo de Carimbos Brasil-Império (S. Paulo, 1937, 1942) die Nr. 1406 erhielt:

PMG-1999a (P.A. 1406) 1882-1883

Es folgte PMG-1999b (Abb. Koester, op. cit.):

PMG-1999b (RK) 1885

Kurz später kam der bisher einzige Poststempel unter Pombense, PMG-2000a (Abb. Koester):

PMG-2000a (RK) 1888

Poststempel mit Sobral Pinto sind erst ab 1895 bekannt.